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Gente Investiga

“Gente Investiga” apresenta os podcasts de entrevistas de Gente, a plataforma de insights da Globo. São programas curtos com cerca de vinte minutos com reflexões sobre um assunto ou um estudo disponível na plataforma. Conheça os estudos em gente.globo.com.

Músicas

Gente Investiga #46 | Rio, uma cidade além do esteriótipo
O Rio de Janeiro é a cara do Brasil... Tem praias deslumbrantes, rodas de samba, partidas de futebol, desfiles de carnaval. Opa, mas pera lá. Isso é a cara do Brasil? Do Brasil todo? Que imagem é essa do país? E, mais ainda, que Rio é esse de que estamos falando? Porque a cidade real vai muito além desses cartões postais conhecidos mundialmente. Ela é isso… também. Mas não só isso. Assim como o próprio Brasil, o Rio é um mosaico de culturas, influências e realidades diversas, oferecendo uma riqueza que pode passar despercebida no meio de tantos estereótipos. É um Rio criativo, efervescente, vivo e inovador que muitas vezes se encontra fora das vistas do cristo redentor. Por exemplo: a música é um dos elementos mais reconhecidos da cultura carioca, mas o Rio não se limita ao samba e à bossa nova. A criatividade floresce em gêneros como o funk, o rap e metal, que têm ganhado espaço e reconhecimento. Outro ponto que talvez escape ao observador casual: o Rio de Janeiro está se tornando um polo de tecnologia e inovação. E em meio a todos esses desenvolvimentos, o verdadeiro protagonista é o carioca. A resiliência e a criatividade do povo do Rio são elementos fundamentais que impulsionam a cidade para frente. Hoje vamos falar sobre que Rio é esse que pouca gente vê, onde a cultura tradicional se encontra com a inovação, onde a música é uma linguagem universal e a sustentabilidade está moldando novas realidades. Túlio Custódio conversa com Miguel Jost, professor pesquisador, doutor em estudos de literatura e cultura brasileira e consultor na área de comunicação.
20:11 11/06/2024
Gente Investiga #45| Jornalismo em tempo de fake news
Em um mundo onde a desinformação está mais elaborada e se espalha mais rápido do que nunca, o jornalismo enfrenta desafios sem precedentes. Porque o acesso à informação de qualidade é considerado uma condição essencial para a democracia? É através dela que os cidadãos podem embasar suas opiniões e ideias. Mas a ascensão das mídias digitais transformou o cenário da informação, ampliando o debate público de uma forma sem precedentes, para o bem e para o mal. Se por um lado ganhamos na multiplicidade de pontos de vista, por outro, as notícias falsas se tornaram um problema incontornável. Pra gente ter uma ideia, quatro em cada 10 pessoas no brasil afirmam receber notícias falsas todos os dias. Por isso, nesta era das fake news, o jornalismo contemporâneo desempenha um papel fundamental na defesa da verdade e na preservação da democracia. Tanto que uma nova especialidade do jornalismo foi criada para responder à disseminação de boatos: as agências de checagem. Elas são um bom exemplo de como a tecnologia também oferece oportunidades para o jornalismo, possibilitando a criação de espaços para debates de alta qualidade, ao mesmo tempo em que desafia os jornalistas a se adaptarem a novos formatos e demandas do público. Túlio Custódio investiga os desafios do jornalismo em tempo de fake news e para isso conta com Mônica Waldvoguel, jornalista e Ricardo Gallo, jornalista, coordenador da Editoria de Mundo, no GI, que cuida de assuntos internacionais e do serviço de checagem de fatos, o Fato ou Fake. Chega mais!
19:46 14/05/2024
Gente Investiga #44 | Estamos cansados das redes sociais?
