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Pop Fantasma Documento

Toda sexta-feira uma fatia de vida, uma contação de histórias do universo da música pop. O podcast do site www.popfantasma.com.br. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Identidade visual: Aline Haluch. Apoia a gente aí: apoia.se/popfantasma

Músicas

PFD #88: Soft Cell: Momentos mutantes (1978-1982)
O Soft Cell tá vindo aí pela primeira vez. A dupla de Marc Almond e Dave Ball se apresenta no Brasil em maio, e vai trazer – claro – seu principal hit, Tainted love. Uma música que marcou os anos 1980 e vem marcando todas as décadas desde então, e que deu ao Soft Cell um conceito todo próprio – mesmo não sendo (você deve saber) uma canção autoral. Era um dos destaques de seu álbum de estreia, Non-stop Erotic Cabaret (1981), um dos grandes discos da história do synth pop.No Pop Fantasma Documento, voltamos lá no comecinho do Soft Cell, mostramos a relação da dupla com uma das cidades mais fervilhantes da Inglaterra (Leeds) e damos uma olhada no que é que está impresso no DNA musical dos dois – uma receita que une David Bowie, T Rex, filmes de terror, Kenneth Anger, sadomasoquismo e vários outros elementos.Século 21 no podcast: Red Cell e Noporn.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca.Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
58:15 12/04/2024
PFD #87: Nirvana: O inimigo agora é outro (1992-1994)
Não é uma história fácil de ouvir – já avisamos. O final é triste, as atitudes foram impensadas, o entorno era completamente tóxico. Em seus últimos dois anos, o Nirvana teve mais “acontecimentos” em sua carreira e nas vidas pessoais de seus integrantes do que em dez anos de várias bandas. Foi uma banda que vendeu quase tanto jornal quanto disco e ingresso para show -não houve ser humano vivo que não acompanhasse de perto a vida do vocalista Kurt Cobain. No meio do caminho, um disco que se tornou um sonho e um pesadelo para todos os envolvidos, In utero (1993), o último do grupo.No episódio de hoje do Pop Fantasma Documento, nosso podcast. a gente dá uma olhada em como andavam as coisas com Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl entre 1992 e 1994. E aproveita para dar uma olhada no mundo no rock alternativo, no fim da “onda grunge” e em como bandas como Nirvana e Sonic Youth foram criando uma nova onda de interesse pelo rock, a partir dos sons do submundo.Século 21 no podcast: Mannequin Pussy e Morcegula.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
61:23 29/03/2024
PFD #86: R.E.M.: E agora? (1992-1995)
Já pensou que legal vender milhões e milhões de cópias de um disco? Tem gente que depois de alcançar números muito altos, entra numa onda de “preciso vender mais que isso”. E tem gente que simplesmente finge que não liga – afinal, depois de conseguir tanta fama e grana, pra que se preocupar? E tem gente que pira. O R.E.M., por sua vez, depois de vender 9 milhões de cópias – que depois evoluíram para 18 milhões – de Out of time (1991), simplesmente já se enfiou num estúdio para preparar outro disco. E permaneceu sumido do universo das turnês, focando apenas em aparições na TV e shows ocasionais.No episódio de hoje do Pop Fantasma Documento, nosso podcast, a gente dá uma olhada nos bastidores dos discos Automatic for the people (1992) e Monster (1994) e observa tudo o que estava acontecendo com uma das maiores bandas de rock do mundo, numa época em que parecia que Peter Buck, Michael Stipe, Bill Berry e Mike Mills eram ouvidos até por gente que nem tinha o hábito de ouvir música.Século 21 no podcast: Dolly e The Parking Lots.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas!
59:48 15/03/2024
PFD #85: Lou Reed: De volta ao começo (1989-1992)
Em 1987, Lou Reed perdeu uma das pessoas que mais apostaram no seu trabalho: Andy Warhol. Com a morte do esteta pop, várias lembranças do passado, do começo de sua ex-banda Velvet Underground, de pessoas perdidas pelo caminho e da vida em Nova York durante os anos 1960 e 1970, voltaram – como se toda sua vida passasse diante dos olhos. No funeral de Andy, Lou reviu o ex-colega de banda John Cale, com quem estava brigado havia anos, e do encontro surgiu a ideia de fazer uma homenagem ao amigo e mentor.A tal homenagem (que só sairia em 1990) seria o disco/filme Songs for drella, dividido por Reed e Cale, mas a cerimônia de despedida daria início a uma fase introspectiva e cheia de recordações, que geraria ainda o disco New York (1989) e Magic and loss (1992). Ambos lançados por um Lou Reed tomado por lembranças, e por constatações de que o tanto o mundo à sua volta, quanto sua vida pessoal, nunca mais seriam os mesmos. E é dessa fase de Lou que a gente fala nesse episódio do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Rui Gabriel e Gueersh.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas!
