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Universo Generalista

O economista Caio Huck Spirandelli conversa com especialistas e pesquisadores de diversas áreas científicas com o propósito de inspirar e avançar debates interdisciplinares.

Músicas

Entrevista original foi feita em inglês. Esse episódio é a leitura da transcrição traduzida (feita por IA). Áudio original em inglês, com legendas em português, você encontra no episódio UG#136a.A Ciência da Leitura não é uma filosofia ou uma tendência passageira — é um conjunto de pesquisas que abrange mais de cinco décadas. Nesta entrevista, Donna Hejtmanek, educadora veterana com quase 50 anos de experiência, explica por que as abordagens dominantes de "Método Global" e "Balanced Literacy" (Alfabetização Equilibrada) levaram a um declínio nos índices de alfabetização e por que uma mudança para a Alfabetização Estruturada é uma necessidade científica.Nos aprofundamos na neurociência cognitiva de como o cérebro realmente aprende a ler, explorando o trabalho de pesquisadores como Stanislas Dehaene e Linnea Ehri. Discutimos o "Milagre do Mississippi" e por que milhares de professores estão vivenciando um "despertar" profissional ao abandonarem os métodos baseados em advinhação (como o método das três pistas) e adotarem o ensino explícito de fonética, mapeamento ortográfico e os cinco pilares da leitura.Donna Hejtmanek é professora de educação especial aposentada e uma importante defensora da alfabetização. Ela é a fundadora da enorme comunidade do Facebook "Science of Reading—What I Should Have Learned in College" (A Ciência da Leitura — O Que Eu Deveria Ter Aprendido na Faculdade), que se tornou um centro global para educadores em transição para práticas baseadas em evidências.*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links ***FB Group - Science of Reading: What I Should Have Learned in CollegeThe Reading LeagueInternational Dyslexia AssociationReading RocketsCOX CampusNational Council on Teacher Quality (NCTQ)Para mais materiais:https://docs.google.com/document/d/1FMa1GR2UaCD1uGVv3H2TuWprbEaC55IMoCWKsenT19s/edit?tab=t.0

29/01/2026 • 35:56

A Ciência da Leitura não é uma filosofia ou uma tendência passageira — é um conjunto de pesquisas que abrange mais de cinco décadas. Nesta entrevista, Donna Hejtmanek, educadora veterana com quase 50 anos de experiência, explica por que as abordagens dominantes de "Método Global" e "Balanced Literacy" (Alfabetização Equilibrada) levaram a um declínio nos índices de alfabetização e por que uma mudança para a Alfabetização Estruturada é uma necessidade científica.Nos aprofundamos na neurociência cognitiva de como o cérebro realmente aprende a ler, explorando o trabalho de pesquisadores como Stanislas Dehaene e Linnea Ehri. Discutimos o "Milagre do Mississippi" e por que milhares de professores estão vivenciando um "despertar" profissional ao abandonarem os métodos baseados em advinhação (como o método das três pistas) e adotarem o ensino explícito de fonética, mapeamento ortográfico e os cinco pilares da leitura.Donna Hejtmanek é professora de educação especial aposentada e uma importante defensora da alfabetização. Ela é a fundadora da enorme comunidade do Facebook "Science of Reading—What I Should Have Learned in College" (A Ciência da Leitura — O Que Eu Deveria Ter Aprendido na Faculdade), que se tornou um centro global para educadores em transição para práticas baseadas em evidências.*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links ***FB Group - Science of Reading: What I Should Have Learned in CollegeThe Reading LeagueInternational Dyslexia AssociationReading RocketsCOX CampusNational Council on Teacher Quality (NCTQ)Para mais materiais:https://docs.google.com/document/d/1FMa1GR2UaCD1uGVv3H2TuWprbEaC55IMoCWKsenT19s/edit?tab=t.0

26/01/2026 • 62:52

Caio Huck Spirandelli conversa com João Ribeiro, psicólogo em formação e estudioso da filosofia da psicologia, em um diálogo que atravessa alguns dos debates mais importantes, e frequentemente mal compreendidos, da psicologia contemporânea. A partir de sua trajetória pessoal e do interesse por bases conceituais, João explica por que distinguir ciência básica, ciência aplicada e prática profissional é fundamental para compreender o que realmente está em jogo quando falamos de Prática Baseada em Evidências (PBE).A conversa mergulha nos limites e possibilidades da quantificação, na dependência dos autorrelatos, na diferença entre explicar comportamentos por “causas” ou “razões” e na dificuldade de unificar teorias em uma disciplina tão plural quanto a psicologia. Nesse cenário, Caio e João analisam o papel das redes sociais na amplificação de ruídos e simplificações e discutem como certas disputas, especialmente em torno da psicanálise, acabam mais pautadas por rótulos do que por análise séria. João argumenta que termos como pseudociência e cientificismo são úteis, mas frequentemente aplicados de forma imprecisa e pouco produtiva.O diálogo também percorre novas abordagens e revisões dentro da psicologia evolucionista, do enativismo e da psicologia ecológica, destacando como a compreensão do comportamento humano depende de múltiplas lentes, métodos e níveis de análise, desde a investigação conceitual até evidências empíricas e perspectivas antropológicas.Links:⁠Instagram - João Ribeiro (⁠@psi.joaoribeiro)⁠Grupo de Estudos PensandoPsi⁠⁠Substack - João Ribeiro⁠*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠PIX: universogeneralista@gmail.com

