Olá, humano.Este é o RUSH HUSH. Se você está ouvindo isso, deu certo.Eu sou o Yuri Moraes. Criador e apresentador (BEN-YUR, TV Churrasco 3D), autor de 5 graphic novels. Já escrevi para TV e cinema.Aqui tem LIVES e o Coffee & Cigacasts. São conversas. Às vezes boas. Às vezes melhores do que deveriam.O CINEYUR aparece por aqui também. Ele voltou depois de um tempo. Não era garantido.Eu também faço o Enquadrado no UOL com o Sadovski toda quinta. Esse é um pouco mais organizado.E tem o yu musick. Meu trabalho musical. Um projeto de pop experimental que mistura eletrônica, narrativa e identidade visual em um único universo.Seja bem vindo!
Finalmente o primeiro episódio do 8 BIT BROS com Yuri Moraes & Marco Antônio Machado tá no ar. esse é um formato inédito que a gente vem cozinhando há um tempo e, sendo honesto, deu um trabalho absurdo pra sair do papel. o maior desafio não foi nem a estética, mas a edição exaustiva pra fazer o áudio desse papo entre eu e o marco antonio machado casar com esse cenário de videogame clássico. eu e o marco somos amigos desde os 8 anos, e essa intimidade é a base de tudo. a ideia foi criar uma jornada visual onde a gente flutua no espaço enquanto tenta entender o que sobrou da "alma" da criação agora que a inteligência artificial domina a técnica. a gente fala sobre o medo de perder a magia ao estudar demais a arte e sobre o que realmente nos torna humanos nesse processo. o visual é de game, mas o programa é pra ser uma ponte. não é só pra quem é "cabeçudo" ou só pra quem é gamer; é pra qualquer um que queira uma conversa honesta sobre como é criar nesse mundo digital. como esse é o primeiro episódio de um formato que exigiu tanto esforço na edição, sua opinião é o que faz o trabalho valer a pena. comenta aí o que achou dessa experiência.
07/09/2026 • 58:57
Louis Eugênio é o "Escriba Garimpeiro". Em um mundo que não para de digitar em telas, ele decidiu voltar para o metal e para a fita. Mas este não é um papo apenas sobre nostalgia ou mecânica: é sobre a beleza do objeto, a obsessão pela escrita e a trajetória de quem encontrou nas máquinas de escrever uma forma de enfrentar a depressão e a pobreza. De tradutor de médico nigeriano a entusiasta da cultura russa, Louis abre o estojo de uma vida tão analógica quanto fascinante.
04/09/2026 • 97:06
Hoje o Joey apareceu.Eu conheço o Joey há tempo suficiente para achar que sei para onde uma conversa com ele vai.E quase sempre estou errado.Muita gente conheceu o Joey recentemente pelo Não É Um Talk Show, da Jovem Pan, ao lado do Carioca.Outros lembram dele do Broxada Sinistra.Outros do TV Churrasco 3D.E talvez isso explique parte do problema.Outro dia fiquei pensando que existem pessoas que carregam uma quantidade anormal de histórias na cabeça.Você pergunta sobre trabalho e acaba ouvindo sobre um playboy dos anos cinquenta. Pergunta sobre internet e acaba numa conversa sobre a Guerra de Suez. Tenta falar de carreira e, sem perceber, está discutindo lobisomens.O Joey Ponzi é um pouco assim.A gente começou falando dos amigos em comum, dos tempos de TV Churrasco 3D, dos projetos que quase aconteceram e daquela fase em que todo mundo parecia estar improvisando a própria vida. Em algum momento a conversa foi parar na geografia do Rio de Janeiro, na Tijuca, em figuras esquecidas da cidade e num filme que o Joey ainda quer fazer chamado O Lobisomem Tijucano em Botafogo.Depois as coisas seguiram o caminho natural de qualquer conversa normal entre adultos responsáveis.Terra Oca. Lua artificial. Sacis. Catolicismo. Umbanda. Experiências psicodélicas. Mercado imobiliário. Algoritmos. Paternidade. João Kléber.O curioso é que nada disso parece desconectado quando vem dele.Também falamos sobre envelhecer, criar um filho, ganhar dinheiro sem depender completamente da internet e aquela sensação de que algumas plataformas entendem melhor o que fazemos do que outras.Não sei exatamente sobre o que foi esse episódio.Mas acho que foi uma boa conversa.
