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É tudo culpa da cultura

Esse é um papo de um antropólogo, com outros antropólogos para não antropólogos. Ao longo dos episódios, Michel Alcoforado vai te ajudar a entender que talvez todo esse sofrimento amoroso não seja culpa dos feromônios, da evolução ou sua mesmo. É tudo culpa da cultura.

Músicas

Episódio especial!Depois de mais de 15 anos pesquisando as elites brasileiras, transformei minhas descobertas no livro Coisa de Rico — uma investigação sobre os códigos, símbolos e performances que definem quem é (ou parece ser) rico no Brasil. No imaginário da riqueza, estar ocupado é parte de um teatro de códigos e símbolos fundamentais para se reconhecer e, principalmente, ser reconhecido como rico no Brasil.  Para começar a conversa eu chamei a professora da FGV e pesquisadora  Bianca Tavolari. Nesse papo a gente falou sobre o livro, os bastidores da pesquisa e as contradições que fazem do Brasil um país onde todo mundo foge da palavra “rico”. Dá o play e vem com a gente entender as elites brasileiras!Direção - Michel Alcoforado Edicão - Voz AtivaMídias sociais - Carla Viveiros / Sarah GuigeArtes - Caco Neves e Juliana SilvaCoordenação de produção: Carolina PizaO meu livro, Coisa de Rico, já está disponível. Compre aqui: https://www.amazon.com.br/Coisa-rico-vida-endinheirados-brasileiros/dp/6556928585 Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad https://www.tiktok.com/@michelalcoforado 

12/08/2025 • 108:23

No novo episódio do É Tudo Culpa da Cultura, a gente recebe o antropólogo Oswaldo Zampiroli para explorar o tema do envelhecimento sob um olhar provocador e cheio de nuances. Zampiroli mergulha na construção social do corpo velho, questionando como nossa cultura fabrica expectativas, discursos e responsabilidades em torno da velhice. A conversa revela as tensões entre o desejo de permanecer jovem, a medicalização da vida e a pressão para manter um “envelhecimento ativo” a qualquer custo. Entre memórias, afetos e projetos futuros, o episódio mostra como envelhecer pode ser, ao mesmo tempo, um espaço de potência e de invisibilidade. Uma reflexão necessária sobre o corpo, a autonomia e o que realmente significa viver até o fim.  Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Simone de Beauvoir, Clarice Ehlers Peixoto, Guita Debert , Andréa Moraes Alves    INDICAÇÃO DE LEITURAS A velhice, de Simone de Beauvoir: A reinvenção da velhice, de Guita Debert:  A dama e o cavalheiro, de Andréa Moraes Alves:  Família e envelhecimento, organizado por Clarice Ehlers Peixoto:   O meu livro, 'De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/3GHUXCn   Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad 

15/07/2025 • 57:38

Nesse episódio, a gente recebe a antropóloga Antônia Gabriela para falar sobre corpo, raça e resistência. Partindo de suas pesquisas com jovens boxeadoras em Havana (Cuba) e no Complexo da Maré (RJ), Antônia nos convida a repensar o corpo negro para além dos estereótipos de dureza e força. Ela explica como essas mulheres criam, no ringue, um espaço de reexistência — um "quilombo corporal" — onde elaboram suas dores, ressignificam violências e constroem uma subjetividade potente. O episódio mergulha em conceitos como “corpo raçudo” e “ontologias musculares fugitivas”, mostrando como o boxe se torna não apenas uma prática esportiva, mas também um modo de cuidar de si, resistir e existir. Uma conversa profunda e sensível sobre o que significa aquilombar o corpo e transformar golpes em força vital.  Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Beatriz Nascimento, Jeanne Favret-Saada, Clifford Geertz, Claude Lévi-Strauss  INDICAÇÃO DE LEITURAS O Cru e o Cozido, de Claude Lévi-Strauss  https://amzn.to/3GoeAQ8  O Quilombismo, de Abdias do Nascimento https://amzn.to/3TPjeK1  Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus. https://amzn.to/4l8FcE3  A Interpretação das Culturas, de Clifford Geertz  https://amzn.to/4eNDdTj   O meu livro, 'De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/3GHUXCn   Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad 

01/07/2025 • 40:40

O que acontece quando um corpo não cabe nas classificações de "homem" ou "mulher"? Neste episódio, Michel Alcoforado conversa com a antropóloga Bárbara Pires sobre as violências, urgências e silêncios que cercam os corpos intersexo no Brasil. A partir de sua pesquisa etnográfica em hospitais e com atletas de alto rendimento, Bárbara revela como o nascimento de um bebê com genitália ambígua dispara um dispositivo médico e social que corre para “corrigir”, “nomear” e “encaixar” esse corpo — muitas vezes às custas de múltiplas cirurgias e sem o consentimento da própria pessoa. Ao longo da conversa, entendemos que não se trata apenas de biologia, mas de uma verdadeira corrida para apagar a ambiguidade. Do ultrassom ao cartório, da testosterona aos tribunais esportivos, o episódio mostra como a cultura molda o corpo — e como o corpo intersexo desafia a própria ideia de normalidade. Um mergulho necessário e potente sobre corpos que insistem em existir fora da caixinha.  Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Donna Haraway, Judith Butler, Michel Foucault, Paul B. Preciado, Anne Fausto-Sterling  INDICAÇÃO DE LEITURAS Manifesto Cyborg, de Donna Haraway  Problemas de Gênero, de Judith Butler (Ed. Civilização Brasileira) https://amzn.to/45Xfo8U  Os Anormais, de Michel Foucault (Ed. Martins Fontes) https://amzn.to/45Xfo8U  Diário de Herculine Barbin, organizado por Michel Foucault O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir (Ed. Nova Fronteira) https://amzn.to/4611IK7    O meu livro, 'De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/3GHUXCn   Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad 