59:00 01/03/2024
PFD #84: Prince: Revoluções por minuto (1982-1986)
A partir de 1982, com o disco 1999, Prince redefiniu os parâmetros da palavra “revolução” em música. Se você ainda não conhecia Prince, estava obrigado a prestar atenção nele. Você iria acabar notando aquele gênio musical que compunha praticamente tudo sozinho, produzia seus próprios discos, tocava todos os instrumentos (mas liderava uma turma bem legal no palco, a banda The Revolution), apresentava hits como When doves cry, 1999, Little red corvette, Raspberry beret. E ainda migraria para o cinema, com o megasucesso da tela Purple rain.Prince era pop. Mas apesar disso – e talvez por causa disso – incomodava. Era um músico preto liderando uma banda, era um cara de visual andrógino atuando nos conservadores anos 1980, foi o autor de músicas extremamente ativas sexualmente, foi o compositor que deixou uma turma indignada com o conteúdo de suas letras. E no segundo episódio da temporada 2024 do nosso podcast Pop Fantasma Documento, a gente viaja na fase 1982-1986 de Prince – aquele período em que o título de “rei do pop” concedido a Michael Jackson ficou severamente ameaçado.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Black Pumas e Yoùn.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas!Arte: Aline Haluch em cima da capa de Parade.
57:45 16/02/2024
PFD #83: David Bowie: Enquanto é tempo (1980-1983)
David Bowie adentrou os anos 1980 na estileira art-rock e tornou-se o líder dos new romantics com o clipe de Ashes to ashes e o álbum Scary monsters (and super creeps) (1980). Deu certo, mas ainda havia mais por vir. Em 1983, Bowie decidiu atender ao chamado do mercado fonográfico da década e….resolveu vender muitos discos com um álbum dançante e orgânico, repleto de hits. Era Let’s dance, gravado sob o comando de um maestro da música feita para dançar, Nile Rodgers. E que faria o cantor, já numa fase madura de sua carreira, entrar de vez no olimpo do pop.O nosso podcast Pop Fantasma Documento abre sua temporada de 2024 relembrando histórias de David Bowie durante um punhado de anos decisivos para sua carreira. Uma época igualmente decisiva para a música em geral, com a MTV se tornando o canal onde dez entre dez artistas queriam aparecer. E a época em que o cantor pulou do existencialismo do hit Ashes to ashes para a festa sem limites de sucessos como Modern love.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: The Yard Act e FBC.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas!
51:55 02/02/2024
PFD #82: Siouxsie and The Banshees: Luz e sombra (1982-1987)
Traumas pessoais, escapismo, psicodelia (o LSD rolava solto), letras que soavam como parábolas, dress code gótico, discos quase conceituais, gravações que pareciam ter sido feitas numa igreja abandonada, uma ponte aberta entre os anos 1960 e os 1970/1980, entre o alternativo e o quase pop, entre Grateful Dead e The Cure. Tudo isso marcou a produção de uma das bandas mais significativas e mais influentes do pós-punk, Siouxsie and The Banshees.No último episódio do Pop Fantasma Documento de 2023 (ano que vem a gente volta, calma!), a gente dá um sobrevoo na história e na discografia entre os anos de 1982 e 1987 da banda que, durante vários anos, foi capitaneada pelo núcleo duro Siouxsie Sioux, Steve Severin e Budgie. Um grupo que mudou os rumos do rock, que inseriu um imaginário diferente no estilo musical, e cujo alcance pode ser observado até hoje. Terminando, ouça A kiss in the dreamhouse (1982), Nocturne (ao vivo, 1983), Hyaena (1984), Tinderbox (1986) e Through the looking glass (1987) – e todos os os outros discos deles.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: She Drew The Gun e Madre.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!
58:09 22/12/2023
PFD #81: Paul McCartney: Voando alto! (1971-1973)
Se tava ruim pra um sujeito que havia tocado numa das maiores bandas do mundo, imagina pros pobres mortais: Paul McCartney encarou a depressão de perto quando saiu dos Beatles, foi (muito) ajudado por sua esposa Linda, iniciou carreira solo com um disco rascunhado (McCartney, de 1970), e decretou um “siga em frente” quando passou a compor com Linda e passou a correr atrás de músicos para formar uma nova banda. Que acabou batizada Wings (asas) por causa de um sonho reconfortante que o músico costumava ter.Hoje no nosso podcast, o tema é essa fase bastante agitada e cheia de novidades (e de filhos, e de convívio em família) na vida de um dos maiores gênios da música pop, que por sinal está no Brasil. Ao sair do episódio, recomendamos que você procure pra ouvir os discos Ram (Paul e Linda, 1971), Wild life (Wings, 1971), Red rose speedway (Wings, 1973) e Band on the run (Wings, 1973), além dos singles lançados por Paul e Wings na época.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: The Struts e Gabriel Boizinho.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!
