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Balada musical

Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!

Músicas

Após singles e um EP vibrantes, a cantora e compositora britânica Alewya acaba de lançar seu primeiro álbum. Misturando eletrônica, R&B, dancehall e ritmos africanos, ela conquista a crítica com uma música instintiva, guiada por uma voz hipnótica, texturizada e profundamente marcada por suas origens africanas e árabes. Daniella Franco, da RFI Alewya Demmisse nasceu na Arábia Saudita, filha de mãe etíope e pai egípcio. Depois de passar os primeiros anos da infância no Sudão, mudou-se com a família para Londres como refugiada — uma trajetória que marca a sua arte. Primeiramente atraída pela pintura e pelo desenho, a música entra quase por acaso em sua vida, ao criar uma trilha sonora para uma animação que produziu. O experimento traçou seu caminho: apoiada por nomes influentes da cena londrina, lançou o single “Sweating” em 2020 e, no ano seguinte, o EP “Panther in Mode”, que a apresentou como artista multidisciplinar e com uma estética própria. Cinco anos depois, chega “Zero”, seu primeiro álbum, pelo selo LDN Records: com 15 faixas que foram acolhidas de forma calorosa pela imprensa especializada dentro e fora do Reino Unido. O disco é descrito como “impressionante”, um trabalho que confirma o talento de uma artista capaz de concentrar múltiplas emoções em um mesmo impulso criativo. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

29/08/2026 • 08:33

O trio britânico Jungle acaba de lançar “Sunshine”, seu quinto álbum, reafirmando uma trajetória brilhante no electrofunk. Embora muita coisa tenha mudado desde a explosão da faixa “The Heat”, em 2013, a banda segue evoluindo sem abrir mão da própria essência. Bem recebido pela crítica, “Sunshine” reúne 11 faixas menos complexas que os trabalhos anteriores, porém mais luminosas e ancoradas no groove característico do grupo. O disco revela também uma escolha clara da banda de se desviar da estética de pista de dança, enquanto resgata influências dos anos 1960 e 1970 para criar uma atmosfera nostálgica. O lançamento marca um capítulo importante na história do Jungle, que chegou a ter sete integrantes nos primeiros anos. Hoje, o grupo se concentra na dupla fundadora — Josh Lloyd Watson e Tom McFarland — e, desde o início dos anos 2020, conta com a vocalista e multi-instrumentista britânica Lydia Kitto, que se consolida como parte essencial da assinatura sonora da banda. A presença dela é especialmente notável em “The Wave”, faixa escolhida para integrar a playlist da Programação Musical da RFI. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

15/08/2026 • 07:38

Bongeziwe Mabandla é um cantor e compositor natural de Tsolo, pequena cidade no sudeste da África do Sul. Célebre figura da cena electro-folk sul-africana ele se tornou conhecido por propor uma mistura das tradições culturais do leste do país com sonoridades eletrônicas contemporâneas e letras cantadas na língua isiXhosa. Daniella Franco, da RFI A música sempre esteve presente na vida de Bongeziwe Mabandla. Na infância, ele cantava no coral da igreja, experiência que moldou tanto sua técnica vocal quanto sua relação emocional com o canto e a composição. Mais tarde, mudou‑se para Joanesburgo e ingressou na AFDA, renomada universidade dedicada às artes, ao cinema e às indústrias criativas. Foi ali que consolidou sua linguagem artística — intimista, espiritual e profundamente ligada à cultura xhosa — e começou a subir nos palcos, revelando ao público suas primeiras composições. O primeiro álbum de estúdio de Bongeziwe Mabandla, “Umlilo”, foi lançado em 2012, mesmo ano em que foi um dos dez finalistas do Prêmio Descobertas RFI. Cinco anos depois, chega “Mangaliso”, que será fundamental pra impulsionar sua carreira: concorreu como melhor álbum no South African Music Awards, rendeu a premiação do videoclipe de "Bawo Bam" e abriu caminho para que Mabandla entrasse para a programação de grandes festivais de música. Em junho, o músico lançou pelo selo Black Major seu sexto álbum, "Ndingubani", cujo título significa “Quem sou eu” em isiXhosa. O disco conta com 18 faixas que transitam entre o folk, a eletrônica minimalista, com nuances de indie, sempre em uma atmosfera imersiva e cinematográfica – quase como trilhas sonoras de um filme. Esse é, aliás, um traço muito forte nas composições do Mabandla: uma música de narrativa, com um storytelling que nos envolve e conduz o ouvinte ao singular universo do artista. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