O modelo atual das redes sociais está sob pressão. Seja pela disseminação de fake news e teorias conspiratórias ou pela polarização e o extremismo, as plataformas digitais têm sido palco de uma série de desafios para a sociedade moderna. Não só isso. Mais perto da nossa vida cotidiana, especialistas alertam para os efeitos negativos do uso prolongado das redes sociais na saúde mental, com casos de ansiedade, depressão e dependência digital se tornando cada vez mais comuns. Um dos principais problemas é o fenômeno da comparação social, que pode levar a sentimentos de inadequação, inveja e baixa autoestima. Além disso, as redes sociais podem contribuir para a solidão… apesar de sua capacidade de conectar as pessoas. Claro, essas tecnologias também têm um papel positivo – e não estamos nem perto de abandoná-las. Mas há sinais de uma mudança de comportamento no ar. Em 2022, o Facebook registrou pela primeira vez uma queda no número diário de usuários ativos. No ano passado, um relatório interno do X, antigo Twitter, informava que os usuários mais ativos da plataforma estão postando cada vez menos. A perda de confiança nos influenciadores digitais e na publicidade online também evidencia essa mudança. Diante desse cenário, surgem a questão: será que estamos cansados das redes sociais? Túlio Custódio investiga o cenário de esgotamento da internet, além de pensar sobre como cultivar uma relação mais saudável e equilibrada com a tecnologia. Isso tudo, com a super ajuda da Dani Arrais.
16:25 16/04/2024
Gente Investiga #43 | Tendências para uma sociedade mais otimista
Ao longo de 2023, a esperança pós-pandêmica cedeu espaço para novas preocupações, com o surgimento de conflitos armados e o agravamento de eventos climáticos extremos associados ao aquecimento global, como ondas de calor e tempestades. Está claro que trabalhar para transformar o futuro é uma urgência. Mas como manter o otimismo neste cenário complexo? Um dos caminho é buscar inspiração nos empreendedores sociais brasileiros, que podem nos oferecer perspectivas valiosas sobre como enfrentar desafios de forma assertiva e resiliente. Por exemplo: a desigualdade no brasil é uma das maiores do mundo. Mas esta realidade, que poderia ser desanimadora, é vista pelos empreendedores sociais como uma oportunidade para resolver problemas reais da população. O otimismo do terceiro setor passa também por mudanças profundas que as próprias ongs e negócios sociais estão vivendo. O assistencialismo e filantropia continuam, mas a busca por soluções estruturais para os problemas da sociedade começa a entrar no centro das ações. Pra isso, a necessidade de enfrentar os desafios com determinação e buscar constantemente oportunidades de mudança são essenciais. Nessa jornada, o otimismo deixa de ser um sentimento passivo e se torna uma ferramenta para a ação. E é pra aprender sobre isso que nesse episódio Túlio Custódio, conversa com três expoentes do empreendedorismo social brasileiro: Ana Fontes, empreendedora social, fundadora da rede Mulher Empreendedora; Guilhermina Abreu, empreendedora social, CEO e cofundadora da organização Embaixadores da Educação e Eduardo Lyra, fundador e CEO da Gerando Falcões. Juntos, investigam tendências, inovações e projetos que podem ajudar a vislumbrar um mundo melhor. E sermos mais otimistas. Na prática. Bora lá?
17:49 28/12/2023
Gente Investiga #42 | Os desafios do cinema nacional
O cinema já reinou absoluto como opção de entretenimento audiovisual. Mas a relação do público moderno com esse tipo de conteúdo é mais complexa e fragmentada. Hoje, temos uma competição acirrada entre filmes, séries, novelas, realitys shows, programas de entrevistas e outras formas de entretenimento, como as redes sociais e o videogame. E também entre as diversas plataformas em que tudo isso pode ser consumido e acessado. Muitas dessas mudanças foram aceleradas pela pandemia de covid-19, que causou o fechamento dos cinema em todo o mundo e provocou transformações nos hábitos de consumo. Nesses anos, o streaming ganhou força, tornando-se peça central da vida moderna, no entanto, o cinema ainda desempenha um papel vital, proporcionando uma experiência única e imersiva. E, dentro deste contexto, surge a pergunta: e o cinema brasileiro? Onde fica no meio de tudo isso? Uma pesquisa recente da Globo Filmes traz alguns insights sobre isso. Por exemplo: há uma visão que o cinema nacional se divide entre produções realistas e comédias pastelão, e que falta variedade de opções. A pesquisa também mostra a importância que o público dá para efeitos especiais e estratégias de promoção na hora de decidir trocar a telinha pela telona. Além disso, somados a esses cenário em constante mudança, obstáculos como o custo da experiência no cinema, a falta de salas em áreas distantes e o acesso limitado ainda persistem. Túlio Custódio investiga o cenário atual do cinema feito no brasil, as perspectivas de futuro e também o que significa ver um filme na tela grande no século 21. E quem nos ajuda nessa análise é a Simone Oliveira, Head da Globo Filmes.