17/08/2026 • 116:13
No episódio de hoje, Adriano trouxe uma lista de filmes de tribunal e a conversa foi para lugares inesperados.Falamos sobre Anatomia de uma Queda, O Veredicto, 12 Homens e uma Sentença, ...And Justice for All, Argentina, 1985 e vários outros filmes que usam julgamentos para falar de algo maior: poder, mentira, dinheiro, culpa e natureza humana.Também passamos por Michael Mann, Tarantino filmando no iPhone, corporações destruindo cidades, Clint Eastwood e algumas obras-primas esquecidas que quase ninguém assistiu.Porque no fim das contas os melhores filmes de tribunal raramente são sobre justiça.São sobre pessoas.
14/08/2026 • 92:02
Neste episódio do NOTAS, o programa onde Affonso Solano (Inteligência LTDA, MRG, Bunker X), Yuri Moraes (Ben-Yur, Furo MTV, Hermes e Renato, The Noite com Danilo Gentili) e Joey Ponzi (Isso Não é um Talk Show", Jovem Pan, Encaçapados) dão NOTAS para tudo, o trio dá suas NOTAS para o cosplay. As perucas impossíveis. As armaduras feitas de EVA que sobreviveram a guerras imaginárias. As fotos tiradas em corredores de evento. Os personagens obscuros que ninguém reconhece. Os que gastaram meses produzindo uma fantasia perfeita. E os que decidiram aparecer vestidos de Sailor Moon sem qualquer explicação plausível.
10/08/2026 • 58:48
o cinema não espera a maturidade chegar. neste episódio, mergulhamos no fenômeno dos diretores que, aos 20 anos, já estavam entregando obras-primas que muitos veteranos levam a vida inteira para tentar alcançar. como é possível ter esse nível de visão tão cedo?além dos prodígios, o papo vai para lugares mais sombrios: discutimos a estética e o vazio das backrooms, e como a obsessão pode ser o motor (ou a ruína) de um criador.no final, como sempre, tem aquela lista de indicações de filmes para quem quer ir além do óbvio.o que você vai ver: • diretores prodígios: gênios aos 20 anos • backrooms e o medo do vazio • a psicologia da obsessão na arte • indicações de filmes (lista completa no final)se inscreva no canal para mais conversas sobre cinema, literatura e as estranhezas da mente humana.
07/08/2026 • 72:36
O Franco Fanti esteve aqui no Coffee & Cigacasts. A gente começou falando sobre café que a gente nem gosta tanto e sobre a loucura burocrática de ter que justificar um centavo em editais de cinema.Mas a conversa foi para um lugar bem diferente.Ele me contou uma história sobre regressão e alienígenas que me pegou completamente desprevenido. É o tipo de relato que você não espera ouvir, mas que faz sentido quando alguém conta com honestidade.Falamos também sobre coisas muito mais pesadas. Sobre o irmão dele, o Fausto. Sobre o meu pai. Sobre o que a gente faz com as ausências e como seguimos carregando as lembranças de quem já foi.No fim, eu acabei dividindo com ele a minha experiência com meditação Vipassana. Aquele momento em que eu estava tentando encontrar silêncio absoluto e tudo simplesmente borrou de olho aberto.Foi uma conversa vulnerável, estranha em alguns momentos e muito humana.O episódio está inteiro aí.Espero que esse papo faça algum sentido para vocês.
27/07/2026 • 99:23
Recebi a Paula Febbe para conversar um pouco. A gente tentou desvendar o mistério do carro da pamonha que roda São Paulo inteira. Ela acha que é uma família passando a gravação de geração em geração. Depois a conversa foi para lugares um pouco mais escuros. A Paula escreve livros de terror psicológico e atende como psicanalista. Falamos sobre Lacan e Freud e sobre como as pessoas mais perigosas são aquelas que têm certeza de que não têm problema nenhum para resolver.Discutimos alguns filmes recentes que causam desconforto e como é muito assustador você descobrir que não conhece de verdade a pessoa que dorme do seu lado. Também lembramos de umas histórias bizarras de espíritos e daquela risada inexplicável que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome gravou aqui. Foi uma conversa que foi para muitos lugares e não tentou concluir quase nada. O Coffee & Cigacasts é um pouco sobre isso. Ouve aí enquanto você lava a louça ou tenta pegar no sono.