25/11/2025 • 98:26

Caio Huck Spirandelli recebe Simone Benedetti, professora e pesquisadora independente, para uma conversa contundente sobre a crise da alfabetização no Brasil e o impacto da pseudociência na educação.Partindo do caso do Mississippi, que revolucionou sua educação adotando o ensino fonético, discutimos por que o Brasil insiste em métodos ineficazes, baseados em teorias pedagógicas ultrapassadas e desconectadas da ciência. Simone explica como décadas de políticas educacionais guiadas por ideologia — e não por evidências — criaram gerações de estudantes que chegam ao ensino médio sem saber ler e escrever de forma funcional.A conversa também aborda o papel das universidades, da BNCC e dos cursos de pedagogia na perpetuação de modelos falhos, além da urgência de uma educação baseada em evidências científicas. Falamos sobre os efeitos cognitivos da alfabetização, o impacto da tecnologia na atenção e como a falta de letramento compromete o desenvolvimento humano, social e econômico do país.Entre crítica e esperança, Simone e Caio exploram caminhos possíveis para reconstruir a educação brasileira — e mostram por que alfabetizar bem é o primeiro passo para transformar o futuro do Brasil.Links:⁠Instagram - Profa. Simone Benedetti⁠⁠⁠Livro - A Falácia Socioconstrutivista: Por que os alunos brasileiros deixaram de aprender a ler e escrever (Simone Benedetti)⁠⁠Livro - Contra o Antiensino da Língua Portuguesa (Simone Benedetti)⁠⁠O Milagre da Alfabetização no Mississippi - Link 1 - Link 2 - Link 3 - Link 4⁠*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠PIX: universogeneralista@gmail.com

28/10/2025 • 59:02

Entrevista original foi feita em inglês. Esse episódio é a leitura da transcrição traduzida (feita por IA). Áudio original em inglês, com legendas em português, você encontra no episódio UG#135a.Nesta entrevista, a Dra. Ashley T. Rubin explica por que a normatividade não substitui a teoria, abordando como o ativismo está moldando cada vez mais a pesquisa acadêmica nas ciências sociais. Ela identifica questões críticas como o uso indevido de jargões, a linha tênue entre pesquisa acadêmica e militância, e a erosão dos padrões científicos devido a pressões ideológicas. Ao examinar termos como "estado carcerário", "complexo prisional-industrial" e "descolonização", ela destaca como a linguagem ambígua pode distorcer a pesquisa acadêmica e induzir a formulação de políticas a erro. Ashley pede uma ênfase renovada no rigor metodológico e na clareza teórica, alertando contra deixar que o ativismo político dite a investigação científica. Se você está preocupado com a integridade da pesquisa acadêmica, o papel do ativismo na pesquisa acadêmica ou o futuro das ciências sociais, esta conversa oferece insights vitais.*** Apoie o Canal ***Apoio mensal: ⁠⁠⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠⁠⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links ***⁠Artigo - Normatividade não substitui teoriaSite da Dra. Ashley Rubin

14/10/2025 • 79:26

Nesta entrevista, a Dra. Ashley T. Rubin explica por que a normatividade não substitui a teoria, abordando como o ativismo está moldando cada vez mais a pesquisa acadêmica nas ciências sociais. Ela identifica questões críticas como o uso indevido de jargões, a linha tênue entre pesquisa acadêmica e militância, e a erosão dos padrões científicos devido a pressões ideológicas. Ao examinar termos como "estado carcerário", "complexo prisional-industrial" e "descolonização", ela destaca como a linguagem ambígua pode distorcer a pesquisa acadêmica e induzir a formulação de políticas a erro. Ashley pede uma ênfase renovada no rigor metodológico e na clareza teórica, alertando contra deixar que o ativismo político dite a investigação científica. Se você está preocupado com a integridade da pesquisa acadêmica, o papel do ativismo na pesquisa acadêmica ou o futuro das ciências sociais, esta conversa oferece insights vitais.*** Apoie o Canal ***Apoio mensal: ⁠⁠⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠⁠⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links ***⁠Artigo - Normatividade não substitui teoriaSite da Dra. Ashley Rubin

14/10/2025 • 71:01

Entrevista original foi feita em inglês. Esse episódio é a leitura da transcrição traduzida (feita por IA). Áudio original em inglês, com legendas em português, você encontra no episódio UG#134a.O Neotradicionalismo e a Teoria da Decolonialidade são semelhantes? Nesta entrevista instigante, o Dr. George Hull, professor sênior de Filosofia na Universidade da Cidade do Cabo, mergulha profundamente nos surpreendentes paralelos entre essas duas estruturas ideológicas. Explorando o conceito de etnonacionalismo epistêmico, ele explica como ambas as escolas de pensamento vinculam conhecimento, valores e identidade ao pertencimento cultural e étnico.Examinamos como figuras como Alexandr Dugin e teóricos decoloniais como Walter Mignolo e Aníbal Quijano desafiam a modernidade, o liberalismo e o universalismo, levantando questões críticas sobre relativismo cultural, policiamento de identidade e liberdade acadêmica.O Dr. George Hull é professor sênior de Filosofia na Universidade da Cidade do Cabo (UCT), África do Sul. Ele lecionou amplamente nas áreas de filosofia da raça, filosofia política, ética e idealismo alemão. O Dr. Hull editou diversos livros, incluindo "Debating African Philosophy: Perspectives on Identity, Decolonial Ethics and Comparative Philosophy" (Routledge, 2019) e "The Equal Society" (Lexington Books, 2015).*** Apoie o Canal ***Apoio mensal:⁠⁠⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠⁠⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links ***⁠Artigo: ⁠"Etnonacionalismo epistêmico: policiamento identitário no neotradicionalismo e na teoria da decolonialidade"⁠⁠⁠⁠⁠Livro editado: ⁠"Decolonização Intelectual: Perspectivas Críticas"⁠⁠⁠⁠⁠⁠Canal do YouTube "Beyond Decoloniality"⁠⁠

30/09/2025 • 63:03

O Neotradicionalismo e a Teoria da Decolonialidade são semelhantes? Nesta entrevista instigante, o Dr. George Hull, professor sênior de Filosofia na Universidade da Cidade do Cabo, mergulha profundamente nos surpreendentes paralelos entre essas duas estruturas ideológicas. Explorando o conceito de etnonacionalismo epistêmico, ele explica como ambas as escolas de pensamento vinculam conhecimento, valores e identidade ao pertencimento cultural e étnico.Examinamos como figuras como Alexandr Dugin e teóricos decoloniais como Walter Mignolo e Aníbal Quijano desafiam a modernidade, o liberalismo e o universalismo, levantando questões críticas sobre relativismo cultural, policiamento de identidade e liberdade acadêmica.O Dr. George Hull é professor sênior de Filosofia na Universidade da Cidade do Cabo (UCT), África do Sul. Ele lecionou amplamente nas áreas de filosofia da raça, filosofia política, ética e idealismo alemão. O Dr. Hull editou diversos livros, incluindo "Debating African Philosophy: Perspectives on Identity, Decolonial Ethics and Comparative Philosophy" (Routledge, 2019) e "The Equal Society" (Lexington Books, 2015).*** Apoie o Canal ***Apoio mensal:⁠⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links ***⁠Artigo: "Etnonacionalismo epistêmico: policiamento identitário no neotradicionalismo e na teoria da decolonialidade"⁠⁠Livro editado: "Decolonização Intelectual: Perspectivas Críticas"⁠⁠Canal do YouTube "Beyond Decoloniality"⁠