17/06/2025 • 65:14

Neste episódio, a gente conversa com a antropóloga Ana Paula dos Reis sobre como a medicina construiu — e ainda mantém — uma narrativa de falta em torno da menopausa. A partir da perspectiva antropológica, o papo desnaturaliza a ideia de que o corpo feminino é frágil, instável e hormonalmente descontrolado.   A conversa também percorre o silêncio que marca esse período da vida das mulheres, os efeitos da medicalização sobre o envelhecimento feminino e os significados atribuídos ao fim da menstruação em diferentes culturas.   Mais do que um marco fisiológico, a menopausa é um momento simbólico potente — e, como tal, pode (e deve) ser reinventado. Afinal, o corpo nunca é só biologia. Música da Rita Lee - Menopower  Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  PQ É TUDO CULPA DA CULTURA? Vem entender na minha live + aula aberta. INSCREVA-SE AQUI: https://www.michelalcoforado.com.br/pqcultura/   AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Emily Martin, Fabiola Rohden, Anne Fausto-Sterling, Thomas Laqueur , Shirley Starling  INDICAÇÃO DE LEITURAS  Inventando o Sexo: Corpo e Gênero dos Gregos a Freud, de Thomas Laqueur (Editora Gryphus). https://amzn.to/3YRuBnI  Blood Magic: The Anthropology of Menstruation, de Thomas Buckley e Alma Gottlieb (Ed. University of California Press) https://amzn.to/3H2uxLH  A Mulher no Corpo, de Emily Martin (Editora Garamond) https://amzn.to/4k3Tsxi Myths of Gender: Biological Theories about Women and Men, de Anne Fausto-Sterling (Editora Basic Books). https://amzn.to/4mnPiBT    O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/3GHUXCn   

20/05/2025 • 54:16

A cirurgia transforma o estômago — mas também o olhar dos outros.   Nesse episódio a gente recebe a antropóloga Natália Figueiroa, que vai mergulhar nas camadas culturais, sociais e médicas que moldam a percepção sobre os corpos gordos — especialmente contexto da cirurgia bariátrica. A conversa parte do conceito de corpo como interface e revela como o estigma da gordura afeta decisões, relações sociais e identidades. A partir de sua trajetória pessoal e pesquisa de campo, Natália discute a medicalização da obesidade, o papel dos dispositivos sociotécnicos (como a balança ou o copinho de café) e a lógica do compromisso moral imposta aos pacientes bariátricos. Um episódio potente sobre corpo, escolha, controle e o preço social de caber nas medidas.   Durante o papo, também entramos na ambiguidade dessa experiência: de um lado, a promessa de saúde e pertencimento social; do outro, as cicatrizes (físicas e simbólicas) de um processo que exige disciplina extrema, vigilância constante e que muitas vezes mantém vivo o estigma mesmo depois da perda de peso. O corpo bariátrico, como nos mostra Natália, não é apenas uma forma transformada — é um campo de batalha entre o desejo individual e as normas coletivas.   Como construir uma ética do cuidado que não recaia na culpabilização do sujeito? Que outras formas de existir e resistir podem emergir quando a gente deixa de tratar o corpo gordo como problema?   Esse episódio é um convite a rever o que consideramos saúde, autocontrole e aceitação — e a olhar com mais atenção para as histórias que os corpos contam, mesmo quando tentam silenciá-las.   Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Donna Haraway, Bruno Latour, Georges Vigarello , Michel Foucault, Denise Bernuzzi de Sant’Anna      INDICAÇÃO DE LEITURAS  Ciência em Ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, de Bruno Latour (Editora Unesp) https://amzn.to/4kahMgG  As metamorfoses do gordo no Ocidente: da Idade Média ao século XX, de Georges Vigarello (Editora Vozes) https://amzn.to/3RMg9cO  Gordos, magros e obesos: uma história do peso no Brasil, de Denise Bernuzzi de Anna (Editora Estação Liberdade) https://amzn.to/3GDLwUs  Sociologia da obesidade, de Jean-Pierre Poulain (Editora Senac) https://amzn.to/44TMi9V   O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/3GHUXCn  Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad 

06/05/2025 • 55:11

No quinto episódio da 3a temporada de É Tudo Culpa da Cultura, a gente conversa com o antropólogo Wagner Alves - Silva sobre como o corpo se torna o campo de disputa entre o trabalho, a dor e o reconhecimento social.   A partir de sua pesquisa com trabalhadoras do interior de São Paulo, Wagner revela como mudanças abruptas na economia, como a substituição do trabalho no campo por empregos industriais, criam um apagamento da capacidade de “ler” o próprio corpo. Entre diagnósticos biomédicos e burocracias do INSS, essas mulheres precisam transformar a dor em narrativa eficaz para serem ouvidas e reconhecidas como doentes.   O episódio discute o conceito de "trabalhador-paciente", o papel simbólico da ficha médica e a luta por legitimidade em ambientes que exigem produtividade, mas não oferecem escuta. Entre a desconfiança institucional e o orgulho do médico, emerge um corpo relacional: marcado pela doença, mas também pelas redes de cuidado, resistência e reinvenção.  Um episódio potente sobre saúde, gênero, trabalho e o que significa adoecer em um sistema que espera que você aguente, mesmo quando o corpo já não aguenta mais.   Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  David Le Breton, Cláudia Fonseca, Gilberto Velho, Philippe Descola, Marcel Mauss   INDICAÇÃO DE LEITURAS Antropologia do Corpo, de David Le Breton (Editora Vozes) https://amzn.to/4cGJX4f  As Técnicas do Corpo, de Marcel Mauss (Editora Cosac Naify) https://amzn.to/4cIlA6e  Família, Fofoca e Honra: etnografia de relações de gênero e violência em grupos populares, de Cláudia Fonseca (Editora UFRGS) - Capítulo “A certeza que pariu a dúvida” https://amzn.to/4jFDFUH  Doença como Metáfora, de Susan Sontag (Companhia das Letras) https://amzn.to/4jMI6x7   O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/3GjYQgD  Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad 

22/04/2025 • 59:05

O que acontece com um corpo quando a vida acaba? O que vem depois da morte — e que pouca gente se dá conta?  É isso que a gente vai pensar junto com a antropóloga Flávia Medeiros nesse episódio. A partir de sua pesquisa no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, Flávia mostra que, no Brasil, morrer é também um processo institucional, social e afetivo. Não basta parar de respirar: é preciso ser reconhecido como morto. E isso depende de laudo, cheiro, documentação, velório e da ação de muitos outros vivos.   Entre a antropologia da morte e a dos mortos, o episódio revela como o fim da vida também é um processo de classificação: quem era esse corpo? A quem ele pertence? Quem vai “matá-lo” oficialmente? Uma conversa potente sobre luto, violência, burocracia, desigualdade e tudo o que envolve a arte — e a política — de morrer.   No fim das contas, o que está em jogo não é só o fim da vida. É o valor de um corpo quando ele já não responde mais.   Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Michel Foucault, Achille Mbembe, Norbert Elias, Philippe Ariès, Howard Becker   INDICAÇÃO DE LEITURAS Matar o morto: uma etnografia do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro, de Flávia Medeiros (Editora Eduff)  https://amzn.to/4cGr81bO homem diante da Morte, de Philippe Ariès (Editora Unesp) https://amzn.to/421Kudf  Vigiar e Punir, de Michel Foucault (Editora Vozes) https://amzn.to/4j2kDrM  Necropolítica, de  Achille Mbembe (Editora n-1) https://amzn.to/420slfU  O Roubo da História, de Jack Goody (Editora Unesp) https://amzn.to/3Ymay0h  Os Ritos de Passagem, de Arnold Van Gennep (Editora Vozes) https://amzn.to/421GGZy  A solidão dos moribundos, de Norbert Elias (Editora Zahar) https://amzn.to/4i2AS6I   O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui:  https://amzn.to/4lmwDpv  Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad  