20:45 19/12/2023
Gente Investiga #41 | Master Globo e aprendizado contínuo
Vivemos uma época de grandes transformações. Novas tecnologias surgem a cada minuto, os movimentos sociais mudam o panorama cultural da sociedade e as preferências dos consumidores evoluem constantemente. Por isso, no epicentro dessa revolução, a publicidade e o marketing precisam se reinventar em um ritmo frenético. Antes, a atenção do público estava concentrada principalmente na tv, mas agora se dispersa por um sem-fim de plataformas digitais. E o novo vem para somar, não substituir. O Brasil é, ao mesmo tempo, um dos maiores consumidores de redes sociais e um dos maiores consumidores de televisão aberta do mundo. Nesse contexto, surge a Master Globo, uma inovadora plataforma gratuita de educação e certificação desenvolvida pela Globo Seu propósito vai além de fornecer conhecimento. Ela representa a resposta a uma demanda urgente por atualização constante e acesso a informações relevantes, sempre alinhadas com as últimas tendências e práticas do mercado publicitário e de marketing. Este é o ponto de partida para uma jornada de aprendizado contínuo em busca de compreender um público em constante evolução e como atendê-lo de maneira eficaz. Tulio Custódio conversa com Larissa Medialdéa, Gerente do Hub de educação para negócios da Globo, para investigar essa jornada.
14:03 07/11/2023
Gente Investiga #40 | Como estamos preparando as crianças para o futuro?
Sim, é quase um clichê dizer que as crianças são o nosso futuro. Dizer que das novas gerações depende um amanhã cheio de possibilidades. Mas de qual futuro estamos falando quando fazemos essas afirmações? E o que é preciso fazer hoje? Afinal, por trás da esperança de que as crianças de agora possam criar um mundo melhor amanhã, está a necessidade de que elas sejam preparadas para isso. Você já parou para pensar em como as crianças estão sendo preparadas para o futuro? E em qual é o impacto da educação e do entretenimento nesse processo? Se sim, talvez já tenha ficado claro para você a necessidade de garantir que as crianças de hoje desenvolvam habilidade além daquelas que foram ofertadas para as gerações anteriores. É fundamental, por exemplo, que elas aprendam a enfrentar desafios desconhecidos, a se adaptar a novas tecnologias e a contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais complexa. Mas também é fundamental que façam isso sem perder a imaginação e a curiosidade, recursos valiosos para a inovação. Túlio Custódio vai investigar o impacto do futuro no presente e para isso conversa com Carolina Sanches, jornalista, pedagoga e especialista em edutainment; e com Mariana Correia, Analista de Conteúdo Original Infantil Produtos Digitais e Canais Pagos Globo.