24/07/2026 • 93:14
Sejam bem-vindos ao NOTAS, o programa onde Affonso Solano (Inteligência LTDA, MRG, Bunker X), Yuri Moraes (Ben-Yur, Furo MTV, Hermes e Renato, The Noite com Danilo Gentili) Joey Ponzi (Isso Não é um Talk Show", Jovem Pan, Encaçapados) dão NOTAS para tudo. "Por quê?", você provavelmente se pergunta? "Por que não", é o que deveria se questionar. Neste NOTAS de estreia, o trio dá suas NOTAS para o Super Mario. Seus poderes profanos. Amizades duvidosas com dinossauros. Seus macacões (as roupas e aliados símios). Sua conturbada relação com o irmão Luigi. A obsessão da Nintendo em colocá-lo em qualquer esporte imaginável e a estranha normalidade de resolver problemas pulando em cima de tartarugas. Nada pode escapar de receber NOTAS.
20/07/2026 • 43:30
Chegamos no CineYur 40 e decidimos transformar dois diretores chamados Quentin num campeonato de filmografia.Quentin Tarantino vs Quentin Dupieux.O episódio inteiro funciona assim.Criamos 3 rounds.No primeiro, os filmes se enfrentam por ordem cronológica. Primeiro filme contra primeiro filme, segundo contra segundo e por aí vai. Então vira coisas como Reservoir Dogs vs Steak, Pulp Fiction vs Rubber, Jackie Brown vs Wrong.No segundo round, os filmes são comparados pela função dentro da carreira de cada diretor. O filme que consolidou a identidade do autor. O mais agressivo visualmente. O mais obcecado por identidade. O mais autoconsciente. O mais claustrofóbico.E em algum momento a gente percebeu que estava discutindo The Hateful Eight vs Yannick como se isso fosse completamente normal.No terceiro round a conversa vira quase uma discussão sobre o que realmente importa no cinema.Melhor filme absoluto. Melhor roteiro. Originalidade. Personagens. Técnica. Impacto. Reassistibilidade.Cada categoria vale ponto. Vitória vale um. Empate vale meio.Só que depois de um tempo o placar começa a importar menos que a diferença entre os dois diretores.O Tarantino parece alguém tentando transformar cinema em mito moderno.O Dupieux parece alguém tentando descobrir até onde ainda dá pra brincar com um filme.E talvez o episódio tenha acabado ficando exatamente sobre isso.
17/07/2026 • 71:54
luiz thunderbird no coffee & cigacasts.eu conheço o luiz thunderbird faz muito tempo. a gente já conversou bastante ao longo dos anos. mas esse episódio ficou diferente dos outros. menos personagem. menos televisão. menos história sendo contada de forma organizada.teve uma hora em que eu senti que a conversa simplesmente desistiu de tentar ser “um programa” e virou outra coisa. meio memória confusa. meio conversa cansada de madrugada. meio duas pessoas tentando entender o que aconteceu com a cultura, com a internet e talvez com elas mesmas no meio disso tudo.o thunder fala da mtv brasil como alguém descrevendo um acidente que durou anos. e talvez tenha sido exatamente isso mesmo. uma emissora feita por gente que ainda não parecia totalmente treinada para existir na televisão.a conversa passou por tv colosso, programas de madrugada, internet antiga, burnout, rock brasileiro e a sensação estranha de sobreviver tempo suficiente para ver certas coisas virarem arquivo histórico enquanto você ainda está aqui.tem episódios que parecem entrevista. esse aqui ficou com cara de conversa que normalmente aconteceria depois que as câmeras fossem desligadas. talvez por isso eu tenha gostado tanto dele.
13/07/2026 • 138:11
Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.
06/07/2026 • 103:26
Eu estava tentando fazer uma lista sobre filmes de aventura com o Adriano. O problema de fazer lista é que você sempre acaba tendo que justificar para si mesmo o motivo de não colocar o filme que todo mundo esperava que você colocasse. A gente falou sobre o que faz uma jornada valer a pena no cinema, sobre como é sair de casa e voltar um pouco diferente.Acabou entrando Jodorowsky, irmãos Coen e bastante Miyazaki. E a gente também falou sobre Don's Plum. Aquele filme do Leonardo DiCaprio com o Tobey Maguire que eles processaram o diretor para não sair, provavelmente porque perceberam que estavam parecendo os idiotas que eles realmente eram nos anos 90. É um filme estranho.O episódio já está disponível.