30/09/2025 • 65:56

No novo episódio do Universo Generalista, Caio Huck Spirandelli recebe o divulgador científico Celso J. Jornão, criador da página Evolução e Cultura, para uma conversa sobre a relação entre evolução biológica, evolução cultural e o conceito de cérebro coletivo.Da autodomesticação humana às diferenças de desenvolvimento entre sociedades, exploramos como a cultura molda não apenas o comportamento, mas também a biologia da nossa espécie. Discutimos o mito do gênio heroico, mostrando que as grandes inovações raramente surgem de indivíduos isolados, mas sim de redes sociais amplas, onde o conhecimento se acumula e se transmite ao longo das gerações.Falamos sobre o papel da geografia na expansão cultural, o impacto da educação e da nutrição no aumento da inteligência coletiva e os exemplos históricos que explicam por que países como Coreia do Sul e Japão se tornaram centros de inovação tecnológica, enquanto outros permaneceram estagnados.A conversa também mergulha em temas contemporâneos: o “roubo de cérebros” pelos Estados Unidos, a ascensão da China como potência científica e os riscos da inteligência artificial para a criatividade e para o aprendizado humano.Celso destaca como a inteligência deve ser entendida como um fenômeno emergente do coletivo, e não como atributo de indivíduos isolados — uma mudança de perspectiva que ajuda a compreender tanto a história da humanidade quanto os desafios do futuro.Links mencionados:Instagram - Evolução e Cultura⁠Podcast - Evolução e Cultura*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:https://apoia.se/podcastuniversogeneralistaPIX: universogeneralista@gmail.com

16/09/2025 • 95:34

Entrevista original foi feita em inglês. Esse episódio é a leitura da transcrição traduzida (feita por IA). Áudio original em inglês, com legendas em português, você encontra no episódio UG#133a.Por que a violência contra as mulheres persiste na América Latina, mesmo com o avanço da igualdade de gênero? Nesta conversa perspicaz, o economista Caio Huck Spirandelli entrevista a Dra. Alice Evans, cientista social do King's College London, para explorar as raízes complexas do feminicídio e da violência de gênero na América Latina. Eles discutem como fatores como desigualdade, fraca capacidade estatal, normas patriarcais, influência da mídia e violência em geral se entrelaçam para criar esse paradoxo. Com base em pesquisas comparativas, a Dra. Evans explica por que a América Latina continua sendo uma exceção nas taxas de feminicídio, apesar das mudanças culturais em direção à igualdade de gênero. Se você tem interesse em entender as causas mais profundas da violência contra as mulheres — além de explicações simples — esta entrevista oferece uma análise instigante.*** Apoie o Canal ***Apoio mensal:⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links da Entrevista ***Por que tantas mulheres latino-americanas são espancadas e assassinadas? (Dra. Alice Evans)Por que os homicídios são tão altos na América Latina? (Dra. Alice Evans)Podemos rastrear a grande divergência de gênero na TV? (Dra. Alice Evans)Substack da Dra. Alice Evans

02/09/2025 • 86:58

Por que a violência contra as mulheres persiste na América Latina, mesmo com o avanço da igualdade de gênero? Nesta conversa perspicaz, o economista Caio Huck Spirandelli entrevista a Dra. Alice Evans, cientista social do King's College London, para explorar as raízes complexas do feminicídio e da violência de gênero na América Latina. Eles discutem como fatores como desigualdade, fraca capacidade estatal, normas patriarcais, influência da mídia e violência em geral se entrelaçam para criar esse paradoxo. Com base em pesquisas comparativas, a Dra. Evans explica por que a América Latina continua sendo uma exceção nas taxas de feminicídio, apesar das mudanças culturais em direção à igualdade de gênero. Se você tem interesse em entender as causas mais profundas da violência contra as mulheres — além de explicações simples — esta entrevista oferece uma análise instigante.*** Apoie o Canal ***Apoio mensal:⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠PIX: universogeneralista@gmail.com*** Links da Entrevista ***Por que tantas mulheres latino-americanas são espancadas e assassinadas? (Dra. Alice Evans)Por que os homicídios são tão altos na América Latina? (Dra. Alice Evans)Podemos rastrear a grande divergência de gênero na TV? (Dra. Alice Evans)Substack da Dra. Alice Evans

02/09/2025 • 80:27

No segundo episódio do novo quadro do Universo Generalista, Caio Huck Spirandelli conversa com Junior Martins Piradju, companheiro de antigas vivências no espaço autônomo Casa da Lagartixa Preta, em Santo André. A partir dessa experiência coletiva que marcou toda uma geração, a conversa mergulha na cultura da viagem alternativa e na diferença entre “viajar” e “fazer turismo”.De caronas em postos de gasolina à vida como artista de rua, Júnior relata suas estratégias para cruzar o Brasil e a América Latina, passando por 20 estados brasileiros e países como Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Argentina. A Bolívia, onde viveu por mais de um ano e meio, aparece como centro da narrativa — da bioconstrução em Samaipata às memórias de Potosí e suas camadas coloniais, das resistências indígenas à experiência de jogar futebol em povoados isolados a mais de 4.000 metros de altitude.A conversa também traz reflexões sobre o papel das redes de coletivos anarquistas, a hospitalidade na estrada, a troca de saberes práticos (bioconstrução, agroecologia, artes circenses) e o contraste entre a lógica do “turismo de Instagram” e a perspectiva de uma viagem baseada em reciprocidade, aprendizado e ancestralidade. Discutimos ainda os desafios de registrar essas experiências em tempos de redes sociais e como equilibrar a exposição digital com a preservação do sentido coletivo.Links mencionados:O que foi a Casa da Lagartixa Preta ⁠⁠https://www.youtube.com/watch?v=zXHYATEdTKo⁠Da Militância Anarquista para a Divulgação Científica https://www.youtube.com/live/lVCEUZCrXYUGestão de Espaços Autônomos (PDF) https://universogeneralista.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Gestao-de-Espacos-Autonomos.pdfSuperando o Turiso - Texto de Hakim Bey https://revistacarbono.com/artigos/08-hakimbey-michaelhughes/Perfil do Júnior no Instagram https://www.instagram.com/ibuviajero/*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:https://apoia.se/podcastuniversogeneralistaPIX: universogeneralista@gmail.com