64:07 14/12/2023
RMK #3: Led Zeppelin: Recalculando a rota (1972)
Há 51 anos, o Led Zeppelin precisava manter o status recém-adquirido de maior banda do mundo – que, na prática, ele dividia com algumas outras bandas, Rolling Stones entre elas. O quarto disco do grupo, de 1971, era o álbum do hit Stairway to heaven, e tinha sido o maior sucesso do quarteto até então. Em 1972, a banda faria várias turnês, reescreveria as regras do mercado de shows, começaria a gravar um disco para sair naquele ano (e que não sairia naquele ano, enfim) e desfrutaria de um poder jamais visto no universo da música.E, sim: o episódio de hoje do nosso podcast é um remake de um outro episódio que fizemos em 27 de maio sobre um ano em que uma das maiores bandas de todos os tempos se dividiu entre estrada e estúdios, e não lançou disco nenhum. O episódio volta com algumas mudanças no roteiro, identidade visual diferente e outras recomendações musicais. E vale relembrar (o antigo episódio tá aqui).Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Black Midi e Loreta Colucci.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!
59:29 01/12/2023
PFD #80: Jimi Hendrix: (Quase) no comando (1968)
Raramente a gente faz um episódio do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, falando apenas de um disco – geralmente a gente escolhe uma época, uma fatia de vida de algum personagem da música. Dessa vez aproveitamos a proximidade do aniversário de 81 anos de Jimi Hendrix (ele chegaria a essa idade no dia 27 de novembro) para lembrar de um disco que não apenas é o melhor do guitarrista norte-americano, como também é um daqueles álbuns dos quais pode-se dizer que, depois dele, nada foi a mesma coisa.No episódio de hoje, tudo o que você sabe, tudo que você não sabe e tudo que você deveria saber sobre Electric ladyland (1968), terceiro álbum do Jimi Hendrix Experience. Um disco que mudou o rock, a psicodelia, a guitarra e a tecnologia da música - num período em que a nova onda dos sintetizadores dobrava a esquina. E uma época que exigiu muito, emocionalmente e psicologicamente, de Hendrix. Ouça no volume máximo.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: L’Rain e Julico.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!
51:05 24/11/2023
PFD #79: Roxy Music: Convite ao prazer (1972-1974)
O Roxy Music é algo entre Rita Lee & Tutti Frutti e Ultravox, entre David Bowie e Duran Duran, entre Otis Redding e Japan. Uma banda que indo muito além do glam rock, misturou e antecipou tendências, e que ajudou a anunciar que os anos 1960 já não existiam mais.Mas principalmente, foi (e é, eles ainda existem!) um grupo que mostrou um universo diferente para o mundo do rock. De repente, tudo era possível: até mesmo uma banda que evocava paraísos perdidos, que colocavas pin-ups nas capas de seus discos e que se comportava no palco como um grupo de banda de baile. Ou como os autores de uma trilha sonora de um filme que ninguém havia dirigido.No Pop Fantasma Documento de hoje, a gente dá uma olhada nos dois primeiros álbuns do Roxy (Roxy Music, de 1972, e For your pleasure, de 1973), uma época marcada pelo embate entre duas forças conflitantes na banda – o vocalista, líder e principal compositor Bryan Ferry, e o tecladista, não-músico e rei das engenhocas Brian Eno. Ouça em alto volume e depois ouça TUDO do Roxy Music.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Brigitte Calls Me Baby e Besouro Mulher.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!
43:59 10/11/2023
RMK#2: The Rolling Stones: Psicodélicos e perigosos (1967)
Já fizemos há um tempo um excelente episódio do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, sobre o ano de 1967 na vida dos Rolling Stones: um ano significativo, e que moldou o grupo britânico – que recém voltou com o álbum Hackney diamonds – como uma banda que paira bem acima das leis do planeta Terra.Entre mortos (nenhum até aquele momento) e feridos (Brian Jones, que ainda assim sairia de cena em 1969), os Stones enfrentaram naquele ano batidas policiais, prisão, julgamento, liberdade, manifestações de fãs, colegas e jornalistas em favor do grupo, excessos, rebordosas amorosas. E, ah, fizeram shows e lançaram três discos: Between the buttons, Their satanic majesties request e a coletânea Flowers. Ao redor da banda liderada por Mick Jagger e Keith Richards, o mundo ficou mais colorido e psicodélico, e eles tentaram acompanhar tudo.Resolvemos revisitar esse episódio porque uma plataforma decidiu que a gente deveria tirá-lo dela (os motivos você fica sabendo quando escutar o remake). E não é porque fomos nós que fizemos não, mas o episódio tá perfeito: ele fala do mercado fonográfico da época, da carreira dos Stones, das diferenças entre eles e os Beatles (esse assunto toma boa parte do episódio), da transformação do assunto “drogas” em espetáculo midiático… Enfim, ouça em alto volume e force a vizinhança a ouvir.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: The Arcs e Jurema Juice.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta!