03/07/2026 • 59:23
Boa noite. Ou bom dia. Depende muito da hora que você resolveu abrir a internet hoje. Sentei para conversar com o Thiago Guimarães ( @OraThiago ) nesse episódio. Ele é uma das poucas pessoas que consegue analisar a cultura pop sem fazer a gente se sentir exausto. Falamos sobre coisas que talvez não tenham tanta importância no grande esquema do universo, mas que importam para quem gosta de ficar olhando para telas. Conversamos sobre como a internet mudou o jeito de assistir filmes e sobre aquela mentira muito bem contada chamada Friends. A gente cresce achando que a vida adulta vai ser um apartamento em Nova York cheio de amigos, e a verdade é bem menos interessante. Discutimos também a estética da fumaça no cinema, o porquê de não gostarmos tanto dos filmes do Christopher Nolan e como a inteligência artificial não parece estar democratizando nada, apenas acelerando coisas que já estavam ruins. Tem uma parte longa sobre cinema brasileiro e como a distribuição de filmes no nosso país é uma tristeza absurda. Espero que você encontre algum conforto nisso. Se quiser deixar tocando enquanto lava a louça, funciona muito bem.
29/06/2026 • 116:36
O Nick Farewell apareceu com a ideia de ligar a câmera e trazer o Jucelio para a mesa. O Jucelio é um advogado que escreve e pensa muito sobre como a internet está mudando a gente. É engraçado como uma simples observação sobre pessoas paradas no metrô pode puxar um fio tão longo na cabeça humana.A conversa foi passando por essa ideia de que a gente não apenas entra na internet hoje em dia. A gente existe nela. O Jucelio chama isso de segunda alma. Ele diz que os nossos telefones são praticamente órgãos externos agora.O Nick trouxe uns pontos muito bons e nós entramos nessa viagem sobre o que acontece quando uma inteligência artificial escreve um processo judicial com letras brancas só para enganar a máquina do outro advogado. É um negócio completamente surreal.Também falamos bastante sobre o peso de ser cancelado em um lugar que simplesmente não tem um botão de apagar. A internet não perdoa e a gente ainda não sabe como lidar com isso do ponto de vista da lei.No fim a conversa foi parar em implantes neurais, singularidade e nessa sensação estranha de que talvez o futuro já tenha começado faz tempo.Eu realmente não tenho as respostas para nada disso.
26/06/2026 • 98:32
Eu e o Adriano sentamos de novo naquele estúdio que ainda cheira a carpete novo para falar sobre uma coisa que, se você parar para pensar, é meio doentia: filmes onde pessoas morrem de formas criativas.O Adriano trouxe uma lista com dez filmes slasher. Eu percebi, enquanto ele falava, que o que me atrai nesses filmes não é a perfeição técnica. Na verdade, é quase o contrário. São as falhas, o baixo orçamento e aquela sensação de que o diretor estava tentando dizer algo muito sério com muito pouco dinheiro.Falamos sobre John Carpenter e Wes Craven, que são os nomes óbvios, mas também sobre Michael Haneke, que fez um filme que eu não sei se quero ver de novo, mas fico feliz que exista.No final, a gente ainda gastou um tempo considerável discutindo se Stanley Kubrick estava tentando nos avisar de algo em seu último filme antes de partir. E tem uma série polonesa sobre mandamentos bíblicos que o Adriano indicou e que parece ser a coisa mais triste e bonita que você vai ver este ano.Enfim. É só uma conversa. Se você tiver um tempo livre e quiser ouvir dois caras falando sobre o que faz um filme resistir ao tempo, o vídeo está aí. Se não tiver, eu entendo perfeitamente. A vida anda bem ocupada para todo mundo.