24/08/2025 • 98:09

No primeiro episódio do novo quadro do Universo Generalista, Caio Huck Spirandelli recebe o psicólogo Felipe Novaes para uma conversa livre sobre os rumos da ciência, da educação e da produção de conteúdo na era digital.Do Substack ao conceito de enchitificação (o “bosteamento” das plataformas), exploramos como a pressão por quantidade pode esmagar a qualidade, tanto no ambiente acadêmico quanto nas redes sociais. Discutimos ainda o fenômeno da “internet morta”, o uso de inteligência artificial na escrita e as estratégias para sobreviver em um ecossistema onde o algoritmo dita as regras.Falamos sobre fake news, o alarmismo midiático e a falta de espaço para perspectivas baseadas em vigilância epistêmica, citando trabalhos de pesquisadores como Dan Williams e Sander van der Linden. A conversa também mergulha na resistência a ideias contraintuitivas no meio acadêmico, a erosão da hierarquia aluno-professor e a tese de Bryan Caplan sobre educação como sinalização de competência.Felipe comenta um texto de Geoffrey Miller sobre como as regras atuais expulsariam gênios como Newton ou Einstein, e relembra o caso James Damore no Google para ilustrar como sistemas de conformidade desincentivam visões divergentes.Links mencionados:Substack do Felipe Novaes ⁠⁠https://substratos.substack.com/⁠Perfil do Dan Williams no Substack – https://danielwilliamsphilosophy.substack.comSander van der Linden – Cambridge University – https://www.psychol.cam.ac.uk/people/sander-van-der-lindenLivro “Foolproof” (Sander van der Linden) – https://www.penguinrandomhouse.com/books/707576/foolproof-by-sander-van-der-linden/Bryan Kaplan – “The Case Against Education” – https://www.princetonupress.com/books/paperback/9780691196451/the-case-against-educationGeoffrey Miller – “Spent” (Darwin Goes Shopping) – https://www.penguinrandomhouse.com/books/115409/spent-by-geoffrey-miller/Caso James Damore (Google Memo) – https://www.documentcloud.org/documents/3914586-Googles-Ideological-Echo-Chamber.htmlAshley T. Rubin – artigo “Normativity Is Not a Replacement for Theory” – https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/00027162231181938*** APOIE O CANAL ***Apoio mensal:https://apoia.se/podcastuniversogeneralistaPIX: universogeneralista@gmail.com

10/08/2025 • 103:34

Episódio com narração da transcrição em português.Neste episódio, temos o privilégio de receber a Dra. Alice Evans, em sua primeira entrevista exclusiva no Brasil, para uma profunda discussão sobre as dinâmicas de gênero ao redor do mundo.Abordamos temas cruciais como a necessidade de manter o ego distante da pesquisa científica e exploramos as nuances entre patriarcado e matriarcado, bem como as forças subjacentes que dão forma a esses sistemas. Ao nos aprofundarmos nas sociedades patrilineares e matrilineares, ganhamos uma compreensão mais profunda de como homens e mulheres se percebem e interagem entre si, influenciados por uma miríade de fatores.A Dra. Alice compartilha valiosas observações de suas jornadas etnográficas pelos seis continentes, onde mergulhou em comunidades diversas para decifrar as raízes das variações culturais em relação ao gênero. Ela também destaca culturas que têm avançado na igualdade de gênero e sugere rotas que outras podem adotar para alcançar resultados semelhantes.Dra Alice Evans é professora sênior em Ciências Sociais do Desenvolvimento no Kings College London e professora visitante na Universidade de Toronto. Ela está escrevendo um livro chamado 'A Grande Divergência de Gênero': por que todas as sociedades se tornaram mais iguais em gênero, e por que algumas são mais iguais do que outras?”. Ela já publicou sobre gênero, urbanização, os impulsionadores de mudanças sociais, desigualdade e redes globais de produção. Além do seu blog e substack, ela tem um podcast que se chama "Rocking our Priors" (“Sacudindo Nossos Pressupostos” em tradução livre) onde ela compartilha seus últimos estudos e atualiza suas hipóteses sobre as variáveis que moldam as relações de gênero em sociedades humanas. ----------- REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO ----------Alice Evans: Livro - Site e Blog - Substack - Podcast - ArtigosLivro - Capable Women, Incapable States: Negotiating Violence and Rights in IndiaLivro - Violent Intimacy: Family Harmony, State Stability, and Intimate Partner Violence in Post-Socialist ChinaLivro - Power and Progress: Our Thousand-Year Struggle Over Technology and ProsperityArtigo - Agrarian Origins of Individualism and CollectivismArtigo - How are Gender Norms Perceived?The Myth of Man the Hunter: Women’s contribution to the hunt across ethnographic contexts ------------------ Apoie o Canal! ------------Contribuição mensal: ⁠apoia.se/podcastuniversogeneralistaPIX: universogeneralista@gmail.com------------------ Nossas Redes ------------------⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ -

07/05/2025 • 85:30

Kavish Chetty é estudante de doutorado no Departamento de Estudos Literários Ingleses da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul. Seus interesses de pesquisa incluem literatura africana e a história da descolonização intelectual na África. Ele trabalhou como jornalista cultural por muitos anos, mais recentemente como crítico de cinema do Sunday Times.*** Apoie o Canal ***Apoio mensal:https://apoia.se/podcastuniversogeneralistaPIX: universogeneralista@gmail.com*** Referências ***Lista de pensadores mencionados (em ordem alfabética):Aijaz Ahmad - Amílcar Cabral - Aníbal Quijano - Arif Dirlik - Audre Lorde - Ayi Kwei Armah - Bessie Head - Biodun Jeyifo - Boaventura de Souza Santos - C. Wright Mills - Chinua Achebe - Chinweizu Ibekwe - Dipesh Chakrabarty - Dilip Parameshwar Goankar - Edward Said - Fredric Jameson - Frantz Fanon - Gayatri Spivak - Homi K. Bhabha - J. Sai Deepak - Jonathan Jansen - Julius Nyerere - Joseph-Achille Mbembe - Kwame Anthony Appiah - Kwame Nkrumah - Kwasi Wiredu - Mogobe Ramose - Nelson Maldonado-Torres - Neil Lazarus - Ngũgĩ wa Thiong'o - Olúfẹ́mi Táíwò - Paulin J. Hountondji - Ramón Grosfoguel - Reverend Attoh-Ahuma - Sabelo J. Ndlovu-Gatsheni - Samuel Ajayi Crowther - Samir Amin - Silvia Rivera Cusicanqui - Steve Biko - Toyin Omoyeni Falola - Tsitsi Dangarembga - Walter Mignolo - Walter Rodney - Yambo Ouologuem

12/02/2025 • 161:36

Legendas : Português PT-BRKavish Chetty é estudante de doutorado no Departamento de Estudos Literários Ingleses da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul. Seus interesses de pesquisa incluem literatura africana e a história da descolonização intelectual na África. Ele trabalhou como jornalista cultural por muitos anos, mais recentemente como crítico de cinema do Sunday Times.*** Apoie o Canal ***Apoio mensal:https://apoia.se/podcastuniversogeneralistaPIX: universogeneralista@gmail.com*** Referências ***Lista de pensadores mencionados (em ordem alfabética):Aijaz Ahmad - Amílcar Cabral - Aníbal Quijano - Arif Dirlik - Audre Lorde - Ayi Kwei Armah - Bessie Head - Biodun Jeyifo - Boaventura de Souza Santos - C. Wright Mills - Chinua Achebe - Chinweizu Ibekwe - Dipesh Chakrabarty - Dilip Parameshwar Goankar - Edward Said - Fredric Jameson - Frantz Fanon - Gayatri Spivak - Homi K. Bhabha - J. Sai Deepak - Jonathan Jansen - Julius Nyerere - Joseph-Achille Mbembe - Kwame Anthony Appiah - Kwame Nkrumah - Kwasi Wiredu - Mogobe Ramose - Nelson Maldonado-Torres - Neil Lazarus - Ngũgĩ wa Thiong'o - Olúfẹ́mi Táíwò - Paulin J. Hountondji - Ramón Grosfoguel - Reverend Attoh-Ahuma - Sabelo J. Ndlovu-Gatsheni - Samuel Ajayi Crowther - Samir Amin - Silvia Rivera Cusicanqui - Steve Biko - Toyin Omoyeni Falola - Tsitsi Dangarembga - Walter Mignolo - Walter Rodney - Yambo Ouologuem

05/02/2025 • 186:53

Existe muito ruído quando o assunto é computação quântica. Por isso, nesse episódio, trouxemos a física, que trabalha com computação quântica, Bruna Shinohara, para esclarecer alguns pontos e nos ajudar a colocar o pé no chão. Conversamos sobre a diferença entre computadores clássicos e computadores quânticos, as vantagens e aplicações que a computação quântica pode trazer, os diferentes modelos de computadores, qubits e os desafios de dar estabilidade a eles, a importância do entrelaçamento quântico, os caminhos para atuar na programação de algoritmos quânticos e muito mais. Bruna Shinohara fez graduação e mestrado em física na Universidade Federal do ABC e doutorado em física na USP, pesquisando Computação Quântica Topológica com período sanduíche na Universidade de Copenhagen. Atualmente é staff scientist de computação quântica na CMC Microsystems, Canadá. ---------- REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO --------- Bruna Shinohara: Site Pessoal - Github - Instagram (Livro) Incerteza Quântica: Os mistérios de uma teoria e a nova era da informação (Livro) Quantum Computation and Quantum Information (Vídeo) O Mapa da Computação Quântica (Vídeo) Explicação do Emaranhamento Quântico - Como realmente funciona? ------------------ Apoie o Canal! ------------ Apoia.se ⁠⁠ ------------------ Nossas Redes ------------------ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitter⁠⁠⁠⁠⁠⁠ -------- Tratamento de áudio ----------- Allan Spirandelli: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠Spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠ -------- ASSUNTOS DO EPISÓDIO ------- (0:00) Introdução (1:02) Currículo de Bruna Shinohara (4:00) Computadores Clássicos vs Computadores Quânticos (8:23) O paralelismo quântico e a velocidade da Computação Quântica (10:35) Usos da Computação Quântica: já é realidade? (16:21) Objetivos e promessas (21:28) Modelos de computadores quânticos (25:56) O entrelaçamento de Qubits (27:14) Desafios e fontes de erros na Computação Quântica (30:21) Desenvolvimento tecnológico descentralizado (32:15) O papel da programação e algorítmos na computação quânticos (34:40) Entendendo e trabalhando com algorítimos quânticos (38:27) Como começar na área de Computação Quântica? (40:21) Algorítmos e softwares: iniciativas além das startups (43:08) Computação Quântica poder ser inviável? (48:57) O Futuro com a Computação Quântica (56:34) Projeto mais promissor de Computação Quântica 1:00:22) Ignore Michio Kaku e dicas para entender Física Quântica

03/02/2025 • 65:26

Ana Paula Andrade Gomes Quixadá Carneiro é doutora em Difusão do Conhecimento pela Universidade Federal da Bahia com período de doutorado-sanduíche no Hospital Spaulding, afiliado à Harvard Medical School. Mestre em Tecnologias em Saúde, Bacharel em Fisioterapia pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Tem experiência como professora e pesquisadora nas áreas de Análise do Movimento Humano, Metodologia Científica, Biomecânica, Postura e Dor, atuando principalmente nos seguintes temas: complexidade do movimento humano e análise cinemática. José Garcia Vivas Miranda possui graduação em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestrado em Física pela Universidade Federal da Bahia e doutorado em Ciencias Ambientais - Universidad de La Coruña. Atuou como pesquisador em regime de pós-doutoramento em duas ocasiões na universidade de La Coruña e uma vez na Universidade de Harvard. Atualmente é professor da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de sistemas complexos, com ênfase em modelos computacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: fractais, redes complexas, modelos computacionais, neurociência e biomecânica. ----------- REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO ---------- Lattes - José Garcia Vivas Miranda Lattes - Ana Paula Quixadá Livro de Introdução à Complexidade do Movimento Humano Congresso Internacional de Sistemas Complexos Grupo de pesquisa NITRE ------------------ Apoie o Canal! ------------ Contribuição mensal: ⁠apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com ------------------ Nossas Redes ------------------ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitter⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ -------- Tratamento de áudio ----------- Allan Spirandelli: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ -------- ASSUNTOS DO EPISÓDIO ------- (0:00) Introdução