20:20 10/10/2023
Gente Investiga #39 | O futuro dos festivais de música
O NEGÓCIO DOS FESTIVAIS DE MÚSICA FOI UMA DAS ÁREAS MAIS IMPACTADAS PELA PANDEMIA DE CORONAVÍRUS. MAS, COMO DIZEM, A MÚSICA NUNCA PARA DE TOCAR, E EM 2022, ELA RESSURGIU COM FORÇA, MARCANDO O RETORNO TRIUNFANTE DOS FESTIVAIS, GRANDES OU PEQUENOS, EM TODO O PLANETA. NO BRASIL NÃO FOI DIFERENTE, E SEGUE ASSIM: EM 2023 VIMOS UMA EXPLOSÃO DE NOVOS FESTIVAIS EM TODO O PAÍS, E A CONSOLIDAÇÃO DE SÃO PAULO COMO UM DESTINO PARA MEGA-EVENTOS. UMA DESSAS NOVIDADES FOI O THE TOWN, QUE OCUPOU DE FORMA INOVADORA O AUTÓDROMO DE INTERLAGOS. ALÉM DE UM LINE-UP AFINADO, COM ESTRELAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, O THE TOWN SE DESTACOU POR POSSUIR UM PLANO COMPLETO DE ACESSIBILIDADE E METAS OUSADAS DE SUSTENTABILIDADE. ISSO MOSTRA UMA DAS PRINCIPAIS TENDÊNCIAS QUE OS FESTIVAIS PRECISAM PENSAR PARA O FUTURO, ALÉM DO USO DE TECNOLOGIAS. O MUNDO MUDOU, E COM ELE AS PERSPECTIVAS E PREOCUPAÇÕES DAS PESSOAS: HOJE, MAIS DO QUE NUNCA, HÁ UM CHAMADO POR DIVERSIDADE, INCLUSÃO E SUSTENTABILIDADE NOS PALCOS DOS FESTIVAIS, NAS EQUIPES DE PRODUÇÃO E NAS AÇÕES DOS PATROCINADORES. O QUE NOS AGUARDA NO FUTURO DESSE UNIVERSO TÃO ESPECIAL? COMO A MÚSICA, A CULTURA E A SOCIEDADE CONTINUARÃO A SE ENTRELAÇAR NOS PALCOS E NOS BASTIDORES DOS FESTIVAIS? NÃO IMPORTA ONDE VOCÊ ESTEJA, MUITO PROVAVELMENTE LÁ EXISTE ALGUM EVENTO DO TIPO, QUE ATRAI FÃS DE TODAS AS IDADES E ORIGENS PARA UM ENCONTRO DE EXPERIÊNCIAS E AFETOS. OS ENTREVISTADOS DE HOJE CONHECEM BOA PARTE DELES, DOS MEGAEVENTOS CULTURAIS AOS MICRO-FESTIVAIS INDEPENDENTES. OS DOIS FUNDARAM JUNTOS A OCLB, QUE É UM CONSULTORIA ESPECIALIZADA EM PLANEJAMENTO E CURADORIA DE EXPERIÊNCIA. DESDE 2015 ELES FAZEM PESQUISAS EM FESTIVAIS NO BRASIL E NO MUNDO, ALÉM DE SEREM PESSOAS APAIXONADAS POR ESTE TIPO DE EVENTO. TÚLIO CUSTÓDIO RECEBE FRANKLIN COSTA E CAROL SOARES.
19:58 12/09/2023
Gente Investiga #38 | Decodificando o consumidor brasileiro para a Black Friday
Nosso país é marcado por uma grande diversidade cultural, regional e social. E isso tudo espalhado em um território imenso. Então, não é de se espantar que o consumidor brasileiro também se mostre um ser multifacetado, com vários comportamentos, preferências e necessidades que não podem ser resumidas em um perfil único. Esse mosaico que influencia o consumo do brasileiro é ainda mais importante para o mercado nas datas especiais para vendas, como a Black Friday. Falando em Black Friday, 2023 é um ano de recuperação para o evento: em 2022, o número de vendas online caiu pela primeira vez. Um dos caminhos para o varejo superar seus desafios é tentar entender quem são os consumidores brasileiros. O que sabemos sobre eles? Quais são suas particularidades? O que os une? E o que os separam? Tulio Custódio explora essas questões, junto a Suzana Pamplona, Diretora de Pesquisa e Conhecimento da Globo, e Glauber Prado, Analista de Insights e Varejo na Globo.
