A trajetória do Samba da Volta é marcada por uma transição orgânica de uma roda de rua despretensiosa para um projeto maior que vem conquistando espaço no cenário do samba contemporâneo. Seja através do seu evento próprio, das apresentações externas ou do trabalho autoral gravado, o grupo inspirado pelo legado do Fundo de Quintal segue se fortalecendo no mapa cultural do Rio de Janeiro.
A história começou em setembro de 2021, quando um grupo de músicos se reuniu informalmente na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio, para fazer um som na porta do tradicional bar Toca do Baiacu. Com músicos de diferentes partes da cidade — e até um mineiro radicado por ali —, o que era para ser uma roda para menos de 20 amigos logo virou um evento disputado, ocupando por inteiro o trecho da rua fechado para pedestres.
O nome veio pouco depois: Samba da Volta, em homenagem ao reencontro com o samba e com o público após o período mais duro da pandemia. Em 2022, a roda ganhou um novo lar: o Espaço Luís Gama, na Rua da Constituição, também no Centro, onde acontece aos domingos, a cada três semanas. O repertório sempre valorizou clássicos do gênero, mas desde cedo o grupo passou a testar composições próprias — que, para a alegria dos músicos, caíram no gosto da plateia, levando à gravação e ao lançamento do primeiro álbum do conjunto, entre 2023 e 2024.