08/08/2026 • 07:08

A rapper porto-riquenha Young Miko é um dos novos talentos do trap, R&B e reggaeton latino. Aos 28 anos, ela tem dois álbuns de estúdio lançados e a versão deluxe de seu último disco conquistou as paradas com hits como “BNB” e “BIAF”, em destaque nesta edição do Balada Musical. Young Miko ou María Victoria Ramírez de Arellano Cardona – seu verdadeiro nome – é uma cantora e compositora, originária de Porto Rico. Aos 28 anos, ela desponta como uma das vozes mais empoderadas da cena urbana atual e uma das principais representantes da comunidade queer da América Latina na música. Young Miko começou a compor em 2018 e estourou em 2023 com o hit “Classy 101” em parceria com o músico colombiano Feid, que a projetou internacionalmente. A partir daí, para seu primeiro álbum “ATT”, foi um pulo! No entanto, apenas um ano depois, a rapper lançou seu segundo disco, “Do Not Disturb”, um trabalho sólido mas que acabou sendo ofuscado pelo ritmo acelerado dos lançamentos. A reviravolta veio neste primeiro semestre, quando a gravadora The Wave Music Group lançou a versão deluxe "Do Not Disturb: Late Check Out." O álbum duplo, com faixas inéditas e uma produção renovada, recolocou o projeto sob os holofotes. O resultado é uma coleção de músicas mais coesa, mais ousada e que finalmente faz justiça ao talento de Young Miko.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

25/07/2026 • 07:17

A Ibibio Sound Machine, banda britânica de afro‑funk eletrônico, entra na contagem regressiva para o lançamento de seu sexto álbum, previsto para 11 de setembro. Enquanto o novo trabalho não chega, o grupo já deu uma amostra do que vem pela frente, com duas faixas recém‑lançadas do disco. Liderada pela vocalista Eno Williams, a Ibibio Sound Machine está na estrada desde 2013 e acumula cinco álbuns, com hits como “The Talking Fish”, “All That You Want” e “Pull The Rope”. Ao longo dos anos, o grupo manteve uma assinatura sonora vibrante, inspirada na era dourada do funk e da disco music da África Ocidental, sempre misturando essa base com elementos modernos de pós‑punk e electro. O próximo álbum, “Chopping Mountain”, pelo selo Merge Records, reúne 10 faixas e é descrito como um trabalho expansivo e profundamente enraizado, combinando texturas de highlife, afrobeat, soul e música eletrônica. A RFI já entrou no clima e colocou na sua playlist o single “Concept of Love”, uma faixa cheia de energia, irresistivelmente dançante e que antecipa o espírito do novo disco. Para ouvir o podcast na íntegra, aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

18/07/2026 • 09:51

Aâma é um grupo que transita entre o jazz contemporâneo e sonoridades tradicionais da África e do Mediterrâneo. Baseado em Lille, no norte da França, o quinteto desponta como uma das pepitas da nova cena musical do país. A banda surgiu em 2023, a partir do encontro entre a cantora francesa Emma Prat e o guitarrista Bertrand Maïlar, natural do Chade. Depois, o projeto ganhou corpo com a chegada do pianista Julien Girard, do contrabaixista Sami Foukani‑Descamps e do baterista Xavier Pernet. O primeiro álbum, "Le Jour où tout ira bien" (O dia em que tudo estará bem), lançado em março deste ano pelo selo Ba Zique, reúne treze faixas que convidam o público a atravessar um universo onírico e hipnotizante. O disco entrelaça percussões tradicionais do Chade a práticas musicais como o gnaoua, do Marrocos, e o diwan, da Argélia, criando uma paisagem sonora de rara delicadeza. Já a vocalista Emma Prat navega por influências búlgaras, gregas, turcas e francesas, moldando a voz a cerca de quinze línguas – mesmo sem falar todas elas. Outra fascinante particularidade: em algumas faixas, ela canta em uma língua imaginária, composta por palavras que inventa. Esse conjunto de referências e experimentações resulta em composições singulares, que combinam sensibilidade e ousadia e transcendem gêneros e fronteiras. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