58:03 03/11/2023
PFD #78: New York Dolls: Antes da hora (1971-1974)
Foi tão rápido que nem mesmo David Johansen, Johnny Thunders, Sylvain Sylvain, Arthur Kane e Jerry Nolan conseguiram acompanhar. Os New York Dolls invadiram o universo do glam rock com maquiagem, roupas espalhafatosas, visual andrógino, e um som que tinha tanto a ver com a marginália do rock novaiorquino quanto com o rhythm’n blues e o pop sessentista – tanto que George “Shadow” Morton, produtor das Shangri-Las, trabalhou com eles.Os New York Dolls irritaram um bando grande pessoas, assustaram muita gente, foram sucumbindo aos excessos, mas conseguiram gravar dois álbuns por uma gravadora de grande porte e deixaram sua marca na história. Hoje no Pop Fantasma Documento, nosso podcast, a gente vai no comecinho da banda e acompanha a história deles pelos dois primeiros discos, The New York Dolls (1973) e Too much, too soon (1974).Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Jemma Freeman and The Cosmic Something e FeralkatEdição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
55:23 27/10/2023
PFD #77: New Order: Sem substância, você (não) dança (1987-1988)
Você não conseguiu escapar dos remixes de Blue monday e Bizarre love triangle, hits do New Order, entre 1987 e 1988. Seja lá onde você morasse, mas aqui pelo Brasil era realmente complicado: as rádios tocavam, os DJs tocavam na noite, seus amigos falavam da banda no seu ouvido e ainda por cima o New Order resolveu aparecer por aqui para uma série de shows no fim de 1988.Substance, álbum duplo de remixes lançado em 1987, fez bastante sucesso, e mostrou a linha do tempo que havia entre a banda ensimesmada do single Ceremony (1981) e aquele grupo que fazia rock, mas como se fossem quatro DJs. Essa era, em que o New Order fazia bastante sucesso, vendia discos, era remixado por Quincy Jones (aconteceu) e foi gentilmente passado para trás pelo meio publicitário por causa de Blue monday (aconteceu também!) é nosso assunto de hoje.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Nations Of Language e Sargaço Nightclub.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
47:27 20/10/2023
PFD #76: Duran Duran: Imagem e som (1978-1982)
Aquele tempo em que imagem era tudo. Pensando bem, não era isso: imagem sem conteúdo não valia de nada – como não vale até hoje, o que já invalida o “aquele tempo”. A prova disso é que o Duran Duran, uma banda que costumava afirmar que o vídeo era para eles a mesma coisa do estéreo para o Pink Floyd, passou por vários processos de maturação, trocas de integrantes e criações e recriações, tudo bolado pela primeira formação da banda. E no passo a passo até que saíssem os primeiros álbuns do grupo, documentos definitivos para se entender hoje em dia a mistura de pós-punk, new wave e convergência entre música e imagem, com os clipes de músicas como Girls on film, Rio e Hungry like the wolf se tornando projetos ambiciosos, que a MTV exibia direto – antes mesmo que o canal pudesse se tornar um negócio lucrativo.Hoje no Pop Fantasma Documento, nosso podcast, a gente volta lá no passado de Simon LeBon e seus amigos, e analisa o que estava por trás da banda que lançou os clássicos Duran Duran (1981) e Rio (1982) – além de vários outros discos legais lançados posteriormente, mas hoje focamos nos dois primeiros.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Marci e A Olívia.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
49:24 06/10/2023
PFD #75: Joy Division: Inimigos do fim - 1980-1981 (?)