03/02/2025 • 86:21

Neste episódio, Caio Huck Spirandelli conversa com o biólogo Thyago Gonçalves Miranda sobre o bioma amazônico, a etnobotânica, sua atuação acadêmica e como consultor ambiental. Thyago Gonçalves Mirande é Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Naturais com Habilitação em Biologia pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), Mestrado em Ciências Ambientais pela UEPA. Doutor em Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Bionorte em parceria com a Universidade Federal do Pará. Membro do Laboratório de Monitoramento e Conservação Ambiental da UEPA. Membro do Conselho Regional de Biologia da 6ª região (CRbio), atua com pesquisas nas áreas de caracterização de ecossistemas e da biodiversidade amazônica, etnobotânica, diagnostico socioambiental e estudos com ensino de biologia. Experiência com consultoria técnica em análises de estudos de monitoramento de bioindicadores em áreas impactadas. Currículo Lattes - Thyago G. Miranda ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

04/11/2024 • 68:08

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15/10/2024 • 08:06

Neste episódio, Caio Huck Spirandelli conversa com o psiquiatra Emílio G. Tazinaffo sobre os transtornos do jogo, suas definições, impactos e o aumento de casos devido às apostas online (bets) no Brasil. O diálogo abrange a evolução do perfil dos pacientes, a dinâmica das apostas, comorbidades associadas e a necessidade de prevenção e educação financeira. Tazinaffo destaca a importância de políticas públicas e a urgência de regulamentação para lidar com o crescente problema das apostas no Brasil. Emílio Giroldo Tazinaffo é psiquiatra colaborador do ambulatório PRO-AMITI do Departamento de Psiquiatra da USP (IPq-FMUSP) que trata pacientes com transtornos do impulso (como o das apostas). Emílio é Coordenador de Psiquiatria HMCG-DASA e Preceptor da Residência em Psiquiatria - SMS-SBC. Currículo Lattes - Emílio PRO-AMITI: o ambulatório responsável por desenvolver estudos e tratamentos para quem apresenta transtornos do controle dos Impulsos, desde os já classificados pelo DSM-5 até os que ainda estão em estudos. ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

01/10/2024 • 56:48

Neste episódio recebo pela segunda vez no canal o pesquisador e escrito, Ulysses Albuquerque, onde debatemos temas abordados em seu mais novo livro 'Errados São os Outros: Ceticismo, Pseudoceticismo e Ciência'. Ulysses explica as motivações que o levaram a escrever o livro durante a pandemia, abordando temas como desinformação científica e os erros nos processos de comunicação da ciência. A conversa se aprofunda em como o ensino de ciências poderia focar mais no desenvolvimento do pensamento crítico e menos em pequenos experimentos. Ulysses destaca também a importância do ceticismo saudável e expõe a diferença entre ceticismo e pseudoceticismo. Trazendo reflexões com base em filmes como 'Não Olhe Para Cima', 'O Homem da Terra' e 'Os Outros,' ele analisa a relação entre ciência, ceticismo e a necessidade de repensar a forma como a ciência é comunicada e ensinada. Ulysses Paulino de Albuquerque concluiu o doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco, com realização de estágio no laboratório de etnobotânica da Universidade Nacional Autonoma do Mexico. Foi professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco até abril de 2017, tendo fundado e coordenado o Laboratório de Ecologia e Evolução de Sistemas Socioecológicos (LEA). Atualmente é professor titular do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco. Conselheiro (2024-2028) e sócio fundador da Associação Latino-americana de Ciências Evolucionistas do Comportamento Humano. Atua na área de psicologia evolucionista, ecologia humana e etnobiologia. Em 2023, em uma pesquisa publicada por cientistas da Universidade de Stanford, integrou a lista dos 100 mil pesquisadores mais influentes do mundo. Atualmente ocupa a cadeira 46 da Academia Pernambucana de Ciência (ACP). (Livro Gratuito) Errados são os Outros! Ceticismo, Pseudoceticismo e Ciência Livros Gratuitos de Temáticas Científicas ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

17/09/2024 • 70:34

Neste episódio, converso com Iago Pereira da Silva sobre psiquiatria evolucionista, uma abordagem que explora as possíveis origens evolutivas de transtornos mentais. Iago compartilha sua trajetória acadêmica e critica a psiquiatria tradicional por muitas vezes patologizar comportamentos normais, como a tristeza e a ansiedade, sem considerar suas funções adaptativas ao longo da evolução humana. A discussão aborda as diferenças entre a psiquiatria tradicional e a evolucionista, o impacto do desarranjo evolutivo em nossa saúde mental na sociedade moderna, e como a solidão urbana e as redes sociais contribuem para o aumento de transtornos mentais, além de tocar em temas como a falta de bases científicas sólidas na construção do Manual de Diagnósticos (DSM). Iago Pereira da Silva atualmente é doutorando em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde trabalha a relação entre Psiquiatria, Evolução e Filosofia. É membro do Brazilian Evolution and Health Study na Faculdade de Medicina da USP. Licenciado e mestre em Filosofia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atualmente suas principais áreas de pesquisa incluem Filosofia da Psiquiatria, Psiquiatria Evolucionista e Psicologia Evolucionista. Instagram - O Evolucionista: ********** Referências do Episódio ********** Nesse, Randolph M. “Evolutionary Psychiatry: Foundations, Progress and Challenges”. World Psychiatry 22, nº 2 (junho de 2023): 177–202. Bateson M, Brilot B, Nettle D. "Anxiety: an evolutionary approach." Can J Psychiatry. 2011 Dec;56(12):707-15. Brosnan, S. F., Tone, E. B., & William, L. (2017). "The evolution of social anxiety." In T. K. Shackelford & V. Zeigler-Hill (Eds.), The evolution of psychopathology (pp. 93–116). Springer International Publishing/Springer Nature. Nesse, Randolph M. “An Evolutionary Perspective on Psychiatry”. Comprehensive Psychiatry 25, nº 6 (novembro de 1984): 575–80. Boorse C. "Health as a Theoretical Concept." Philosophy of Science. 1977;44(4):542-573. Wakefield, J.C. (2015). "Biological Function and Dysfunction: Conceptual Foundations of Evolutionary Psychopathology." In The Handbook of Evolutionary Psychology, D.M. Buss (Ed.). (Livro) A Geração Ansiosa - Jonathan Haidt(Livro) Defining Mental Disorder: Jerome Wakefield and His Critics (Livro) Textbook of Evolutionary Psychiatry and Psychosomatic Medicine: The Origins of Psychopathology ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