04/07/2026 • 10:53

Pouco mais de um ano após lançar seu primeiro EP, Camille Yembe retorna à cena musical com seu álbum de estreia. "Jeune & laide" é um trabalho intimista e poderoso, no qual a artista belgo‑congolesa aborda as dificuldades e o racismo vividos pela juventude periférica ao ritmo de um cativante techno‑pop. Daniella Franco, da RFI "Jeune et laide" — jovem e feia, em português — traduz um sentimento que Camille Yembé desenvolveu ainda na infância, em Molenbeek, na periferia de Bruxelas, onde nasceu e cresceu. Filha de mãe belga e pai congolês, a artista tinha dificuldade em valorizar seus traços e se reconhecer em uma sociedade em que a branquitude dita os padrões de beleza. Mas as composições de Camille Yembé não se limitam aos traumas físicos: elas se expandem para o coletivo e abordam também o lado mais sombrio da juventude periférica. As dificuldades financeiras, a falta de perspectiva e a estigmatização dos jovens dos bairros populares também estão no centro de seu trabalho — tudo isso embalado por sua voz aveludada e por um envolvente pop eletrônico. A Programação Musical da RFI escolheu para sua playlist a canção "Rien à Fêter" (Nada a festejar). A faixa, que pode ser ouvida nesta edição do Balada Musical, é um manifesto poderoso que traz à tona injustiças silenciadas e a necessidade urgente de soluções. Aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

20/06/2026 • 10:50

Bakir é um trio de música eletrônica formado em 2023 por Hicham Id Saïd, Alexandre Bellando e Yoan Guéraud. Baseados entre Marselha, Itália e Marrocos, eles combinam ritmos do Norte da África com batidas eletrônicas e letras de forte teor político. O grupo lançou recentemente seu primeiro EP, “All’Alba”. “All’Alba” (“Ao amanhecer”, em italiano), do selo francês Gros Oeuvre Records, reúne sete faixas que misturam texturas eletrônicas a instrumentos tradicionais marroquinos, cantadas em árabe, francês e italiano. Além de mergulhar na cultura do Magrebe, o EP aborda de maneira contundente alguns dos grandes desafios humanos contemporâneos: migrações, guerras, exílios e as lutas pela liberdade. Desde os primeiros segundos, a mensagem do Bakir se impõe. A faixa de abertura, “Printemps” (Primavera, em francês), traz o célebre slogan entoado pelos manifestantes da Primavera Árabe em 2011: “o povo quer a queda do regime”. Já “Tahia Palestine” denuncia as injustiças sofridas pelo povo palestino e a inação de parte da comunidade internacional ao longo de décadas. No conjunto, “All’Alba” é um trabalho que merece atenção tanto dos fãs de música eletrônica quanto de quem acompanha a produção cultural árabe contemporânea. Original e politicamente vibrante, o EP convida à consciência e ao engajamento por meio da música – lembrando que a cultura também é um espaço de memória, reflexão e mobilização. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