Ian Curtis morreu em 18 de maio de 1980. Mas o espírito do cantor da banda britânica Joy Division só relaxou de verdade um ano depois, quando o New Order (o Joy Division sem ele, e com Gillian Gilbert nas guitarras e teclados) achou um rumo na vida e foi misturar dance music e rock, cada vez mais inspirado pela onda house. Até que isso acontecesse, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris viveram o luto, deram algumas cabeçadas, e resolveram montar o New Order – inicialmente sem Gillian e com um single que trazia duas faixas, "Ceremony"/"In a lonely place", “compostas por Joy Division”.E nesse episódio do Pop Fantasma Documento, a gente conta histórias do corredor entre o Joy Division e o New Order, e mostra o quanto Ian Curtis continuou assombrando o trio restante por alguns meses. Como sempre recomendamos: ouça em altíssimo volume.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Griza Nokto (e o EP Fragmentos, do selo Paranoia Musique) e Bar Italia.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
42:51 29/09/2023
PFD #74: Blur: Heróis da resistência (1993-1997)
Não adianta esconder: você ficou triste com a não-vinda do Blur para cá, já que havia uma esperança de eles virem para o festival Primavera Sound. A banda liderada por Damon Albarn não deverá vir (enfim, quem sabe as coisas mudam), mas recentemente mandou bem no disco novo, The ballad of Darren, e deixa para trás uma história de batalhas, de superação, de tentativas e erros, de disputas pela liderança do brit-pop, e de criações e recriações da própria trajetória.E na volta do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, o assunto é a fase mais criativa e vitoriosa da banda, começando com o segundo álbum, Modern life is rubbish (1993), e esticando até Blur (1997), o disco do hit Song 2 (“uhu!”). Como sempre recomendamos: ouça em altíssimo volume.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Geese e Bule.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
47:50 22/09/2023
PFD #73: The Cure: Para todo o mal (1984-1987)
O Cure nunca deixou de mostrar sua verdadeira face para seu público. Se Robert Smith estivesse depressivo, alegre, se achando o máximo, se achando o mínimo, bêbado, drogado, não importava. Os fãs da banda poderiam encontrar o vocalista e seus colaboradores mais assíduos nos mais diversos estados. Ainda mais nos anos 1980, quando o Cure vivia num estado tão miserável que Smith se dividia entre duas bandas, e havia dúvidas até sobre se o Cure era visto pelos seus integrantes como uma banda de verdade.Só que o Cure pulou da deprê assumida do álbum Pornography (1982) para discos em que vários estados de espírito eram oferecidos ao ouvinte: The top (1984), The head on the door (1985) e o duplo Kiss me, kiss me, kiss me (1987) tinham um lado sombrio e um lado quase “pra cima”, espalhado em músicas diferentes. E é dessa fase bem sucedida do Cure, quando o grupo capitaneado pelo "ditador bondoso" Robert chegou perto de ter uma formação clássica, que a gente fala hoje no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Hurray For The Riff Raff e Jonathan Tadeu.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
50:35 23/06/2023
RMK#1: Replacements: Os humilhados serão exaltados! (1985-1990)
Não adianta nem tentar esquecer os Replacements. A banda meio punk/meio power pop de Minneapolis, sucesso nos anos 1980 com hits como Alex Chilton e Can’t hardly wait, já encerrou atividades há vários anos, com direito a poucos e bons retornos, mas nenhum disco novo. É até hoje considerado um nome bastante subestimado do rock, em especial por seu relacionamento mal resolvido com essa coisa chamada “sucesso”: foram pinçados por uma grande gravadora, lançaram alguns discos pela Warner (Pleased to meet me, de 1987, é tido como o melhor), mas tinha sempre uma pedra ou outra no caminho do grupo – algumas dessas pedras colocadas pelos próprios Paul Westerberg (vocalista, guitarrista, principal compositor e gênio de plantão do grupo), Bob Stinson (guitarra), Tommy Stinson (baixo) e Chris Mars (bateria).Você deve estar se perguntando: “Mas já não houve outro episódio do Pop Fantasma Documento sobre os Replacements?”. Houve, sim, e esse é um remake (olha só!) do episódio com algumas mudanças no texto e tudo um pouquinho diferente. Se quiser ouvir o episódio antigo, ele tá aqui. Mas é assim que reconta a história de como um dos grupos mais significativos do college rock norte-americano foi parar nas grandes gravadoras, e até hoje, anos depois de seu término, recusa-se a ser esquecido, com relançamentos, música incluídas em filmes (I will dare, da fase indie da banda, está em Guardiões da galáxia 3) e muita coisa legal. Ouça o podcast e ouça tudo dos Replacements depois, correndo.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Mister Data e George Belasco & O Cão Andaluz.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
