No primeiro semestre de 2011, Naná lançou seu álbum de estreia, “I said”, produzido
por Plinio Profeta (Tiê, Lenine, Pedro Luís, Lucas Santtana, O Rappa e outros) com
dez faixas, sendo nove delas autorais. O disco conta com participações de Tiê, Edgard
Scandurra, do jornalista e escritor Xico Sá e de Karina Buhr, autora do irônico funk
“Ciranda do incentivo”, que no disco de Naná ganha uma releitura especial. Antes, em
2009, Naná já havia lançado um EP com quatro músicas, chamado “Bacon eggs”.
Os primeiros shows de “I said” aconteceram em Nova York e no festival texano South
by Southwest (SXSW), em Austin. Depois foi a vez de São Paulo, onde Naná lançou o
álbum no Studio SP, em julho de 2011. Desde então, muitos shows rolaram e a artista
soltou quatro clipes do disco: “Busy in the city”, dirigido por Felipe Igarashi; “Triste”, de
Maurício Eça; “Estúpida”, animação de Marcello Laruccia; e “Better than nothing”, de
Leandro HBL. E compôs e gravou o duo “São Brooklyn” com a rapper nova-iorquina
Nello Luchi, que ganhou um clipe filmado nas ruas de São Paulo e Nova York com
direção de Dani Ruano e Marcello Bozzini.
Em 2013 o jornal britânico The Guardian publicou uma matéria com as 35 melhores
tracks ao redor do mundo e a música “Nice Figure, Dangerous Heart”, do álbum I Said,
esteve presente como a representante brasileira.
Com a mente sempre aberta a novas referências e pronta a agregar parceiros, Naná
mistura suas influências da origem de baterista aos timbres acústicos e sintetizadores
em sua música, além de guitarras, baixo e outros instrumentos de percussão. Coloque
no liquidificador uma calda de hip-hop com Peaches, Madonna, Denise Stoklos, Lady
Gaga e Cibelle, agite bem e você terá uma mostra de Naná Rizinni.
Naná passou grande parte da infância e adolescência nos Estados Unidos, onde
cresceu ao som de muito rock e pop dos anos 1980, além de doses de jazz e da então
crescente cultura hip-hop. A figura de Madonna também é apontada como grande
influência para ela, por “conseguir integrar várias manifestações artísticas e reafirmar o
conceito de ‘artista total’, integrando música, imagem, moda, comportamento e
atitude”, observa Rizinni.
Bacharel em instrumento popular, Naná estudou na renomada escola de música
Drum-Tech, em Londres. Também já integrou outras bandas, como Krepax, mais
recentemente, ManPurse, projeto que também contava com os ex-CSS e Bonde do
Rolê (Adriano Cintra e Marina Vello), respectivamente. Como instrumentista, Naná já
acompanhou Thiago Pethit, Edgard Scandurra, Guilherme Arantes, Karina Buhr, Filipe
Catto e o duo belga Vive La Fête, entre outros, além de integrar atualmente a banda
da cantora Tiê e do Adriano Cintra.