08/04/2025 • 60:50

Neste episódio do É Tudo Culpa da Cultura, a gente recebe a antropóloga Taniele Rui para uma conversa profunda sobre os corpos que habitam as Cracolândias do Brasil. Partindo da ideia de que o corpo é mais do que matéria – é um território, um testemunho da existência e um agente social –, Taniele compartilha suas experiências de campo e reflete sobre como os usuários de crack são percebidos, marcados e excluídos pela sociedade. A conversa aborda a noção de corpos abjetos, que reforçam as normas sociais ao se tornarem o avesso do que é considerado aceitável. Também discute como a sujeira e a magreza são lidas como marcadores de degradação, mas podem ser estratégias de proteção. Entre o estigma e a resistência, as Cracolândias não são apenas espaços de ausência, mas também de relações, vínculos e modos de vida. Se você acha que nunca teve nada a ver com isso, talvez seja hora de ouvir. Afinal, o corpo e a cultura estão mais entrelaçados do que imaginamos.  Apresentação: Michel Alcoforado  Roteiro: Michel Alcoforado  Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes  Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções  Vinheta: Estúdio Cavalo  ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva  Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza  AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Judith Butler, Mary Douglas, Howard Becker, Gilberto Velho, Marcel Mauss, Maurício Fiore, Tim Ingold, Karina Biondi, Simone Frangella, Manuel de Barros. INDICAÇÃO DE LEITURAS  Corpos que Importam, de Judith Butler (Editora Autêntica) https://amzn.to/4iWTw0JNas tramas do crack , de Taniele Rui Pureza e Perigo, de Mary Douglas (Editora Perspectiva)https://amzn.to/4kUoEjf  Outsiders: Estudos de Sociologia do Desvio, de Howard Becker (Editora Zahar) https://amzn.to/4kV7SAA  Nobres e Anjos, de Gilberto Velho (Editora FGV)https://amzn.to/4c5qh9W Cidade de Muros, de Teresa Caldeira (Editora 34)https://amzn.to/41ZYC5B  Substâncias, Sujeitos e Eventos, de Maurício Fiore (Editora Hedra)https://amzn.to/41XV4AJ  Ser Vivo, Ser Capaz, de Tim Ingold (Editora Ubu)  O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/41Sd5R3  Me siga nas redes sociais:  instagram.com/michelalcoforado/ linkedin.com/in/michelalcoforado/ twitter.com/michelalcoforad 

25/03/2025 • 61:25

Até onde vai o corpo e onde começam as tecnologias que o moldam? No segundo episódio da temporada, a gente mergulha na fabricação das corporalidades femininas e na obsessão por um corpo "ideal". Da cirurgia plástica ao botox, da bunda hiperbólica ao corpo magro parisiense, como os corpos se constroem (e são construídos) por meio da cultura, da mídia e das normas sociais?  Para essa conversa, chamamos a antropóloga Silvia Naidin, doutora em Ciências Sociais pela UERJ, mestre em Antropologia Social pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seu trabalho investiga como as (bio)tecnologias modulam os corpos, cruzando gênero, classe social e mídia.  Tecnologias de gênero, a vigilância social sobre os corpos femininos e como diferentes classes sociais consomem (e negociam) essas modificações corporais, tem tudo nesse papo.  O que separa o corpo "natural" do corpo "fabricado"? Quem define o que é bonito e aceitável? E mais: o que acontece quando essas normas são levadas ao extremo?  Nesse episódio a gente vai questionar a matéria-prima da nossa existência. Errata: Michel se refere durante o episódio ao livro 'Crime e Custome na Sociedade Selvagemde Bronisław Malinowski, e não 'Crime e Castigo' .Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza Esse episódio contou com a leitura critica de Paulo Bevilacqua AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO  Gilles Lipovetsky, Max Gluckman, Judith Butler, Beatriz Preciado, Donna Haraway, Michel Foucault, Tim Ingold, Paul Preciado, Teresa de Lauretis, Pierre Bourdieu   INDICAÇÃO DE LEITURAS  O psicólogo com o bisturi na mão: um estudo antropológico da cirurgia plástica, de Andrea Tochio (Editora Annablume)  https://amzn.to/3FjGWu3 Tendências e impasses: o feminismo como crítica cultural, org: Heloisa Buarque de Holanda (Editora Rocco) Problemas de Gênero: Feminismo e subversão da identidade de Judith Butler (Editora Civilização Brasileira) https://amzn.to/3DwnLfQ Corpo. Significado. Cura, de Thomas J. Csordas (Editora UFRGS) https://amzn.to/4iEnzdm Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano, org: Tomaz Tadeu (Editora Belo Horizonte, Autêntica)  https://amzn.to/4bEtXz0 Manifesto Cibirgue, de Donna Haraway (Editora Monstro dos Mares) Securing sex: morality and repression in the making of Cold War Brazil, por Benjamin A. Cowan. The University of North Carolina Press.  https://amzn.to/3FvGqsI Ao sul do corpo: condição feminina, maternidade e mentalidades no Brasil Colônia, por Mary Del Priore. Editora José Olympio. https://amzn.to/3FfQ0Qx  O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://amzn.to/43ASX8h  Me siga nas redes sociais: instagram.com/michelalcoforado/  linkedin.com/in/michelalcoforado/  twitter.com/michelalcoforad 