48:18 09/06/2023
PFD #72: Beyoncé: Para quem (ainda) não me conhece (2001-2008)
Você pode até não gostar do som de Beyoncé, mas não vai conseguir ficar sem ouvir falar dela nunca na sua vida. E se bobear já se pegou vendo vídeos dos shows, ou procurando notícias sobre a última turnê dela – que é cheia de detalhes musicais, visuais e tecnológicos, além de um domínio de palco poucas vezes visto na história do showbusiness, e que vale como uma aula. Pra todo mundo.Quem tem por volta de 25, 30 anos, talvez nem se lembre mais de um mundo sem Beyoncé, uma cantora que simplesmente não parou mais de trabalhar desde que começou, emendando carreira solo, a volta da Destiny’s Child, filmes, mais carreira solo, várias turnês. Não apenas isso: a empoderada Beyoncé caiu dentro da administração e da direção criativa do próprio trabalho, fazendo discos com duas dezenas de produtores e fichas técnicas que lembram créditos de filmes. E hoje, no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, a gente vai no fim da história de Beyoncé com a Destiny’s Child e no começo de sua carreira solo, pra ver como a artista que a gente conhece hoje foi se desenvolvendo.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Ryan Destiny e Drik Barbosa.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
42:21 26/05/2023
PFD #71: Kraftwerk: Nessa longa autoestrada da vida (1970-1974)
Kraftwerk, aquele grupo doidão, meio hippie, cujo cofundador frequentava altas festinhas que transformariam a galera do De férias com o ex num bando de desenturmados, e cujos raros shows misturavam flauta eletrônica, guitarra e bateria. Você pode ficar com a imagem pública de homens-robô, ou voltar lá no passado, quando Florian Schneider e Ralf Hutter ainda eram band leaders tão caóticos, que aterrorizavam baixistas e bateristas, fazendo o grupo mudar de formação toda hora. Os sintetizadores e as baterias eletrônicas foram começando aos poucos a fazer parte da vida de Ralf e Florian, e de seus acompanhantes no grupo. Mas Autobahn, o extremamente eletrônico álbum de 1974, ainda tinha flauta e guitarra (chegou a reparar?).Hoje no Pop Fantasma Documento, nosso querido podcast, a gente volta na fase inicial do grupo alemão, e recorda como a sonoridade e a personalidade robótica do Kraftwerk foram sendo moldados na época de discos como os dois primeiros álbuns epônimos (1970 e 1972), Ralf and Florian (1973) e Autobahn (1974). Ouça no volume máximo.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Lia Kohl e Mbé.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
48:24 19/05/2023
PFD #70: Metallica: Tentando sobreviver (1986-1988)
A morte do baixista Cliff Burton, em 27 de setembro de 1986, desorientou muito o Metallica. Além do que aconteceu, teve a maneira COMO aconteceu: a banda dormia no ônibus de turnê, sofreu um acidente que assustou todo mundo, e quando o trio restante saiu do veículo, só restou encarar a realidade. A partir daquele momento, estavam não apenas sem o baixista, como também estavam sem o amigo Cliff, sem o cara que mais havia influenciado James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett musicalmente, e sem a configuração que havia feito de "Master of puppets" (1986) o disco mais bem sucedido do grupo até então.Hoje no Pop Fantasma Documento, a gente dá uma olhada em como ficou a vida do Metallica (banda que, você deve saber, está lançando disco novo, "72 seasons") num período em que o grupo foi do céu ao inferno em pouco tempo. O Metallica já era considerado uma banda de tamanho BEM grande (embora ainda não fosse o grupo multiplatinado e poderoso dos anos 1990) e, justamente por causa disso, teve que passar por cima dos problemas o mais rápido possível. E sobreviver, ainda que à custa justamente da estabilidade emocional de Jason Newsted, o substituto do insubstituível Cliff Burton…Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Skull Koraptor e Manger Cadavre?Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
43:42 05/05/2023
PFD #69: U2: Você vai seguir a gente (1976-1980)
A Irlanda talvez não estivesse preparada para uma banda tão grande – mas o U2, desde o comecinho, estava se preparando para ser uma das bandas mais poderosas do mundo. A Irlanda e a vizinha Irlanda do Norte já faziam parte do mapa do rock havia algum tempo: de um lado, Thin Lizzy, do outro, Van Morrison, além de formações punks vindas de ambos os cantos. Mas Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton eram outro papo: entre as raízes no pós-punk e os pés fincados no imaginário religioso local, Boy (1980), o primeiro LP do grupo, registrava dores, perdas, amores, conflitos da adolescência, barras pesadíssimas, como talvez o mundo nem sequer soubesse que precisava ouvir. E era só o começo.Hoje, o podcast do Pop Fantasma, o Pop Fantasma Documento, vai lá no comecinho do U2 e recorda como andavam a vida, a música, os dilemas, os problemas e tudo a respeito do grupo, numa época em que a banda de músicas como I will follow queria mais era ser ouvida por todo mundo. Ouça e monte uma banda. Ou entenda o que se passa na cabeça de uma banda em formação.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Pillow Queens e Raça.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!(episódio reeditado por problemas, hum, técnicos, e recolocado no ar)