13/06/2026 • 09:06

Juste Shani é uma jovem musicista, compositora e intérprete, considerada uma das novas representantes do rap na França. A artista ganhou notoriedade ao ancorar suas composições em um rap técnico, com influências afro-urbanas e letras feministas — algo que ela descreve como “natural” em um meio por muito tempo dominado por homens. Daniella Franco, da RFI Nascida em uma cidade da periferia de Paris, de origem congolesa e senegalesa, Juste Shani descobriu a música ainda na infância e mergulhou no universo do R’n’B antes de se apaixonar pelo rap. Paralelamente, se aventurou nos esportes, chegando a jogar por alguns anos em um pequeno clube parisiense. Muito distante do estereótipo do rapper, Juste Shani também investiu nos estudos de comércio e marketing, assumindo cargos executivos durante alguns anos, ao mesmo tempo em que participava de concursos musicais. Depois de abrir o show do célebre grupo IAM no Olympia, em Paris, em 2021, sua carreira deslanchou. Hoje, com dois EPs lançados, cresce a expectativa por seu primeiro álbum. Seu novo single, “Tout Schuss”, é um sinal de que o disco pode estar prestes a sair do forno. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

30/05/2026 • 07:25

Jocelyn Balu ou simplesmente Balu – seu nome artístico – é um compositor e cantor natural de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. O artista é um dos novos representantes da rumba congolesa, e propõe uma mistura deste gênero com afrobeat, jazz e rock, criando uma sonoridade que a imprensa especializada já apelidou de “folk da rua”. A preservação da tradição musical congolesa é, para Balu, uma missão pessoal. A paixão pela rumba surgiu ainda na infância. Aos 14 anos, enviado para um internato, ele iniciou os estudos de canto e passou a integrar um coral gospel. Mais tarde, fundou a banda Les Aigles de la Révolte, experiência que abriu caminho para sua entrada na histórica Bakolo Music International, um dos grupos mais importantes e tradicionais da rumba no país. Em 2020, Balu se radicou em Montpellier, no sul da França, onde começou a desenvolver seu primeiro projeto solo. Seis anos depois, o artista lança “Borumba”, um trabalho recém-saído do forno. A Programação Musical da RFI selecionou para sua playlist a faixa “Borumba Song”, que abre o disco e que pode ser conferida nesta edição do Balada Musical.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

09/05/2026 • 09:22

Vicente e Marianna é a dupla formada pelo compositor e multi‑instrumentista Vincent Muller e pela compositora e cantora Marianne Feder. Juntos, eles propõem uma fusão elegante e ensolarada entre a chanson française e ritmos brasileiros – bossa nova, samba, forró –, sempre inspirados pela velha guarda da MPB. Ao lado dos músicos brasileiros Julio Gonçalves e Ricardo Feijão, acabam de lançar seu segundo álbum, “So Samba”, destaque do Balada Musical. Daniella Franco, da RFI em Paris Vincent e Marianne se conheceram há cerca de 20 anos e, desde então, criaram diversos projetos em parceria, mas a ideia de formar uma dupla só ganhou forma em 2017. O primeiro álbum, Vicente e Marianna, lançado em 2021, nasceu com a proposta de construir uma ponte entre os ritmos do Brasil e da França, brincando de forma poética com as duas línguas. Cinco anos depois, o novo trabalho da dupla, “So Samba”, apresenta 11 faixas. Entre elas estão “Avant de partir”, adaptação em francês de “Eu te amo”, de Chico Buarque, e um cover de “Eu não tenho ninguém”, de Baden Powell, gravado ao vivo no Studio Gobelins, em Paris. A faixa que dá nome e abre o álbum é descrita por Vincent e Marianne como “uma receita secreta, ao mesmo tempo apimentada, suave e açucarada”. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

25/04/2026 • 09:53

O voto do público e do júri — presidido neste ano pelo rapper francês MC Solaar — consagrou Opa como o vencedor do Prêmio Descobertas RFI de 2026. Esta edição do Balada Musical é inteiramente dedicada a esse jovem talento que renova a cena cultural do Benim. Daniella Franco, da RFI Opa ou Toussou Paoli, seu verdadeiro nome, tem apenas 24 anos e fez história sendo o primeiro artista do Benin a vencer o Prêmio Descobertas RFI, uma conquista que o deixou "submerso pela emoção", segundo suas palavras. Para MC Solaar "Opa tem algo a mais", qualidade que o destacou em praticamente todos os critérios de seleção. Natural de Bohicon, no Benim, Opa canta em fongbe, francês e inglês. O romantismo ocupa um lugar central em seu repertório, onde retrata relações amorosas, inspira-se em histórias reais e nas próprias experiências para compor canções que combinam sensibilidade e autenticidade. Depois de "Afrocharm", seu segundo EP lançado em 2025, o beninense se prepara para apresentar seu primeiro álbum: um trabalho que o Balada Musical espera destacar muito em breve! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