17:49 08/08/2023
Gente Investiga #37 | O sucesso do True Crime
Do caso Evandro aos crimes de João de Deus, histórias baseadas em crimes reais vêm fascinando milhões de brasileiros nos últimos anos. Tudo isso por conta do sucesso de podcasts e séries do gênero conhecido como True Crime. Mas apesar de parecer um fenômeno recente, o True Crime faz parte da tradição do audiovisual brasileiro. Basta lembrar de filmes como o clássico “O Bandido da Luz Vermelha" ou de programas de televisão como o Linha Direta, que voltou à programação da Globo em 2023. Claro, não dá pra negar que o gênero ganhou fôlego novo com algumas das produções mais recentes. Por exemplo, a audiência das séries documentais cresceu 63% entre janeiro de 2018 e março de 2021 e o True Crime é o maior subgênero da categoria. True Crime é também o sub-gênero que cresce mais rápido. No Globoplay, as produções de crimes reais vêm acumulando sucessos de público e crítica, como as séries documentais “O Caso Evandro”, “Em nome de Deus” e as mais recentes “Flordelis: questiona ou adora” e “Boate Kiss - a tragédia de Santa Maria”. Mas afinal, por que o True Crime faz tanto sucesso? E quais os dilemas que os criadores enfrentam, ao lidar com histórias reais? Para investigar essas questões, Tulio Custódio conversou com Guga Valente, Gerente de Estratégia de Conteúdo do Globoplay e Especialista em Conteúdo Audiovisual.
19:18 11/07/2023
Gente Investiga #36 | O papel da Inteligência Artificial na publicidade
Inteligência Artificial: como essa tecnologia está revolucionando o mercado da propaganda? quais são os benefícios e desafios que ela traz? Está claro que Inteligência Artificial não é mais um termo de ficção científica ou de especulação sobre os próximos anos. É um assunto real, do agora, que já impacta a vida de muitas pessoas e tem causado grandes mudanças na publicidade e em várias outras indústrias ao redor do mundo. Na indústria de Tecnologia, por exemplo, a substituição de trabalhadores por máquinas já começou: no começo de maio, a gigante da informática IBM anunciou que não vai mais contratar pessoas para trabalhos que uma IA possa fazer. Cerca de 7.800 vagas podem ser fechadas. À medida que a Inteligência Artificial se torna mais comum, muitos temem que isso aconteça também na indústria da Publicidade. E de fato, algo já está acontecendo: uma marca de cerveja inglesa fez sucessos nas redes em abril com um vídeo publicitário em que todas as imagens haviam sido criadas por uma IA. No Brasil, também, grandes empresas já começaram a usar imagens geradas por essas ferramentas em suas campanhas e textos escritos por robôs enchem as postagens de marcas nas redes sociais. Além de questões complexas sobre o futuro do emprego e do conteúdo, a Inteligência Artificial também traz consigo desafios em relação à privacidade dos consumidores. Para decifrar o impacto da inteligência artificial na publicidade, Tulio Custódio conversa com dois humanos: Cris Dias, pioneiro da internet brasileira e sócio-fundador da empresa de áudio criativo Ampére, e Ana Freitas, cofundadora e diretora da Quid.
18:26 30/05/2023
Gente Investiga #35 | Os desafios do empreendedorismo negro
Dados mostram que a pandemia da Covid-19 prejudicou mais o crescimento dos empreendedores negros do que brancos. Segundo o recorte nacional do relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o faturamento dos empreendedores negros sofreu uma redução de 62% – seis pontos percentuais a mais do que o dos brancos, que caiu 56% no mesmo intervalo. Outras estatísticas da mesma pesquisa apontam para uma maior dificuldade em manter os negócios abertos depois da emergência sanitária, além de empecilhos para conseguir crédito. Todas esses desafios que surgem para os negros e negras que resolvem emrpeender no Brasil estão relacionadas com problemas históricos enfrentados pelos afro-descendentes no país. Para mergulhar nesse assunto, Tulio Custódio recebe Alan Soares, um dos fundadores do movimento Black Money que é também empreendedor social e especialista em negócios, e Nalui Mahin, analista de pesquisa e integrante da equipe do Sintonia com a Sociedade, da Globo.