11/03/2025 • 55:30

Voltamos! Nessa terceira temporada, a gente vai explorar nossa relação com o corpo – às vezes por partes, às vezes por símbolos, e sempre por obsessões. Vamos conversar com quem estuda esse território tão material e, ao mesmo tempo, tão imaginado da nossa cultura. E pra começar, nada mais justo do que falar dela: a bunda. O ícone absoluto da identidade brasileira no imaginário global. Mas por que esse fascínio? Quem moldou essa ideia? E quem lucra com isso? Chamamos a antropóloga Ana Paula Boscatti para um papo provocador sobre corpo, brasilidade e identidade nacional. Mestre em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e doutora em Ciências Humanas pela UFSC, Ana Paula investiga como a cultura e o imaginário coletivo esculpiram o corpo feminino como um símbolo de brasilidade. Dá o play e vem entender como a brasilidade foi esculpida – e, principalmente, questionar o que isso significa. Apresentação: Michel Alcoforado Roteiro: Michel Alcoforado Produção e Pesquisa: Fabíola Gomes Captação, sonorização e edição: Voz Ativa Produções Vinheta: Estúdio Cavalo ID Visual: Diego Oliveira e Juliana Silva Plataformas e mídias: Carla Viveiros  Gestão de projeto: Carolina Piza AUTORES CITADOS NO EPISÓDIO Thomas Laqueur , Hernani de Irajá , Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Paul Preciado, Annie McClintock, Tertuliana LustosaINDICAÇÃO DE LEITURAS Inventando o sexo: corpo e gênero dos gregos a Freud, por Thomas Laqueur. Editora Relume Dumará. https://amzn.to/4gHt21HMorfologia da mulher, por Hernani de Irajá. Livraria José Olympio Editora. Casa-Grande & Senzala, por Gilberto Freyre. Editora Global. https://amzn.to/4i3vReLRaízes do Brasil, por Sérgio Buarque de Holanda. Editora Companhia das Letras. https://amzn.to/41kdOvh Formação do Brasil Contemporâneo, por Caio Prado Júnior. Editora Brasiliense. https://amzn.to/4i3EntV Testo Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica, por Paul B. Preciado. Editora N-1 Edições. https://amzn.to/4gMD4yu As curvas do tempo: memórias, por Oscar Niemeyer. Editora Revan. https://amzn.to/4b5HZtf Couro imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial, por Anne McClintock. Tradução de Plínio Dentzien. Editora UNICAMP. https://amzn.to/436e2Ho Verdade tropical, por Caetano Veloso. Editora Companhia das Letras. https://amzn.to/3Qij2RUPedagogia do cu, por Tertuliana Lustosa. Disponível em periódicos acadêmicos e redes sociais. Biquini made in Brazil, por Lilian Pacce. Editora Arte Ensaio. https://amzn.to/3Qmc5z6Securing sex: morality and repression in the making of Cold War Brazil, por Benjamin A. Cowan. The University of North Carolina Press. https://amzn.to/3QlGbCRAo sul do corpo: condição feminina, maternidade e mentalidades no Brasil Colônia, por Mary Del Priore. Editora José Olympio. https://amzn.to/3QlGbCR O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui:  https://amzn.to/3QlGbCR  Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad 

18/02/2025 • 59:54

Se tornou uma regra falar mundo afora que a pornografia é a culpada por todos os problemas quando pensamos na nossa relação com sexualidade. Mas você já está aqui há mais de 20 episódios e sabe que problemas complexos não têm causas simples e únicas.E quem vai nos contar mais sobre isso é a antropóloga Maria Elvira Benítez. Ela é colombiana, radicada no Brasil, professora do departamento de antropologia social do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, um dos mais prestigiados centros de formação de novos antropólogos na América Latina, além de pioneira nos estudos da indústria do pornô no Brasil.Nesse episódio, além de uma aula sobre o que é o sexo, nós vamos entender com ela porque tem tanta gente desesperada para impor regras a qualquer prática sexual e porque é realmente tudo culpa da cultura.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOJudith Butler, Michel Foucault, Maria Filomena GregoriINDICAÇÃO DE LEITURAS- Nas Redes Do Sexo. Os Bastidores Do Pornô Brasileiro, por Maria Elvira Díaz-Benítez. (Editora Zahar)- O Olhar pornô, por Nuno Cesar Abreu. (Editora Mercado das Letras)- Os Anormais, por Michel Foucault. (Editora Martins Fontes)- Sexualidades e saberes: Convenções e fronteiras, org. por Adriana Piscitelli, Maria Filomena - Gregori e Sérgio Carrara. (Editora Garamond Universitária)- Das maravilhas e prodígios sexuais. A pornografia bizarra como entretenimento, por Jorge Leite Junior. (Editora Fapesp-Annablume)O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://a.co/d/97xeikESESSÃO DE AUTÓGRAFOSRio de Janeiro: 13/11, às 19h, na Livraria Janela (Jardim Botânico)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

22/10/2024 • 42:37

Por que alguém procura práticas de dominação?A essa altura da temporada, você já deve ter entendido que quando se trata de sexo, a gente pode muito. Podemos suspender regras sociais, inverter relações de poder, fazer política e reinventar o mundo.Quem vai nos contar tudo isso é a antropóloga Paula Nogueira. No seu mestrado em antropologia social começou sua pesquisa de campo com moças que atuavam como camgirls, até que decidiu começar a vender packs das suas próprias fotos e fazer videochamadas com clientes, assim como suas entrevistadas e interlocutores. Tempos depois, assumiu uma posição em uma casa de sadomasoquismo em South Manhattan, em Nova York, onde domina homens poderosos de Wall Street.Ela nos conta que as pessoas estão procurando masmorras e profissionais do sexo, porque não cabe no casamento. As práticas de dominação e os fetiches assumem um papel importante de alívio das regras, sem pôr o amor e a idealização do outro, tão fundamentais para as relações de poder cotidianas, em perigo.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOErving Goffman, Gayle Rubin, Michel Foucault, Natânia LopesINDICAÇÃO DE LEITURAS- A Representação do eu na vida cotidiana, por Ivan Goffman (Ed. Vozes)- História da Sexualidade, por Michel Foucault (Ed. Paz e Terra)- Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade, por Judith Butler (Ed. Civilização Brasileira)- Manifiesto contra-sexual: práticas subversivas de identidade sexual, por Paul B. Preciado (Ed. ‎Zahar)- Fetichismo: colonizar o outro, por Vladimir Safatle (Ed. Civilização Brasileira)O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://a.co/d/97xeikESESSÃO DE AUTÓGRAFOSRio de Janeiro: 13/11, às 19h, na Livraria Janela (Jardim Botânico)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/