18/04/2026 • 08:44

Lili Theodora Mbangayo Mujinga tem apenas 22 anos e é um verdadeiro furacão da música pop francesa. Em fevereiro, a "boss lady" se tornou a grande vencedora do Victoires de la Musique 2026 — o mais importante prêmio da indústria musical na França — ao ser indicada em cinco categorias e conquistar quatro delas.  De origem congolesa, Theodora nasceu na Suíça e, com a família, transitou durante a infância por países africanos e europeus até se basear na França, onde é radicada. Essa trajetória marcada por deslocamentos não moldou apenas sua história pessoal, mas também sua estética musical: a pluralidade é uma das marcas mais fortes de suas dançantes composições. Theodora grava seu primeiro single aos 15 anos e seu primeiro EP, "Neptune", aos 17. Dois anos depois, estourou com o hit "Kongolese sous BBL" e lançou seu primeiro álbum, "Bad Boy LoveStory". O segundo disco, Mega BBL, foi o álbum feminino mais vendido na França em 2025, impulsionado por faixas como "Des Mithos", em destaque na Programação Musical da RFI. Para ouvir o podcast, aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

14/03/2026 • 09:10

Baseado em Amsterdã, o grupo Altin Gün (“Era de Ouro”, em turco) mistura rock psicodélico e folk da Turquia para renovar um gênero conhecido como Anatolian rock. Dessa fusão, nasce um som hipnótico e dançante, uma miscelânea de timbres que mergulha o ouvinte em um irresistível “groove oriental”. Daniella Franco, da RFI A história do Altin Gün começou em 2016, quando o baixista holandês Jasper Verhulst fez uma turnê na Turquia e conheceu alguns músicos da formação inicial da banda. Entre eles, Erdinç Ecevit Yıldız e Merve Daşdemir, que deixou o grupo há dois anos. O sexteto estreiou com o álbum, “On”, em 2018, causando um furor na cena indie.  Após a indicação ao Grammy em 2019 na categoria melhor álbum de world music, o Altin Gün investiu em imensas turnês mundiais. Em 2023, a banda contabilizou quase 100 shows pelo pelo planeta na divulgação do álbum "Aşk". A turnê acabou resultando na saída de Merve Daşdemir do grupo. No fim de fevereiro, o Altin Gün lançou seu sexto álbum, "Garip", um trabalho mais maduro e lapidado, composto por dez faixas que alternam momentos dançantes e passagens mais introspectivas. Deste disco, a Programação Musical da RFI escolheu para a sua playlist a faixa "Neredesin Sen". Aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

07/03/2026 • 09:52

Grande representante do afrofuturismo na música, AfrotroniX — ou Caleb Rimtobaye — vem dominando a cena eletrônica com mixagens vanguardistas e performances empoderadas. No início deste ano, ele lançou KÖD: uma obra em que modernidade e tradição se entrelaçam em 27 faixas de pura experimentação. Daniella Franco, da RFI Do Makossa camaronense ao blues touareg, passando pelos cantos da etnia toubou, AfrotroniX percorre a vastidão sonora do continente africano e a funde a batidas eletrônicas pulsantes. Com uma identidade visual e figurinos frequentemente comparados aos de Daft Punk, o artista constrói um universo distópico em que a herança cultural é sua base. Em KÖD, AfrotroniX reúne talentos de diferentes regiões da África, criando um espaço para descoberta e celebração da nova geração. O resultado é uma cartografia sonora singular que transita entre raízes profundas e horizontes em expansão. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