15/06/2026 • 67:22
Eu acho curioso como a internet transformou uma coisa meio invisível em profissão. Antes você tinha gente querendo ser ator, músico, escritor. Agora existe um tipo de pessoa que passa o dia inteiro transformando a própria personalidade em arquivo público. E a pior parte é que às vezes funciona. O Miller Santos Sushi de Tigre apareceu muito na internet desse jeito que parece acidente. O que eu gosto nele é justamente que ele nunca parece totalmente confortável ali. Parece alguém que ainda olha pra tudo isso meio de lado. A gente falou sobre escrever humor, fazer stand up, inventarem histórias sobre você online, morar no interior, trabalhar nos bastidores, Hermes e Renato, Porta dos Fundos, SBT e aquela sensação estranha de perceber que desconhecidos começam a criar versões suas na cabeça deles. Em algum momento a conversa virou sobre liberdade. Ou talvez sobre aceitar que algumas pessoas vão te odiar sem motivo muito claro. Não lembro exatamente. Enfim. O episódio está aí.
12/06/2026 • 117:41
Cheguei do Rio faz pouco tempo. Dirigi umas oito horas e cheguei em casa de madrugada com o cachorro doente. Não dormi quase nada. Mas achei que seria bom sentar aqui um pouco e falar com vocês, sem muita cerimônia, como quem puxa uma cadeira num café no meio da tarde. Muita coisa tem acontecido. Teve o papo com o Mutarelli que mexeu bastante comigo e, pelo visto, com ele também. É raro encontrar alguém que ainda consiga ser brutalmente sincero hoje em dia. Sem performance. Só sendo. Também tive uma experiência bem profunda esses dias. Fui na casa de um fã do programa que eu não conhecia e acabei usando DMT. Foi uma coisa visual, um labirinto de cores, mas principalmente uma sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Parecia que tinham lavado meu cérebro. A gente fica tão distraído com bobeira de rede social que esquece que esses lugares existem dentro da gente. O canal está num momento doido. Estou tentando entender o ritmo de tudo, equilibrando o Cigacasts, o Cineyur e essas lives. Fico feliz que vocês estejam por aqui acompanhando esse processo de reconstrução. Falamos também sobre música, fracasso, internet, tarô, ego e outras coisas que provavelmente nem estavam planejadas quando a live começou. Obrigado por estarem aqui.
05/06/2026 • 90:21
A gente sentou pra conversar sobre cinebiografias.Não aquelas que tocam os maiores sucessos enquanto a família do músico aprova o corte final. Estávamos pensando nas que realmente funcionam como cinema. As que não parecem um artigo da Wikipedia com música de fundo.Tudo começou porque fomos ver o filme do Michael Jackson. E isso acabou virando uma discussão sobre por que é tão raro esse gênero produzir algo que sobreviva além da nostalgia e da imitação.No meio do caminho, esbarramos em Tiptoes. Um filme de 2002 que eu sinceramente não sei como foi aprovado, financiado ou filmado.Matthew McConaughey e Gary Oldman parecem estar em filmes completamente diferentes. E talvez isso seja justamente o que torna a experiência tão fascinante.Também falamos de dois filmes recentes que capturam um tipo muito específico de desconforto humano de um jeito quase doloroso.Se você gosta de cinema, música, ou só de ouvir duas pessoas tentando entender decisões absurdas de Hollywood, dá o play.
01/06/2026 • 73:31
Recebi o Thiago Martins em casa pra um papo longo e sem roteiro. A gente passa por tudo: a época da MTV Brasil, a criação do Fudêncio e Seus Amigos, o impacto da inteligência artificial na animação e na publicidade, e o peso real de chegar aos 50 anos.No meio disso tem histórias de rave, LSD, ayahuasca, bastidores de TV e aquelas conversas que começam num tema e terminam em outro completamente diferente.E como é ao vivo, existe sempre a chance de a gente ignorar tudo isso e passar duas horas falando de qualquer outra coisa.Se você curte animação, bastidores e conversa sem filtro, esse episódio é pra você.
29/05/2026 • 115:39
Eu sentei com o Jota Bê.A ideia era falar de comida.Que já é um bom começo, porque comida virou uma coisa meio estranha.Você senta na mesa e alguém já está filmando antes de mastigar.A conversa foi indo.A gente falou de restaurante, de São Paulo, de gente que quer parecer interessante, de gente que quer estar certa, de gente que só quer comer em paz e não consegue mais.Falamos de política, inevitavelmente.Falamos de música, que é mais honesto.Falamos de internet, que estraga quase tudo e ao mesmo tempo é onde você está vendo isso agora.Deu mais de duas horas.Coisa rara hoje em dia, duas pessoas falando sem pressa e sem objetivo muito claro além de continuar.Se você tiver tempo, ou se estiver preso no trânsito, ou só quiser ouvir alguém pensando em voz alta, está aqui.É só uma conversa.