03/09/2024 • 91:06

Neste episódio, recebo a filósofa Catarina Dutilh Novaes para uma conversa sobre sua pesquisa acerca das crenças conspiratórias. Ela explora o desafio que essas crenças representam para epistemólogos e psicólogos, devido à sua aparente irracionalidade. Catarina discute como as crenças conspiratórias podem ser verdadeiras ou falsas e apresenta seu modelo de três níveis de troca epistêmica, que nos ajuda a entender tanto a disseminação quanto o encobrimento dessas crenças. Por fim, ela aborda as alegações de que as Fake News são um fenômeno novo e discute a ideia de que estamos vivendo em uma era de pós-verdade. Catarina Dutilh Novaes é professora e pesquisadora no Departamento de Filosofia da Universidade de Amsterdam (Holanda) e professora associada do centro de pesquisa filosófica da Universidade de St. Andrews (Escócia). Seu livro "The Dialogical Roots of Deduction" recebeu o Prêmio Lakatos em 2022, e suas principais áreas de pesquisa incluem história e filosofia da lógica, filosofia da matemática e epistemologia social. Site pessoal da Catarina: https://www.cdutilhnovaes.com/ Google Scholar da Catarina: https://scholar.google.com/citations?user=ngIdwroAAAAJ&hl=en&oi=ao Artigo 1 citado na entrevista: How Conspiratorial Beliefs Spread, and How Real Conspiracies Are Covered Up (Catarina Dutilh Novaes) https://doi.org/10.1080/0020174X.2024.2375770. Artigo 2 citado na entrevista: Is Fake News Old News? (Catarina Dutilh Novaes e Jeroen de Ridder) https://doi.org/10.1093/oso/9780198863977.003.0008. Livros publicados por Catarina: https://amzn.to/4dwwScU ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: ⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠ PIX: universogeneralista@gmail.com

07/08/2024 • 85:01

Neste episódio, recebo Gabriel Rocha para uma análise dos documentários de evolução humana recentemente lançados na Netflix: 'Caverna de Ossos' e 'Os Segredos dos Neandertais'. Gabriel inicia com uma breve apresentação das duas espécies de hominínios retratadas: Homo Naledi e Neandertais. Em seguida, exploramos a qualidade científica das informações apresentadas nos documentários. Além de comparar as produções, discutimos o processo de publicação acadêmica no Brasil e os desafios inesperados enfrentados por Gabriel ao tentar publicar um artigo como primeiro autor na Revista USP. Gabriel Rocha é biólogo formado pela Unesp de Botucatu e doutorando em Antropologia na Universidade de Stony Brook (NY, EUA). Ele atua como divulgador científico e é integrante do Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana do Instituto de Estudos Avançados da USP. Gabriel Rocha: Currículo Lattes - Instagram - Twitter - TikTok (artigo) Evolução humana: o que há de novo no front? (artigo) No scientific evidence that Homo naledi buried their dead and produced rock art (artigo) The child who lived: Down syndrome among Neanderthals? ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: ⁠https://apoia.se/podcastuniversogeneralista⁠ PIX: universogeneralista@gmail.com

24/07/2024 • 84:31

Neste episódio, converso com a psicóloga Marcia Gralha, que compartilha a sua perspectiva de uma possível unificação na psicologia e na psicoterapia. Marcia fala sobre a sua experiência na graduação em psicologia nos Estados Unidos e discute a diferença na formação psicológica que encontramos no Brasil. Ela explora a questão da psicologia como ciência, a importância de uma abordagem unificada e os desafios enfrentados na prática clínica. Marcia explica também a Teoria Unificada do Conhecimento (UTOK) e a ferramenta CALM MO, que integra processos terapêuticos. O debate abrange a psicoterapia baseada em evidências versus psicanálise e a necessidade de uma base teórica sólida para a psicologia. O projeto Nexus, liderado por Marcia, promove a integração e o diálogo entre diferentes vertentes da psicologia no Brasil. Marcia Gralha é graduada em Psicologia pela University of South Florida (Tampa, FL) e possui mestrado em Psicologia Clínica pela Western Carolina University (Cullowhee, NC). Divulgadora da UTOK, a Teoria Unificada do Conhecimento, e co-fundadora do Nexus, que explora discussões sobre integração de práticas na psicologia. UTOK - Teoria Unificada do Conhecimento Substack (textos em português) - https://utokbr.substack.com/ Medium (textos em inglês) - https://medium.com/unified-theory-of-knowledge NEXUS Instagram - https://www.instagram.com/psi.nexus/ Youtube -  https://www.youtube.com/@psinexustv Livro citado por Marcia durante a entrevista: Wampold, B. E., & Imel, Z. E. (2015). The great psychotherapy debate: The evidence for what makes psychotherapy work. Routledge. ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