21:16 16/05/2023
Gente Investiga #34 | Hábitos alimentares no Brasil: a gente não quer só comida
Se você tivesse que descrever a alimentação dos brasileiros, como faria? Você pensou em arroz, feijão e bife, né? Para muita gente, “comer” é isso mesmo. No máximo, a gente dá uma ousada com uma batatinha frita. E os mais saudáveis, com uma salada. Tudo regado a um suquinho ou refrigerante, claro. No domingo, é de lei: uma macarronada caprichada, ou qualquer outro prato tradicional daquela família, que consiga reunir a todos num grande almoço comunitário. Com toda a nossa diversidade, pluralidade e mistura, a alimentação é o nosso porto seguro. A mesa é o espaço onde o nosso tradicionalismo se mantém vivo. A gente pode discordar na religião, política e futebol... Mas o cardápio da gente é sagrado. Mas, será que você consegue se lembrar do cardápio das suas refeições nos últimos 7 dias? Ou me dizer, pelo menos, quando você comeu marmita, quando pediu um delivery, quando jantou fora, ou até mesmo quando "pulou" uma refeição? Pois é, parece que o ditado "eu não lembro nem o que eu comi no café da manhã" não é tão metafórico assim, não é? Nosso cardápio é bem mais variado do que a gente imagina. Resta saber, nesse furacão de comidas, quais são parte ou não de nossos hábitos alimentares. E, afinal, o que são e qual a importância de olharmos para esses hábitos. Especialmente em tempos onde nossa rotina alimentar é cada vez menos rígida e homogênea. O Gente Investiga de hoje, quer saber: o que a comida diz sobre os brasileiros? Túlio Custódio recebe Paula Pinto e Silva, antropóloga, cientista social e sócia-diretora na Tekô Antropologia para tentar descobrir. Vem com a gente!
29:28 23/12/2022
Gente Investiga #33 | Pequenas e Médias Empresas, grandes desafios
Quem nunca sonhou, pelo menos um pouquinho, em ter um negócio próprio? A promessa de uma vida com mais liberdade, criatividade, e onde você possa fazer as coisas do seu jeito, soa atraente para a maioria das pessoas. Mas, se o “sonho do negócio próprio” é bonito no papel, na prática, a realidade é um pouco mais dura. Afinal, um olhar mais atento a esse grupo, que já representa 29% do nosso PIB, nos revela muito mais sobre a nossa economia, sociedade e até sobre as contradições e desafios que fazem dessa área, uma das mais estratégicas para o país. É verdade que o empreendedorismo vem disparando como nunca nos últimos anos. Só durante a pandemia, foram abertas mais de 4 milhões de empresas em todo o Brasil. Por outro lado, o sonho pode acabar virando pesadelo bem rápido: 49% - ou seja, quase metade - das empresas que são abertas no Brasil, fecham suas portas em até 3 anos. E claro, que um período de pandemia, crise econômica e isolamento social, não ajudou boa parte desses novos negócios a se estabelecerem. Ainda assim, aquelas empresas que estão sobrevivendo ao fim da pandemia, apresentam ideias, formas criativas de fazer e uma capacidade de reinvenção inspiradoras para todos, até para os grandes. Túlio Custódio conversa com Laura Lazzari, analista de inteligência de mercado no time de Telecom e plataformas e serviços na Globo, para investigar como aumentar a potência dos pequenos e médios empreendedores, para recuperar a economia. Vem com a gente!
16:22 06/12/2022
Gente Investiga #32 | Diversidade e representatividade na transformação da música
Por que você ouve música? As pessoas ouvem música a todo momento: pra ficar feliz, pra encarar tristezas, pra se divertir e até mesmo, pra se distrair. Tem gente que não imagina a vida, sem essa companhia sonora. Tem gente que ouve música e nem mesmo se dá conta. E, aqui no Brasil, nossa voz ecoa mais alto: somos o país que mais consome música na América Latina. Por isso, no programa de hoje, vamos falar sobre música. E mais do que isso. Afinal, música não é só som, acordes, ritmos ou cifras. Música também é emoção, experiência e identidade. Que rima com diversidade: o coletivo de muitas identidades, vivendo em conjunto. O nosso desafio aqui é entender, afinal, como, onde e porque ouvimos música. E o que os sons que consumimos, compartilhamos e produzimos, de todos os cantos do país, contam sobre quem somos, o que queremos e o que podemos ser, enquanto sociedade. Será que as músicas produzidas por aqui, refletem a diversidade do povo brasileiro? Será que singles, clipes e artistas, podem ajudar a sensibilizar as pessoas para a diversidade social? E será que grandes espaços musicais, como as premiações, podem impulsionar a presença de mais representatividade na música e promover mais inclusão no país? Claro, nenhuma dessas perguntas tem resposta fácil. Por isso, Tulio Custodio trouxe para a conversa dois especialistas no assunto: Juliana Costantini, que trabalha na Globo como gerente de conteúdo musical, e Gabriel Volfzon, gerente de inteligência de negócios da Globo.