27/05/2026 • 123:46
Neste episódio, Iuri Piragibe apareceu para falar de uma bruxa que viu uma entidade nas costas dele, da Bucha Paulista, de sociedades discretas e do tipo de história que faz alguém olhar para a porta para ver se está trancada.Eu falei de retiro em silêncio absoluto, de virar luz, de cirurgia espiritual e dessas ideias sobre tempo que não resolvem nada, mas atrapalham bastante a falsa sensação de normalidade.O programa funciona assim. Ninguém vence debate. Ninguém traz cinco passos para prosperar. A gente conversa até aparecer alguma coisa útil no meio do exagero humano.Se isso lhe interessa, escute.Se não interessa, às vezes interessa também.
20/05/2026 • 104:27
Affonso Solano passou por aqui para uma conversa que começou falando sobre silêncio e terminou em alienígenas, nostalgia cultural e o medo moderno de admitir dúvidas.No começo, nós tentamos entender por que as pessoas parecem tão desconfortáveis com pausas, conversas lentas e pensamentos que não chegam prontos. Falamos sobre a morte dos talk shows antigos, o formato dos podcasts, cancelamento de comediantes e a ansiedade constante de preencher qualquer vazio.No meio disso tudo, a transmissão caiu.Nós voltamos e continuamos exatamente de onde paramos. A conversa então foi para ufologia, tribalismo ideológico, inteligência artificial, psilocibina, filmes de franquia e a sensação de que parte da cultura atual ficou presa ao próprio passado.Esse episódio acabou virando um retrato bem honesto de duas pessoas tentando pensar em voz alta sem a obrigação de chegar a respostas perfeitas.
18/05/2026 • 105:26
Oi. Essa é mais uma daquelas conversas que começam sem muito rumo e acabam passando por lugares que a gente não planeja muito. O Petry sentou aqui e a gente falou sobre bastante coisa. Ele me contou de como a vida no mato é solitária mas necessária e de como a classe média cria umas dores silenciosas que acabam sendo usadas por outras pessoas. Falamos de como é estranho nutrir algo e de repente atrair pessoas que odeiam o que você se tornou. Ele detalhou a exaustão de tentar parecer normal num mundo que exige tanta interação constante. Tem uma parte que ele fala sobre cogumelos e insetos simpáticos. Acho que você vai gostar do jeito que ele enxerga o absurdo de tentar fazer os outros rirem enquanto se sente meio deslocado do resto do mundo. É o décimo episódio nosso. Espero que o seu fim de semana seja gentil. Pega um café.
15/05/2026 • 93:51
Esse episódio começa em um lugar simples: por que alguém entra em um culto?E termina em um lugar menos confortável: talvez ninguém entre achando que está entrando.Eu e o Adriano falamos sobre filmes onde a sensação de pertencimento vira armadilha.Midsommar, O Bebê de Rosemary, O Mestre, De Olhos Bem Fechados.Tem também uma parada estranha no começo com The Sadness, que talvez seja só sobre violência… ou talvez não.No meio disso tudo, uma ideia começa a aparecer:Religião não é o oposto de culto.É um culto que venceu.Se você já teve aquela sensação de estar em um lugar onde todo mundo parece saber de algo que você não sabe…esse episódio é sobre isso.
13/05/2026 • 74:32
Eu ando pensando em algumas coisas e achei que seria um bom momento para colocar isso para fora. Falei um pouco sobre o que eu pretendo fazer com esse canal daqui para frente, e também sobre uma música nova que eu lancei que vocês podem ouvir se quiserem. Acabei entrando em um assunto meio longo sobre cinema. Eu realmente não entendo essa proteção toda com o Steven Spielberg. Eu acho que ele meio que mudou as coisas para pior. Falei sobre isso por um tempo. Também li um texto que eu escrevi na minha newsletter sobre o sistema. É engraçado como as grandes corporações podem fazer o que elas quiserem e ninguém parece se importar muito com isso. Mas se um indivíduo fala algo errado ou comete um erro, a internet inteira enlouquece. É uma indignação seletiva que não faz o menor sentido para mim. E depois disso, por algum motivo que eu não lembro bem, a gente passou quase uma hora olhando fotos de atrizes tentando definir o que é uma menina padrão hoje em dia. Aparentemente ninguém tem muita certeza. É isso. O link para o meu livro e para a música nova estão soltos por aí. Eu espero que os próximos dias tratem vocês com respeito e clareza.