45:25 30/04/2023
PFD #68: Kiss: Não precisamos mais usar aquela maquiagem (1983-1985)
Tem quem ache que tirar as maquiagens foi a decisão mais estapafúrdia que o Kiss teve na vida. Em 1983, pouco após o grupo ter vindo ao Brasil, parecia a melhor opção para 1) continuar atraindo fãs novos; 2) em meio às novidades no som pesado, mostrar que aqueles quatro caras não era só imagem e tinham muito som e muito peso; 3) resolver um clima de confusão geral que havia na maneira como o grupo era encarado. Não foi um período de discos fracos, ainda que os fãs antigos digam o contrário: "Lick it up" (1983) e "Animalize" (1984) arrebanharam novos admiradores e foram bem nas paradas. Paul Stanley ficou feliz, Gene Simmons foi levando, Eric Carr (novo batera) idem. O posto de guitarrista solo variou um pouco.E muita coisa legal desse período foi sendo lançada, até que o Kiss decidisse voltar com a formação original, pôr as máscaras de volta e… bom, mas aí já nos afastamos um pouco do período compreendido por essa edição do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, na qual falamos dos três primeiros anos de um período bastante arriscado na vida de uma das bandas de rock mais selvagens do mundo. Ouça em alto volume.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Goodbye June e Peixes Voadores.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
46:18 21/04/2023
PFD #67: Stevie Wonder: Além das portas da percepção (1972-1976)
Se você nunca escutou discos como "Music of my mind" e "Songs in the key of life", de Stevie Wonder, prepare-se: você vai conhecer esses álbuns e vai achar que não precisa escutar mais nada na vida. O trabalho do cantor norte-americano entre 1972 e 1976 mudou a história do pop, do rock, da música brasileira. Tocando quase todos os instrumentos, Wonder fez quase um "Sgt. Pepper’s" por ano nessa época, quando descobriu que podia comandar, com a ajuda de dois produtores, uma engenhoca chamada T.O.N.T.O. – na verdade um sintetizador enorme, que ocupava uma sala inteira, ganhava ares de cérebro eletrônico musical e dava autossuficiência ao músico.Hoje no Pop Fantasma Documento a gente dá uma analisada na música, na história e no contexto da produção de Stevie Wonder nessa época de grandes discos, grandes shows, grandes riscos de vida (entre um álbum e outro, o cantor quase morreu) e enormes descobertas e auto-descobertas no caminho do artista. Ouça o episódio, ouça tudo de Stevie na sequência e… cuidado para não passar a achar obsoletas todas as outras bandas e artistas dos quais você sempre gostou. Sim, pode acontecer.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Cory Henry e Amaro Freitas.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
49:36 14/04/2023
PFD #66: Titãs: Cada dia mais sujos e agressivos (1991-1993)
Este episódio contém palavrões. E escatologia. E cenas fortes. Em 1991, os Titãs resolveram fazer uma mudança em seu som e em seu suporte técnico. Os samplers e as máquinas da turnê do disco Õ blésq blom (1989) pararam de fazer sentido. A ordem agora era barulho: a ideia era fazer um som mais associado ao novo rock independente norte-americano – antes de bandas como Mudhoney, Tad e Nirvana serem chamadas de “grunge” aqui no Brasil e até do termo ganhar status de gênero musical na imprensa estrangeira. O grupo se autoproduziria, sem ninguém de fora dando pitaco. Nem mesmo Liminha.A virada fez a banda ganhar resenhas negativas, perder um integrante, reconhecer erros, chamar um produtor americano e… continuar ganhando narizes torcidos da crítica. E o começo dos anos 1990 não era uma das melhores épocas para o rock brasileiro, o que já piorava um pouco. Um baita risco, que mostrou caminhos novos para uma das bandas mais populares da história do rock brasileiro. E hoje no Pop Fantasma Documento, podcast do Pop Fantasma, o assunto é a fase “pesada” dos Titãs, a dos discos Tudo ao mesmo tempo agora (1991) e Titanomaquia (1993).Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Fire Man e Tio Guéder.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
48:29 07/04/2023
PFD #65: Coldplay: Hei de vencer (1997-2003)