08/10/2024 • 56:02

“Não se nasce boazuda, torna-se boazuda”. Das chacretes às mulheres frutas, ao longo dos anos e do crescimento do papel dos programas de auditório na nossa cultura, o Brasil se tornou obcecado por símbolos sexuais.Enquanto a escola de Frankfurt se preocupava com os desdobramentos da indústria cultural, o convidado do episódio se interessou pela invenção das chacretes como símbolos sexuais e como, apesar de tanto tempo depois, elas seguem definindo padrões de desejo e beleza na sociedade brasileira até hoje. Raphael Bispo é Mestre e Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ e Professor Adjunto do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCSO) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Suas pesquisas analisam as chamadas culturas de massas ou midiáticas e suas interfaces com marcadores sociais da diferença como a idade, o gênero, a sexualidade e a religião. É autor do livro Rainhas do Rebolado: carreiras artísticas e sensibilidades femininas no mundo televisivo.Nesse episódio, você vai descobrir como desejos e símbolos sexuais são construções culturais em pleno diálogo com o espírito do tempo.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPlataformas e mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOMaria Cláudia Coelho, Horácio Nogueira, Natânia LopesINDICAÇÃO DE LEITURAS- Rainhas do Rebolado: carreiras artísticas e sensibilidades femininas no mundo televisivo, por Raphael Bispo (Ed Mauad X/ Faperj)- A Indústria Cultural, por Theodor Adorno (Ed Companhia Editora Nacional)- Cidade dos artistas: cartografia da televisão e da fama no Rio de Janeiro, por Raquel Paiva e Muniz Sodré (Ed Mauad)- A experiência da fama, por Maria Claudia Coelho (Ed FGV)- O Brasil antenado: a sociedade da novela, por Esther Hamburger (Ed Zahar)O meu livro, De tédio ninguém morre: pistas para entender os nossos tempos, já está disponível. Compre aqui: https://a.co/d/97xeikESESSÃO DE AUTÓGRAFOSSão Paulo: 02/10, às 19h, na Livraria Megafauna (Copan)Rio de Janeiro: 13/11, às 19h, na Livraria Janela (Jardim Botânico)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

24/09/2024 • 51:26

Você transa, fantasia e se satisfaz em compasso com os desejos do espírito do tempo. No contexto dos filmes eróticos isso não é diferente e as novas tecnologias tiveram um grande impacto sobre o mundo dos filmes pornôs.Quem nos explicou mais sobre isso foi o antropólogo André dos Santos. Ele é mestre, doutor em antropologia social pela Universidade Federal Fluminense. Ele entrou na universidade certo de que queria participar mais do mundo da biologia ou das ciências duras, mas foi capturado pela antropologia.Nesse episódio você vai entender tudo que mudou desde que você parou de entrar naquela portinha secreta das locadoras para alugar os filmes pornô e o poder das sex tapes na nossa cultura hoje no jogo das nossas relações com a nossa sexualidade.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOPierre NohaINDICAÇÃO DE LEITURAS- História da Literatura Erótica, por Alexandrian (Ed. Rocco)- O discurso pornográfico, por Dominique Maingueneau (Ed Parábola Editorial)- Prazeres Dissidentes, por Maria Elvira Díaz-Benítez e Carlos Eduardo Figari (Ed Garamond)- Super-Sexo: A influência do filme pornográfico no comportamento sexual masculino, por André H. S. (Revista Brasileira de Sexualidade Humana, vol. 26)- A Invenção da Pornografia, por Lynn Hunt (Editora Hedra)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

10/09/2024 • 44:56

Quem diz que as coisas de Deus não se misturam com as coisas do mundo nunca ouviu falar de Erotismo Gospel. Esse fenômeno recente é um exemplo claro de como as igrejas evangélicas fazem para viver em diálogo com o espírito do tempo. De dentro da igreja.Para entender mais sobre religião, a Lorena Mochel fez seu campo de pesquisa em um lugar inusitado: sex shops. Ela é antropóloga, com doutorado pelo Museu Nacional (UFRJ). Atualmente é pesquisadora de Pós-doutorado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Há dez anos desenvolve pesquisas que resultaram em publicações sobre sexualidade evangélica, frutos de etnografias realizadas em sex shops e igrejas pentecostais no Rio de Janeiro.Nesse episódio, nós vamos entender como os óleos (não os ungidos) e outros artigos eróticos têm ajudado os casais evangélicos a operar milagres nos casamentos dos fiéis.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPós-produção, mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORAS CITADASSaba Mahmoud, Laila Blue God, Maria Filomena GregoriINDICAÇÃO DE LEITURASPensamento feminista hoje: sexualidades no sul global, org. por Heloisa Buarque de Hollanda (Editora Bazar do Tempo)Prazeres perigosos: erotismo, gênero e limites da sexualidade, por Maria Filomena Gregori (Editora Companhia das Letras)Sexualidade: o olhar das Ciências Sociais, org. por Maria Luiza Heilborn (Zahar)O corpo educado: pedagogias da sexualidade, org. por Guacira Lopes Louro (Editora Autêntica)(Des)Prazer da Norma, org. por Everton Rangel, Camila Fernandes e Fátima Lima. (Editora Papeis Selvagens)Da sedução, por Jean Baudrillard (Editora Papirus)PRÉ-VENDA DE TÉDIO NINGUÉM MORRE: PISTAS PARA ENTENDER OS NOSSOS TEMPOS:https://editoratelha.com.br/product/de-tedio-ninguem-morre-pistas-para-entender-os-nossos-tempos/Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

27/08/2024 • 51:12

No senso comum, as evangélicas são constantemente vistas como cordeirinhos submissos, guiados por um pastor ou liderança espiritual. Mas esse imaginário não combina com uma realidade onde grande parte das fieis são mulheres que lideram suas próprias vidas, são chefes de família e criam seus filhos sozinhas, batalhando para ascender economicamente.E foi nesse descompasso de visões de mundo que a Luiza Terassi Hortelan mergulhou. Ela é graduada em Ciências Sociais pela Unicamp e mestre em Antropologia. Atualmente se dedica ao trabalho como educadora social em temáticas voltadas à adolescência, especialmente trabalho, cidadania, raça, gênero e sexualidade e é coautora dos livros Cultura, Imaginário e Representações e Sociologia: Temas e Projetos no Ensino Médio, lançados pela Editora Boreal.Nesse episódio, vamos entender junto com ela o crescimento da preocupação de líderes religiosos do meio evangélico, com o impacto da revolução dos costumes nos modelos tradicionais de família, que culminou em um movimento que hoje está espalhado por todo o Brasil: O Eu Escolhi Esperar.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPós-produção, mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina PizaINDICAÇÃO DE LEITURAS- Sexualidade, família e ethos religioso, por Maria Luiza Heilborn (Editora Garamond)- Amor, desejo e escolha, por Josefina Pimenta Lobato (Editora Rosa dos Tempos)- Politics of Piety: The Islamic Revival and The Feminist Subject. Princeton University Press. Princeton e Oxford, 2005.- A grande onda vai te pegar: mídia, mercado e espetáculo de fé na Bola de Neve Church, por Eduardo Meinberg de Albuquerque (Editora UFSC)- Religiões e controvérsias públicas: experiências, práticas sociais e discursos, por Meinberg De Albuquerque Maranhão Eduardo. (Ed. Terceiro Nome e Ed. Unicamp)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