18:44 08/11/2022
Gente Investiga #31 | Crianças, games e socialização
“Hoje em dia, as crianças nascem na frente de uma tela. É como se tivessem um chip implantado”. Quem nunca ouviu, ou até mesmo repetiu, essa ideia cada vez mais difundida na sociedade? Para quem é mais velho, é um pouco chocante observar a desenvoltura das crianças com as máquinas. Muitas delas, se adaptam a controles, funções e conexões, antes mesmo de dominar funções básicas de fala, coordenação motora, ou outras habilidades manuais. A Era da Hiperconexão atingiu em cheio a criançada. E tem sido cada vez mais difícil afastar os pequenos do universo virtual. Até porque, dentre os muitos atrativos da tecnologia, há um ramo com especial apelo entre as crianças: os games digitais. On-line ou desconectado. Pelo computador ou pelo tablet e celular. Nunca foi tão fácil acessar as mais recentes criações de uma das indústrias mais tecnologicamente desenvolvidas, e mais promissoras, do mercado digital. O que torna os games tão irresistíveis, especialmente para os pequenos? E quanto das preocupações dos adultos com crianças e jogos, são pertinentes? Será que os games virtuais estão criando uma geração de viciados em telas, com dificuldades de socialização e interação com o “mundo real”? Aliás, será que essa distinção entre “real” e “virtual” ainda é válida? Mas será que não estamos vendo o copo meio vazio demais, deixando de ver as vantagens que o mundo dos games traz para as crianças? E se pudermos falar que os games não precisam ser apenas vilões. Que podem se tornar, inclusive, aliados no desenvolvimento de habilidades como comunicação e socialização? Para entender melhor esse cenário, Tulio Custódio conversa com Lucas Oliveira, que trabalha na equipe de canais digitais do Gloob e com Heloisa Padilha, líder pedagógica da FazGame. Vem com a gente!
16:40 18/10/2022
Gente Investiga #30 | As dores e os amores do puerpério
O puerpério é a fase que sucede o parto e que já teve muitos significados na nossa cultura. Foi simples quarentena sexual, na época em que as famílias eram numerosas. Também foi um termo puramente médico, usado para falar da biologia do corpo. Ocorre que o puerpério é muito mais do que isso. É um período extremamente importante para a criança e absolutamente desafiador para as mães, já que a intensidade das emoções e sentimentos é tão grande, que muitas mulheres se sentem desorientadas. Por isso, precisamos conhecer melhor o puerpério e ir além da definição oficial, que não dá conta das dores e dos amores vividos. Acolher quem está nele é urgente e, muitas vezes, difícil. O melhor que as marcas e a sociedade podem fazer então é ouvir as mães. Afinal, são elas que abrem a fronteira do desconhecimento e mostram, com a própria experiência, como o puerpério pode ser particular. E para entender melhor este universo Túlio Custódio conversa com Marise Ikeda, analista de pesquisa de mercado sênior, e Juliana Tranjan, coordenadora de marketing insights na MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital. Vem com a gente!