28/02/2026 • 08:25

Impedida de seguir sua carreira artística no Irã, seu país natal, a cantora Aida Nosrat reinventou-se na França, onde construiu uma obra que cruza tradições persas e influências ciganas. Seu primeiro álbum solo, "Common Routes", lançado em janeiro e tema desta edição do Balada Musical, nasce justamente desse encontro e sua paixão pelas duas culturas. Daniella Franco, da RFI Nascida em Teerã em 1984, Aida Nosrat iniciou-se cedo na música: flauta doce aos seis anos, violino aos dez. O talento precoce a levou, aos 17, à Orquestra Sinfônica da capital iraniana, enquanto aprofundava o estudo do canto tradicional persa. Mas, no Irã, jamais pôde construir uma carreira solo — as leis islâmicas proíbem mulheres de se apresentarem sozinhas em público. Em 2016, decide então partir para a França, onde finalmente mergulha de vez na trajetória de cantora. Em Paris, Aida Nosrat mantém viva a tradição musical persa, mas amplia seus horizontes ao mergulhar em outros estilos, como o flamenco e o gypsy jazz — ou manouche, como o gênero é conhecido na França. Ao lado do violonista iraniano Babak, forma uma dupla com a qual lança, em 2016, o álbum "Manushan". Nesse mesmo período, passa a integrar o coletivo feminino de musicistas iranianas exiladas, o "Atine", com quem grava, em 2020, o disco "Persiennes d’Iran" (Persas do Irã”, em tradução livre). Nos últimos anos, Aida Nosrat voltou-se definitivamente para a carreira solo, lançando dois EPs que pavimentaram esse novo caminho. No fim de janeiro, apresentou seu primeiro álbum completo, "Common Routes", pelo selo francês Accords Croisés. A obra — destaque desta edição do Balada Musical — é uma travessia afetiva entre duas matrizes que moldam sua identidade artística: a cultura persa e o universo cigano. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

21/02/2026 • 12:09

Abd Al Malik ou Régis Fayette-Mikano é músico, compositor e cineasta, nascido em Paris, em 1975, de pai e mãe congoleses. No início deste ano, lançou seu segundo longa-metragem, acompanhado de uma engajada trilha sonora. Veterano da cena hip-hop francesa, Abd Al Malik fundou na adolescência o lendário New African Poets, com quem lançou três álbuns, o último deles em 2000. Desde então, passou a investir na carreira solo e seu segundo disco, “Gilbratar”, de 2006, encantou a crítica, fazendo sua carreira deslanchar.  A partir dos anos 2010, Abd Al Malik também começa a se dedicar às produções cinematrográficas. No início deste ano, estreou nos cinemas seu segundo filme, “Furcy, né libre” (“Furcy, nascido livre”), adaptado do livro "L’Affaire de l’esclave Furcy" ("O caso do escravo Furcy"), do escritor franco-argelino Mohammed Aissaoui. O trabalho é embalado pelo álbum “Furcy Héritage”: nove faixas com parcerias de nomes do rap francês, Soprano, Youssoupha, Nèg’ Marrons, entre outros. "Eu sabia que queria fazer um filme amplo, que fosse uma ferramenta cultural, pedagógica mesmo, e de reconciliação. Alguma coisa que nos permita dizer: ‘devemos e podemos superar o fardo da dor da escravização’ e avançar, para construir uma nova França, uma verdadeira nação", disse, em entrevista à RFI.  Para saber mais sobre o trabalho de Abd Al Malik, clique no "play" e aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