13/08/2024 • 44:47

Todo mundo já pesquisou, tem um amigo que foi ou quer ir ao Tantra. Mas, assim como qualquer assunto que faz borda com sexualidade, ele também é permeado por preconceitos e visões deturpadas.Mas para contar melhor o que pode ser o Tantra, eu chamei a Natália Maia. Ela é graduada em Ciências Sociais pela USP e mestre em Antropologia pelo Museu Nacional da UFRJ. Entre seus interesses de pesquisa estão gênero, sexualidade e terapias corporais holísticas. E desde 2021 atua como analista de pesquisas sênior na H2R Pesquisas.Misturando espiritualidade com terapia e sexualidade, não espanta que essa seja uma prática com multiplicidade de significados.E nesse episódio nós vamos entender como o sexo tântrico virou uma moda sobre um novo jeito de gozar.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPós-produção, mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOOsho, Marcel Mauss, Lévi-Strauss, Paula Sibilia, Colin CampbellINDICAÇÃO DE LEITURAS- As Técnicas do Corpo, de Marcel Mauss- O Tabu do Incesto, Lévi-Strauss- Show do Eu, Paula SibiliaMe siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTubeyoutube.com/@MichelAlcoforado

30/07/2024 • 48:52

Os assexuais representam 1% da população mundial, e segundo especialistas da Universidade de Toronto, no Canadá, em um futuro muito próximo, esse número deve chegar a 3%.Para entender mais sobre eles, nesse episódio chamei a Giórgia Neiva, Mestre e doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás, e graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás com formação clínica em Psicanálise Lacaniana e Freudiana.Se tem gente por aí que não tem desejo sexual e acha que sexo não presta pra nada na vida, o que a gente faz com a psicanálise e os escritos de Freud? Ou com as resoluções da OMS, gurus do tantra e sexólogos sexologos? Nessa conversa vamos falar sobre a pesquisa da Giórgia, que tem a potência de bagunçar conceitos fundamentais ao pensamento ocidental quando pensamos em desejo sexual.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPós-produção e mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOSigmund Freud, Marcel Mauss, Bronislaw Malinowski, Evans Pritchard, Michel Foucault e Alfred KissingINDICAÇÃO DE LEITURAS- Práticas Sexuais: Itinerários, possibilidades e limites de pesquisa, org: Thiago Oliveira e Helder Thiago Maia (Editora Devires)- O Corpo Educado – Pedagogias da Sexualidade, por Guacira Lopes Louro (Editora Autêntica)- Adolescencia, sexo y cultura en Samoa, por Margaret Mead (Editora Planeta De Agostini)- Minorias Sexuais: direitos e preconceitos, por Tereza Rodrigues Vieira (Editora Consultex)- Gênero, Sexualidade e Saúde. Diálogos latino-americanos, org. Camilo Braz e Carlos Eduardo Henning (Editora UFG)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

16/07/2024 • 53:51

No segundo episódio dessa temporada nós vamos entrar no mundo das orgias masculinas, com o antropólogo Victor Hugo Barreto.Ele é mestre e doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador associado ao NuSEX, ao CRIA-ISCTE-IUL e autor de dois livros sobre o tema. Durante o campo, ele frequentou festas de orgias masculinas, que são grupos de até 200 homens, interagindo sexualmente das formas mais variadas possíveis durante horas ou até dias.Esses encontros estão baseados em um conjunto de práticas que determinam quem e o que pode dentro dos espaços e têm três grandes pontos fundamentais como princípios: a putaria, a descrição e, principalmente, a masculinidade.Você vai entender o que move, o que está em jogo nessa interação social e o que tudo isso tem a ver com economia neoliberal.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPós-produção, mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina PizaAUTORA CITADA NO EPISÓDIOMichel Foucault, Bronislaw Malinowski, Peter Fry Paul Preciado, Fernanda Eugênio, Saba MahmoudINDICAÇÃO DE LEITURAS- Vamos fazer uma sacanagem gostosa? por Victor Hugo Barreto (Editora Eduf): https://a.co/d/0bP6suU8- Festas de Orgia para Homens, Territórios de Intensidade e Socialidade Masculina, por Victor Hugo Barreto (Editora Deviris): https://a.co/d/00Injz1Y- Argonautas do Pacífico Ocidental, por Bronisław Malinowski (Editora Ubu): https://a.co/d/0glHGqxA- Hedonismo Competente, por Fernanda Eugênio (Tese de doutorado)Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

02/07/2024 • 53:28

A segunda temporada do É tudo culpa da cultura chega tentando descobrir o que é o sexo e as suas diversas manifestações na sociedade e nos indivíduos.Para começar, a gente vai entender o que é o swing, que diferente do que ronda o imaginário popular, não é exatamente o surubão de Noronha, tão pouco é uma simples troca de casal. E para entender o que é essa prática, onde ela acontece e quais são as regras para tudo isso acontecer, eu chamei a antropóloga Maria Silvério.Ela é doutora em antropologia social pelo Instituto Universitário de Lisboa, o ISQT. Estudou jornalismo em Belo Horizonte e quando já estava mais ou menos estabelecida na carreira, decidiu largar tudo para estudar inglês na Irlanda. Já em Portugal, mergulhou nas pesquisas sobre conjugalidade, sexualidade e outras múltiplas formas de relacionamento.Tira as crianças da sala, coloca seu fone de ouvido e ouça o nosso primeiro episódio. Voltamos!Quem faz o É tudo culpa da cultura:Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel AlcoforadoProdução e Pesquisa: Fabíola GomesCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraPós-produção, mídias: Vanessa VieiraGestão de projeto: Carolina Piza AUTORA CITADA NO EPISÓDIOOlivia von der WeidINDICAÇÃO DE LEITURAS- Sexualidades Ocidentais, de Philippe Ariès e André Béjin (Editora 1 de Janeiro de 1985)- Dois é par: gênero e identidade sexual em contexto igualitário, de Maria Luiza Heilborn (Editora Garamond)- O Amor Como Paixão: Para a Codificação da Intimidade, de Niklas Luhmann (Editora Difel)- Flexíveis e plurais: identidade, casamento e família em circunstâncias Pós modernas, de Jeni Vaitsman  (Editora Rocco)- Adultério Consentido: gênero, corpo e sexualidade na prática do swing, de Olívia von der Weid (Editora Multifoco)O livro Swing, eu, tu, nós, amor, sexo e relacionamentos nos dias de hoje, de Maria Silvério sai no segundo semestre desse ano.Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforad

18/06/2024 • 38:35

Se até meados de 2015 era uma vergonha admitir que encontrava pessoas através de plataformas online, hoje o jogo virou.Além de todo mundo já usar Tinders e Bumbles da vida, agora já se fala sem vergonha nenhuma que tem ou já teve namorado ou namorada na internet. A chegada da pandemia acirrou rapidamente o nosso processo de digitalização, e na medida que o vírus se espalhou pelo mundo, também nos obrigou a criar novas formas de trabalhar, se exercitar, transar e amar. Dessa vez no cara a tela, ao invés do tradicional cara a cara.Quem foi estudar isso a fundo, foi a antropóloga Larissa Pelúcio, uma autoridade no entendimento do impacto dos aplicativos de encontro nos nossos arranjos amorosos, e vai nos ajudar a descobrir como fica o amor em tempos de Tinder.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza Morelli*AUTORES CITADOS NO EPISÓDIOValeska ZanelloESTUDO CITADO NO EPISÓDIORelações Beta, Grupo Consumoteca (2018)Caoscast Relações Beta: https://open.spotify.com/episode/17gYlewp5CIffXGf9RNbeyLIVROS PARA ENTENDER MAIS SOBRE O TEMAA Prateleira do Amor: Sobre Mulheres, Homens e Relações, de Valeska ZanelloMe siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

26/03/2024 • 41:20

O último episódio da primeira temporada está no ar.Em uma sociedade de desigualdades raciais, gênero e encarceramento, o segredo de não correr atrás das borboletas não funciona para todos. E alguns corpos podem cuidar incansavelmente desse jardim que nenhuma borboleta aparecerá.Para a antropóloga Gleides Formiga, o corpo é uma plataforma fundamental no estabelecimento de relações afetivas. Ela desenvolveu seu campo de pesquisa do doutorado em instituições prisionais, com mulheres e meninas negras, pobres e presas no Distrito Federal, para entender a relação desses corpos com a dor e com o abandono.Se o amor é uma experiência baseada no desejo e no querer do outro, como é essa experiência para corpos marcados pelo abandono ou pouco desejados pela sociedade?Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza MorelliAUTORES CITADOS NO EPISÓDIONeuza Santos SouzaDráuzio VarellaDavid Le BretonMichel FoucaultLEITURAS CITADAS NO EPISÓDIOTornar-se Negra, de Neuza Santos BorgesAs Prisioneiras, de Dráuzio VarellaEstação Carandiru, de Dráuzio VarellaVigiar e Punir, de Michel FoucaultMe siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

05/03/2024 • 44:07

Os estudos antropológicos sobre não monogamia têm cor e tem classe, e estão longe de compreender o impacto da negritude sobre o amor.O convidado desse episódio é Rhuann Fernandes é um jovem antropólogo, com ampla produção sobre relações amorosas, arranjos conjugais, relações raciais, família e parentesco, e gênero e sexualidade. Fez campo no Brasil, mas foi no sul de Moçambique, estudando o ritual lobolo que ele começou a se debruçar cada vez mais no tema da negritude e amor, e acabou acompanhando o grupo do Facebook “Afrodengo: Amores Livres”, onde pretos e pretas se reúnem para pensar nas várias formas de amor.Nesse episódio vamos conversar sobre o amor, e como esse sentimento é pensado e articulado no universo de não-monogâmicos negros em suas relações afetivo-sexuais monorraciais.*Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza MorelliAUTORES CITADOS NO EPISÓDIOGeorg SimmelSérgio LessaLEITURAS CITADAS NO EPISÓDIOFilosofia do Amor, de Georg SimmelAbaixo a Monogamia, de Sérgio LessaLIVROS DE RHUANN FERNANDESCasamento tradicional bantu: o lobolo no sul de Moçambique:https://encurtador.com.br/iop58Negritude e Não Monogamia: As micropolíticas do Amor:https://encurtador.com.br/owEG7Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

20/02/2024 • 41:22

Como diz o ditado, quem casa, quer casa. Mas que casa?Por mais que a gente busque no outro o que nos falta, nunca basta. Nós precisamos de um espaço para chamar de casa, que funcione como uma plataforma para que as relações amorosas aconteçam.O convidado deste episódio é o Doutor em Antropologia pela Universidade de Campinas, Gustavo Belisário. Em um intenso trabalho de campo feito em uma ocupação do Movimento Sem Terra, pesquisou sobre o papel político das crianças dentro de um movimento social e descobriu que as casas exercem uma função fundamental na dinâmica das ocupações.Acontece que essa casa, como é conhecida hoje, foi pensada para caber só um tipo de amor. Papai e mamãe juntos em um quarto, filho no quarto de menino, filha no quarto de menina. A família tradicional.Nesse episódio vamos conversar sobre como ficam, principalmente, os adeptos de outras possibilidades afetivas, sexuais e de gênero, em um modelo de casa que não serve mais nem pra quem é padrão.Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza Morelli*DICAS DE LEITURAS- Fazendo barraco: intervenções sexo-arquitetônicas da política habitacional brasileira e a incompletude da casa, Gustavo Belisario d'Araujo Couto. Tese de doutorado, Campinas, SP: 2023- A casa e a rua: Espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil, de Roberto da Matta- Guerra dos Lugares, de Raquel Rolnik- Tempo de acampamento, Nashieli Rangel Loera. Editora UNESP, 2014- Colonização, Quilombos: modos e significados, de Antônio Bispo dos Santos- A casa kabyle ou o mundo às avessas, de Pierre Bourdieu*Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

06/02/2024 • 42:22

Música, álcool e emoções. Como disse a eterna Marília Mendonça, ninguém vai sofrer sozinho, todo mundo vai sofrer.A música, além de traduzir, também nos ajuda a organizar os sentimentos. Foi o que nos contou o antropólogo Matheus França, da Universidade Federal de Goiás, que há anos vem estudando sobre o amor, mas depois de um período pesquisando sobre poliamor, mudou de campo e mergulhou na sofrência.Esse sub gênero do sertanejo que ganhou o Brasil, exerce um papel importantíssimo não só na elaboração do sofrimento, mas também na invenção de uma nova subjetividade.Esse novo Brasil rural em contato direto com a modernidade é muito diferente daquele imaginário que nos acostumamos ao pensar na música popular brasileira. Enquanto a mpb e a bossa nova estão ao mar, o sertanejo e a sofrência estão no mato e no asfalto.O novo episódio já está no ar e vamos tentar entender porque onde e como a gente sofre também é culpa da cultura, ouça o novo episódio! Se inscreva no canal e ative o sininho nas plataformas de áudio para não perder nada.**Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz Ativa ProduçõesVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza Morelli**AUTORES CITADOS NO EPISÓDIOMichelle RosaldoGeorg SimmelGustavo AlonsoLEITURAS CITADAS NO EPISÓDIOCowboys do Asfalto, de Gustavo AlonsoAs Grandes Cidades e a Vida do Espírito, de Georg Simmel**Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTubeyoutube.com/@MichelAlcoforado