11/05/2026 • 74:32
Se por acaso você não sabe quem é o Lourenço, ele é um cara que passou a vida inteira criando mundos. Ele desenhou alguns dos quadrinhos mais estranhos e importantes do Brasil ali nos anos 90. Depois ele simplesmente parou de desenhar e começou a escrever romances muito singulares, como O Cheiro do Ralo, que acabou virando aquele filme que muita gente viu. Ele também atua de vez em quando. Mas, mais do que qualquer coisa do currículo dele, o Lourenço é alguém com quem eu gosto de sentar para tomar café e falar sobre coisas que a maioria das pessoas tenta evitar.A gente falou sobre encarar a finitude e sobre a possibilidade de não ter nada do outro lado. Isso me marcou bastante. Eu acabei de fazer quarenta anos e a gente conversou sobre o tempo e sobre como a vida adulta vai machucando e mudando a gente. Ele me contou que voltou a desenhar usando umas canetas antigas. Falou sobre a culpa que carrega e sobre a vontade sincera de dar as próprias coisas embora. É uma conversa sobre aceitar que as coisas acabam e talvez encontrar algum alívio nisso. A gente também falou sobre tarô e percepção do mundo.Se você tiver um tempo livre hoje, acho que vale a pena escutar. Ou não, você que sabe. O importante é que a gente sentou e conversou por uma hora e pouco. Obrigado por ler isso e por continuar passando por aqui.
08/05/2026 • 84:42
Este é o episódio trinta e cinco do Cineyur. Eu e o Adriano Vilas Boas sentamos no estúdio novo em um domingo meio devagar para falar sobre filmes de stalker. A gente não falou de filmes de terror genéricos. Falamos de Veludo Azul, A Conversação, Blow Out e Perfect Blue. Também gastamos um tempo considerável tentando entender The Fanatic, que é aquele filme do John Travolta dirigido pelo cara do Limp Bizkit. E a gente lembrou daquela risada bizarra que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome veio gravar com a gente. Foi um episódio esquisito. Você pode dar play e deixar rolando enquanto lava a louça ou faz algo mais importante. Se você gosta de cinema, cultura pop e conversas longas que às vezes perdem o foco, você talvez goste disso. Obrigado por assistir.
05/05/2026 • 100:27
Querido leitor ocasional destas páginas virtuais que abrigam conversas. Eu fico feliz de te encontrar por aqui num dia como hoje. Eu sentei para tomar um café com o Jhonatan Marques, e nós acabamos conversando sobre coisas que talvez não devêssemos, coisas como o fim do mundo, bilionários com interesses peculiares e o fato de que a gente não entende quase nada do que acontece ao nosso redor. Nós também falamos sobre clones e por que voltar para a água talvez fosse uma boa ideia, se as baleias estiverem certas. É uma conversa sobre observar o absurdo das coisas e tentar achar algum sentido, ou apenas aceitar a falta dele. Você pode ouvir se tiver um tempo livre, enquanto limpa a casa ou olha para a parede. Espero que você esteja bem, e que os dias te tratem com alguma gentileza. Continuamos por aqui.
27/04/2026 • 92:33
Bem eu estou aqui para contar duas coisas importantes para vocês hoje.1. O nosso episódio novo do Cineyur está no ar. Nós gravamos num estúdio novo que demorou uns cinco meses para ficar pronto. E eu estou muito feliz com isso.2. Nós fizemos uma lista com os dez melhores filmes com protagonistas psicopatas. Nós falamos sobre Taxi Driver, Coringa e o remake bizarro de Psicose.Você pode clicar no vídeo para assistir agora. A conversa foi bem longa e nós também falamos sobre como os filmes antigos pareciam mais sujos e reais do que os de hoje.Eu gostaria de dizer muito obrigado por assistirem ao canal e por passarem um tempo com a gente.Esta é a última frase da descrição.
24/04/2026 • 93:50