14/02/2026 • 07:16

Queen Rima ou Marie Ouria Tolno – seu verdadeiro nome – nasceu em 1997 em Conakry, na Guiné, e é considerada hoje uma das maiores figuras do dancehall da África Ocidental. Primeira mulher a se dedicar a um gênero dominado por homens em seu país, ela venceu em 2025 o prêmio Découvertes da RFI, concurso realizado todos os anos para destacar novos talentos da cena musical do continente africano. A rainha prepara seu primeiro álbum, que deve ser lançado neste ano. A carreira de Queen Rima começou no hip-hop, mas pouco a pouco ela começou a se aventurar em um estilo originário na Jamaica e até então exclusivamente popular entre artistas masculinos na Guiné. A aposta no dancehall deu certo, graças à coragem, à força de sua identidade artística e a uma presença de palco poderosa. A escolha de Marie de cantar em vários idiomas africanos – soussou, pular, wolof – além do francês e do inglês, contribuiu para a sua projeção para além das fronteiras de seu país.  Além de vanguardista no dancehall, Queen Rima é também a rainha do empoderamento feminino na Guiné. Nas letras de suas músicas, ela denuncia as discriminações e as injustiças que vivem as suas conterrâneas, seja na sociedade ou no universo artístico: dificuldades que ela mesma enfrentou. O tema é abordado nas faixas "Boss up" e "Badman", que você pode conferir nesta edição do Balada Musical.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

07/02/2026 • 09:02

La Mverte, ou Alexandre Berly, é um jovem músico, compositor e DJ francês da cena eletrônica parisiense. Ele começou a se destacar dentro do particular universo musical da cold wave e do synth pop há pouco mais de dez anos e acaba de lançar seu segundo álbum, o hipnotizante “Media Nocte”.  Berly lançou seu primeiro EP em 2014, "Through the Circles", e deslanchou três anos depois com seu primeiro álbum em 2017, "The Inner Out". Habitué das pistas obscuras parisienses, La Mverte também confere uma dimensão cinematográfica a seu trabalho, como se suas composições fossem pensadas para serem trilhas sonoras de filmes.  Essa característica se torna ainda mais evidente em “Media Nocte”, disco lançado em janeiro pelo selo Canto V. Faixas como “Another Vampire Story” são verdadeiras viagens sonoras que levam o ouvinte a transitar entre o sonho, o mistério e a melancolia noturna.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

31/01/2026 • 09:59

Projeto da francesa Melody Prochet, Melody’s Echo Chamber acaba de lançar seu novo álbum, "Unclouded". No trabalho, a artista apresenta 12 belas faixas em que mostra ter superado um início de carreira difícil e inaugurado uma fase promissora. Melody’s Echo Chamber foi concebido em 2010, quando Melody Prochet liderava a banda My Bee’s Garden e abria os shows do Tame Impala. A parceria na música e no amor com Kevin Parker, vocalista deste icônico grupo australiano, rendeu um belo primeiro disco. No entanto, boatos apontam que a ruptura foi traumática para ambos, seguida por uma série de percalços na vida da francesa. Recuperada da decepção amorosa, mais madura e com a criatividade à toda potência, o novo trabalho de Melody’s Echo Chamber promete alcançar o espaço que a artista sempre mereceu. Pop psicodélico, guitarras flutuantes, sintetizadores vintage e a voz etérea de Prochet que conduzem o público por um universo sonoro íntimo, luminoso e profundamente renovado.  *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

24/01/2026 • 09:14

Na estrada há 20 anos, o franco-senegalês Abou Tall se tornou um dos grandes representantes de um movimento de artistas no rap e no r&b francês apaixonados por ritmos brasileiros. Desde sua primeira viagem ao Brasil, em 2017, o músico desenvolveu uma profunda paixão pela bossa nova.  Abou Tall lançou em dezembro de 2025 seu terceiro álbum solo, "Monsieur Saudade II", em que segue explorando esse sentimento definido por uma palavra sem tradução em outras línguas, ou "uma nostalgia sem sofrimento", como explicou em entrevista à RFI. Em algumas faixas do disco, como "Baby Girl", também é possível ouvir Abou Tall se aventurando a cantar algumas frases em português.  Já a canção "Ronaldinho", interpretada junto ao músico francês Warren Saada, virou um videoclipe, gravado no Rio de Janeiro. A faixa, que nada tem a ver com futebol, fala de uma história de amor e de uma misteriosa brasileira que “driblou” Abou Tall. Tudo isso regado a um sample do clássico "Mas Que Nada", de Jorge Ben Jor. Para ouvir o podcast na íntegra, dê o play e aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