23/01/2024 • 39:48

Em um mundo onde os encontros afetivos e sexuais são cada vez mais mediados pelas telas, não tem jeito: você vai mandar ou receber um nude. Mas o que começou como uma simples ação de leveza e diversão, se tornou em um dilema da era digital.E para responder o que é o amor - e um nude -, chamei a Beatriz Accioly, que é uma antropóloga com longa experiência em estudos sobre violência doméstica e familiar contra mulheres, enveredando bastante sobre direitos humanos e da internet. E foi nessa caminhada que ela acabou chegando nesse tema central aos nossos tempos.A história da produção de imagens como exposição do corpo é antiga. Mas nesse momento que marca a tríade da era digital, do smartphone com câmera frontal, da internet móvel e das redes sociais, nude é muita coisa.Se você está sofrendo porque não sabe se manda ou não manda um nude, como manda e o que fazer quando recebe, esse episódio é para você. Se inscreva no canal e ative o sininho nas plataformas de áudio para não perder os próximos.*Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza Morelli*AUTORES CITADOS NO EPISÓDIOBronisław MalinowskiMarcel MaussLuis Roberto Cardoso de OliveiraLEITURAS CITADAS NO EPISÓDIOEnsaio Sobre a Dádiva, Marcel MaussCaiu na net: Nudes e exposição de mulheres na internet, Beatriz Accioly https://editoratelha.com.br/product/caiu-na-net-nudes-e-exposicao-de-mulheres-na-internet/*Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

05/12/2023 • 37:16

O golpe tá aí, cai quem quer. Será que é assim tão simples?Para responder a pergunta que não quer calar, chamei a Andreza Benila. Ela é antropóloga e suas pesquisas giram em torno dos 171 do amor. Ela se dedica a investigar os casos de estelionato sentimental, especialmente de mulheres brasileiras que caíram em ciladas internacionais. Apartir de um canal no YouTube que se chama Sobrevivendo na Turquia, ela desvenda como a cultura e as diferenças culturais levam as mulheres se tornarem alvos desses estelionatários sentimentais.Se você sofreu um golpe ou está aplicando um, não na Turquia, pelos aplicativos da vida, vem com a gente entender como tudo isso funciona e porque é culpa da cultura.*Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza Morelli *PESQUISADORES CITADOS NO EPISÓDIOSilvia Federici, Claude Lévi-Strauss, Georg Simmel, Marshall Sahlin, Georges Bataille e Valeska ZanelloLEITURAS CITADAS NO EPISÓDIOCalibã e a Bruxa, de Silvia Federici*Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTubeyoutube.com/@MichelAlcoforado

21/11/2023 • 42:06

Nós fomos ensinados a sonhar que ao longo da vida encontraremos alguém e amaremos essa pessoa contra tudo e contra todos. E, pelo amor, vamos desejar, amar, transar e sonhar apenas com essa pessoa até que a morte nos separe.Mas você já sabe que o amor é uma construção cultural. E nesse processo de descoberta, muitos casais começam a pensar em abrir ou mudar o formato dos seus relacionamentos e é aí que começa a confusão.Para explicar essa caixinha de surpresas, eu trouxe o antropólogo Antonio Cerdeira Pilão, que acabou de lançar o livro "Infinitos Amores - um estudo antropológico sobre o poliamor”, que nos ajuda a entender os desafios enfrentados pelos praticantes desse tipo de relação, para além da chance de entender de uma vez por todas a diferença entre amor livre, relações não monogâmicas, relacionamentos abertos e swing.Nesse episódio você vai entender como o pessoal do poliamor lida com tudo isso, se eles têm ciúmes, como estão negociando acordos e como estão fazendo para ser felizes. Estamos mais discutindo a relação do que amando?Se inscreva no canal e ative o sininho nas plataformas de áudio para não perder!*Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego OliveiraGestão de conteúdo: Luiza Morelli*INDICAÇÃO DE LEITURASSexualidades Ocidentais, de Phileppe Ariès E André BéjinPolyamory in the 21st Century: Love and Intimacy with Multiple Partners, de Deborah AnapolSem Tesão Não Há Solução, de Roberto FreireA transformação da intimidade: Sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas, de Anthony GiddensPor que homens e mulheres traem?, de Mirian GoldenbergCompre Infinitos Amores, de Antonio Cerdeira na Amazon: https://encurtador.com.br/kxCH9*Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

07/11/2023 • 43:56

Se você é daqueles que tenta classificar relações entre certas ou erradas e relações como apenas de amor ou interesse, eu tenho uma notícia: é bem provável que seu olhar esteja permeado por preconceitos e vieses para continuar acreditando no amor romântico.A ideia de que os negócios não podem se misturar com a família é antiga, mas a ligação entre economia e intimidade está posta desde a invenção das relações monogâmicas. Os relatos sobre sugar daddies, mommys e babies têm aumentado nas redes e não é à toa. Assim como a prostituição, essas relações borram as linhas entre o dinheiro e o amor.Por isso chamamos a Adriana Piscitelli, antropóloga, professora e pesquisadora. Há anos ela investiga sexualidade, relações de gênero, prostituição, turismo sexual e, mais recentemente, tem se debruçado sobre as famigeradas relações sugar.Nesse episódio de É tudo culpa da cultura vamos entender quais motivações permeiam essas relações, os limites entre elas e a prostituição e porque todo amor é material.Já está disponível nos principais streamings, no YouTube e agregadores de podcast.*Apresentação: Michel AlcoforadoRoteiro: Michel Alcoforado e Fabíola GomesProdução e Pesquisa: Fabíola GomesPós-produção: Vanessa VieiraGestão de conteúdo: Luiza MorelliCaptação, sonorização e edição: Voz AtivaVinheta: Estúdio CavaloID Visual: Diego Oliveira*PESQUISADORES CITADOS:Viviana ZelizerMark Hunter: https://www.markwhunter.net/Christian Groes: https://forskning.ruc.dk/en/persons/cgroesWilliam GoodeLEITURAS:A Família, de William GoodeThe Empire of Love, de Elizabeth A. PovinelliNegociação da Intimidade, Viviana Zelizer*Me siga nas redes sociaisinstagram.com/michelalcoforado/linkedin.com/in/michelalcoforado/twitter.com/michelalcoforadSe inscreva no meu canal do YouTube:youtube.com/@MichelAlcoforado

24/10/2023 • 36:29

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