09/07/2024 • 69:42

Neste episódio tenho uma conversa fascinante com Rebeca Gonçalves, astrobióloga brasileira que recentemente publicou um artigo sobre as possibilidades de uma agricultura em solo marciano. Rebeca discute a importância do generalismo na sua formação acadêmica e nas suas diversas experiências de vida, incluindo viagens a 25 países e seu trabalho na Agência Espacial Europeia. A conversa explora a sua pesquisa inovadora sobre agricultura em Marte, abordando técnicas de consorciação de culturas, desafios do regolito marciano e as implicações éticas e práticas da colonização espacial. Além disso, Rebeca ressalta o impacto positivo do cultivo de plantas para a saúde mental dos astronautas e a importância de desenvolver sistemas agrícolas sustentáveis tanto em Marte quanto na Terra. Exploramos também a valorização de vivências e habilidades diversas no meio acadêmico e profissional, enfatizando como essas experiências moldam uma visão mais ampla e equilibrada do mundo. Rebeca Gonçalves, astrobióloga brasileira, é especialista em agricultura espacial. Graduada em Biologia pela Universidade de Bristol na Inglaterra e com mestrado em Astrobiologia pela Universidade de Wageningen, reconhecida como a melhor universidade em estudos agrícolas do mundo, na Holanda. Trabalhou na Agência Espacial Europeia (ESA) no setor de comunicação para missões espaciais comerciais a bordo da Estação Espacial Internacional. Organizou um programa extensivo de Estudos Espaciais em parceria com a Universidade Internacional do Espaço e a NASA. Participou como palestrante do NASA Space Apps Challenge no Brasil. É comunicadora da ciência através de sua conta no instagram (+12K) e da palestras sobre ciência espacial para jovens de todo o Brasil, especialmente em escolas públicas. Artigo da Rebeca que exploramos nessa entrevista: Intercropping on Mars: A promising system to optimize fresh food production in future Martian colonies - https://doi.org/10.1371/journal.pone.0302149 ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

25/06/2024 • 67:59

Neste episódio recebo o fisioterapeuta Pablo Santurbano para uma conversa profunda sobre fisioterapia e as ciências evolutivas. Pablo lançou recentente a segunda edição do seu livro "Evolução e Movimentação Humana" e nessa conversa revisita os maiores mitos da biomecânica, desafiando paradigmas antigos mas ainda presentes na prática clínica e nas redes sociais. A discussão abrange a desmistificação de conceitos como 'text neck' e posturas corretas, a resiliência e adaptabilidade do corpo humano, e critica a abordagem reducionista de 'terrorismo biomecânico' que trata o corpo humano como frágil. Com uma visão otimista, exploramos como o movimento e o exercício, fundamentados em evidências científicas e biologia evolutiva, são cruciais para o manejo da dor e a promoção da saúde corporal e como o discurso alarmista frente aos perigos de se movimentar carecem de plausibilidade. Pablo Santurbano é um fisioterapeuta que desde 2007 vem se aprofundando em Biologia Evolutiva, a fim de encontrar maneiras com as quais o conhecimento sobre a evolução biológica humana pode contribuir para as Ciências do Movimento. É autor do livro "Evolução e Movimentação Humana", idealizador da FBA e facilitador no Curso Movimentação FBA. "Evolução e Movimentação Humana" - Livro Mais sobre o trabalho de Pablo Santurbano ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

11/06/2024 • 141:47

Neste episódio, recebi Giovanni Rolla para uma conversa que entrelaça filosofia, ciência e o corpo humano. Discutimos o papel da filosofia na clareza conceitual das ciências cognitivas e a emergência do enativismo nos anos 90 como uma crítica ao cognitivismo, focando nas interações sensório-motoras e na corporeidade. Abordamos também a importância da atividade física para o bem-estar mental e seu papel ético, comparando nossa capacidade física com a de outros animais e propondo um equilíbrio saudável entre corpo e mente. Giovanni ainda compartilha insights do seu novo livro, ainda a ser publicado, e debate a reconexão com a fisicalidade na vida moderna. Giovanni Rolla é professor adjunto de Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Universidade Federal da Bahia, membro permanente dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia (PPG-F) e de Ensino Filosofia e História das Ciências (PPGEFHC) da mesma universidade. É membro fundador dos grupos de pesquisa interinstitucionais Enactive Cognition & Narrative Practices (Wollongong-AUS) e Cognição, Linguagem, Enativismo e Afetividade (Brasil) e secretário adjunto da Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica (gestão 2023-2024). É doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2017), mestre (2013), bacharel (2010) e licenciado (2015) em Filosofia pela mesma universidade. Atua principalmente com os seguintes temas: filosofia da cognição, teorias da cognição corporificada, variedades de enativismo, teorias da percepção e teorias da informação. Site: www.giovannirolla.com Google Scholar - Giovanni Rolla Lattes - Giovanni Rolla ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

28/05/2024 • 88:48

Neste episódio, Rafael Rigolon, biólogo com mestrado e doutorado em ensino de ciências e matemática, compartilha sua experiência e paixão tanto pela biologia quanto pela etimologia. Ele discute a importância da divulgação científica através de seu perfil no Instagram 'Nomes Científicos', onde explora questões etimológicas interessantes. Rigolon aborda também os desafios enfrentados na atualidade pela educação, especialmente no que diz respeito ao ensino de ciências, destacando a necessidade de modernização das metodologias pedagógicas para engajar gerações mais jovens e estimular o pensamento crítico. Adicionalmente, ele comenta sobre o fenômeno da pseudoetimologia, as falsas origens de palavras que frequentemente circulam na internet, e o impacto disso na divulgação de informações corretas. O papel da escola e dos futuros docentes em formar cidadãos questionadores e pensantes também é discutido, assim como a importância do investimento na educação. Rafael Rigolon possui licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá (UEM; 2005), mestrado em Educação para o Ensino de Ciências e Matemática pela mesma instituição (2008) e doutorado em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Câmpus Bauru (Unesp-Bauru; 2016). Atualmente é professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), nos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas e no Mestrado em Educação em Ciências e Matemática. Tem experiência na área de Didática em Ciências, com ênfase em Ensino de Biologia e Ciências, atuando principalmente nos seguintes temas: Etimologia e Pronúncia do Latim Científico, Metodologias de Ensino e formação docente em Ciências e Biologia. ********** LINKS do Episódio ********** Nomes Científicos (Redes Sociais) Instagram - Facebook Livros de Etimologia do Rafael Rigolon ********** Apoie o Canal ********** Apoio mensal: https://apoia.se/podcastuniversogeneralista PIX: universogeneralista@gmail.com

14/05/2024 • 65:37

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