17/01/2026 • 10:21

Nesta primeira edição do Balada Musical de 2026, celebramos o talento e a trajetória de Flore Benguigui, cantora e compositora francesa que marcou uma geração de fãs como a voz da banda L’Impératrice ao longo de nove anos. Após encerrar esse ciclo marcado por violências psicológicas, a artista inicia uma nova fase, resgatando sua essência e abrindo caminhos para uma história renovada na música. Flore Benguigui iniciou sua formação musical ainda criança, estudando violoncelo e piano. Na adolescência, descobriu o jazz e se apaixonou por Chet Baker e Nat King Cole. Esse encanto a levou ao conservatório e, em seguida, aos palcos de clubes parisienses. Mesmo durante os nove anos em que foi vocalista da banda L’Impératrice, Flore nunca abandonou sua profunda ligação com o jazz. No último mês de dezembro, a cantora lançou um single em parceria com o coletivo The Sensible Notes, marcando o início de uma nova fase em sua carreira. Como cartão de visitas desse projeto, duas releituras: “Dis, quand reviendras-tu?”, de Barbara, e “More Understanding Than a Man”, de Margo Guryan, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

03/01/2026 • 08:20

Nesta edição especial do Balada Musical, apresentamos os dez melhores álbuns de 2025 — alguns deles já em destaque na Programação Musical da RFI. Da ousadia de Rosalía ao rap latino irresistível de Bad Bunny, passando pela energia excêntrica do Wet Leg e pelo afro‑rock vibrante do Baiana System, embarque numa viagem pelos sons que marcaram o ano.  Daniella Franco, da RFI 2025 teve protagonismo feminino no pop e a volta do rock à cena musical. Já em janeiro, um dos álbuns mais aclamados pela crítica, "Eusexua", da britânica FKA Twigs, dava o tom da temporada. Mas foi "Lux", de Rosalía, que conquistou definitivamente a crítica, ao combinar música clássica, eletrônica e flamenco em um dos discos mais provocativos do ano. No rap, “Debí Tirar Más Fotos” consolidou o portorriquenho Bad Bunny como um ícone mundial da música latina. Ele divide o pódio com “Lotus”, o sexto álbum da brilhante artista britânica Little Simz. Do Reino Unido também vêm o melhor disco de indie do ano, “Moisturizer”, do Wet Leg, mas também “Who Let The Dogs Out”, das rainhas do punk Lambrini Girls.  A crítica internacional não deixou de destacar dois dos melhores lançamentos brasileiros: "Um Mar Para Cada Um", de Luedji Luna, e "O Mundo Dá Voltas", da Baiana System. Para conferir a lista completa dos discos que marcaram 2025, aperte o play e aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

27/12/2025 • 12:49

O trio francês LEJ volta aos holofotes, dez anos após conquistar o público com o remix “Summer 2015”, que ultrapassou a marca de quase 100 milhões de visualizações no YouTube graças à releitura vibrante de “Lean On”, de Major Lazer, MØ e DJ Snake. Mais maduras e com total liberdade criativa, Lucie, Elisa e Juliette acabam de lançar seu quinto álbum e se preparam para uma extensa turnê pela França em 2026. Formado ainda na pré-escola, em Saint-Denis, na periferia de Paris, LEJ é antes de tudo uma história de três décadas de amizade que se transformou em música. Essa cumplicidade se reflete em uma trajetória marcada pela ousadia: o trio mistura pop, chanson française e R&B com música clássica e eletrônica, criando uma sonoridade única que conquistou fãs dentro e fora da França. O novo trabalho, “S’aimer, c’est une galère” (“amar-se é uma luta”, em tradução livre), é descrito pelas artistas como um disco íntimo e geracional. As faixas abordam tanto a relação de Lucie, Elisa e Juliette com o mundo quanto experiências comuns entre os jovens adultos franceses. Um exemplo é “Tic-Tac”, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist. O título transforma em humor e leveza os desafios financeiros do dia a dia, reafirmando a capacidade do trio de transformar dificuldades em uma música contagiante. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

13/12/2025 • 08:18

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