POP FANTASMA DOCUMENTO #65: Hoje o assunto é o Coldpl… Espere! Volte aqui! Bom, impossível não falar de uma das bandas mais comentadas dos últimos dias: o grupo britânico Coldplay fez uma temporada de bastante sucesso no Brasil, deixou notícias por todos os lugares em que passou durante a estadia no país, trouxe de volta vários fãs das antigas (aqueles, que não toleram a guinada pop da banda nos últimos discos), aumentou a base de admiradores. E o vocalista Chris Martin chegou num ponto em que eu não estranharia uma visitinha do astro ao Big Brother Brasil. Aliás, não estranharia nem mesmo se eu pedisse uma pizza e o entregador fosse ele.Descobrir o que está por trás do sucesso do grupo não é uma tarefa fácil, e esse desafio a gente deixa passar. De qualquer jeito, o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, foi lá atrás tentar entender o que é que estava acontecendo com o grupo, e com o mundo em volta deles, lá pelo comecinho. E demos uma contextualizada nos primeiros singles e nos discos Parachutes (2000) e A rush of blood to the head (2002). Se você reclama de ouvir o nome do Coldplay toda hora, em tudo quanto é lugar, pode acreditar: a banda era uma reação ao que rolava na época em que eles começaram.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: D4vd e Jambu.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
46:53 31/03/2023
PFD #64: Depeche Mode: Música eletrônica para as massas (1987-1990)
O universo pop é meio cruel com artistas que precisam de segundos, terceiros ou quartos atos. Com o Depeche Mode, deu certo: a banda britânica de tecnopop começou em fase bem mais amigável (no disco Speak & Spell e no hit Just Can’t Get Enough), reinventou-se como grupo eletrônico pop com ares trevosos (Black Celebration, de 1986, foi o ápice) e… seis anos após o primeiro disco, o Depeche conseguiu unir tudo o que havia vivido musicalmente até então no clássico Music for the Masses (1987). Um disco que levou a banda a se redescobrir e a encontrar de vez seu público, o que gerou experiências como o documentário-disco 101 (1989) e o best seller Violator (1990).Hoje no Pop Fantasma Documento, damos uma revoada na história do grupo de Dave Gahan, Martin L Gore, Andrew Fletcher e Alan Wilder entre 1987 e 1989. E lembramos o que é que estava no contexto da transformação de uma banda muito conhecida dos anos 1980 num grupo repleto de fãs por todo o mundo. Ouça bem alto!Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Male Tears e Quântico Romance.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
41:49 24/03/2023
PFD #63: Pink Floyd: Chegando perto do lado escuro (1970-1972)
Não consegue viver num mundo sem imaginar o Pink Floyd e o disco The dark side of the moon? Alguns anos antes, o quarteto britânico vivia uma realidade bem diferente. Roger Waters, baixista e principal letrista do grupo, tentava juntar os cacos da banda após a saída do primeiro líder, Syd Barrett, e queixava-se pelos cantos de que seus colegas (David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason) pareciam não saber o que fazer com aquela banda.Esse segundo ato do Pink Floyd podia estar até um pouco bagunçado, mas tinha gerência, ou pelo menos passou a ter. O grupo conseguiu fazer um enorme sucesso com um disco com uma música de mais de 23 minutos no lado A, e a partir daí, tudo parecia uma fase de preparos para um verdadeiro gol musical que viria lá na frente – ou será que isso é só a gente observando a história no retrovisor? Você decide, mas enquanto isso confira a volta do podcast do site Pop Fantasma, trazendo tudo o que movia uma das bandas mais históricas da história do rock numa época em que tudo poderia acontecer. Inclusive nada.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Cass McCombs e Cidade Dormitório.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
45:29 17/03/2023
PFD #62: Madonna: Do céu ao inferno, do inferno ao céu (1992-1994)
Será que os anos 1990, a década de Raimundos, É O Tchan e Banheira do Gugu, foram uma época muito sexualizada por causa de Madonna? Ou será que a cantora, atenta aos sinais que já vinham, resolveu ir tirando das sombras várias maneiras de viver, vários sentimentos, várias fantasias, vários desejos particulares, e criou sua persona do comecinho da década?Seja como for, logo depois, rolaram umas mudanças: a Madonna do livro Sex e do disco Erotica (ambos de 1992), mudou, gravou o confessional e tranquilo Bedtime stories (1994) e seu público também amadureceu junto com ela. Mas até aí, a cantora já havia mudado bastante a ideia de entretenimento e de música pop, levando uma série de novas informações a um público bastante amplo – e chocando uma galera enorme. Hoje, no Pop Fantasma Documento (o último da temporada!), a gente recorda essa época de muita criatividade, muita polêmica e muita dualidade na vida da rainha do pop. Ouça em alto volume.Nomes novos que recomendamos e que complementam o podcast: Chlöe e Layse.Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch. Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Estamos aqui toda sexta-feira!
49:15 27/01/2023

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