16:30 23/08/2022
Gente Investiga #29 | Inovações em comunicação de marca
Muitas coisas foram afetadas pelos dois primeiros anos da pandemia do novo coronavírus. Uma delas foi a comunicação. O isolamento social acelerou tendências de transformação tecnológica e consolidou a força do digital como uma grande ferramenta de comunicação de massa. Ao mesmo tempo, também vivemos como nunca um cansaço do digital, uma fadiga das telas, e a saúde mental se concretiza como uma das principais preocupações do agora. Talvez por isso, na reabertura pós-pandêmica, as pessoas busquem experiências físicas, buscam reencontrar amigos, reencontrar lugares. Mas ainda há muitas incertezas sobre o futuro. E a busca por segurança convive com o desejo de conexão real. Neste novo cenário, as marcas estão se transformando e mudando a maneira como se comunicam com seu público. A preocupação em ter propósito, ser sustentável e em inovar - por exemplo - cresce a cada ano. E deve continuar cada vez mais forte. E para investigar todas essas mudanças, Túlio Custódio recebe Paula Rizzo, Head de inovação em comunicação de marcas da Globo. Vem com a gente!
20:34 26/07/2022
Gente Investiga #28 | Vai pagar como?
Pagar uma conta é um movimento tão automático que às vezes a gente não enxerga as diversas formas que essa ação toma. Dinheiro, claro, é um meio óbvio. Cartão do banco também. Já o cheque está quase esquecido. E, hoje, essas opções dividem espaços com muitos outros meios de pagamentos, principalmente depois da digitalização do comércio. Um desses meios é o Pix, criado pelo Banco Central e que já se tornou corriqueiro para o brasileiro. Durante a pandemia, também ganhou espaço o pagamento sem contato. A pergunta "é aproximação?", agora, já é quase tão comum quanto a clássica "é crédito ou débito?". A modalidade cresceu 385% entre 2020 e 2021, e já movimenta R$199 bilhões. O uso de carteiras digitais no Brasil, também está em crescimento, embora seu percentual geral ainda seja baixo: apenas 8% usaram esse tipo de pagamento no varejo físico, contra 26% no valor de referências global. E tem até banco virando loja e loja virando banco. Daí, toda a transação já é feita por lá mesmo. Tulio Custódio recebe Rodrigo Santos, Head de Industry Strategy na Globo, para entender melhor sobre a evolução e o futuro desses muitos novos meios de pagamento. Vem com a gente! E descubra pesquisas e insights sobre o tema em https://gente.globo.com/
20:24 29/06/2022
Gente Investiga #27 | O fenômeno do Live Shopping
Live Shopping, Shopstreaming, Live Commerce… Não importa o nome que você use: a promoção e venda de produtos em transmissões ao vivo na internet ganhou muito espaço durante a pandemia e já se firmou como uma nova e poderosa estratégia de comércio. Para 2022, o valor estimado de rendimento da modalidade está na casa dos 480 bilhões, e, para 2023, mais de 600 bilhões de dólares. A ideia de Live Shopping, à primeira vista, lembra os antigos canais de vendas, mas há diferenças importantes. Por exemplo: nas redes, as marcas podem interagir diretamente com o consumidor e se beneficiar do valor de entretenimento que influenciadores e celebridades emprestam. Além disso, novas tecnologias facilitam cada vez mais o ato da compra. E a expectativa com essa nova forma de interagir e vender é tanta que todas as plataformas estão se adaptando, pois querem receber melhor as transmissões de vendas ao vivo. Túlio Custódio conversa com Leonardo Pontes, Gerente de Novos Formatos da Globo, e neste episódio do Gente Investiga, o fenômeno do Live Shopping e outras dinâmicas do comércio online são o tema do papo. Vem com a gente! E para descobrir mais dados e insights sobre Live Shopping, acesse: https://gente.globo.com/
16:21 31/05/2022
Gente Investiga #26 | Na tela do celular
Por décadas, a televisão foi chamada carinhosamente de “telinha”. Um apelido que nasceu em oposição à grandiosidade do cinema. E ainda é comum falarmos assim, mas o diminutivo já não faz tanto sentido. Principalmente quando consideramos o tamanho dos aparelhos que temos em casa atualmente com dezenas e dezenas de polegadas. Mas uma outra tela – essa, sim, bem menor – ocupa um espaço importante no dia a dia: o celular. E é para lá, para a telinha do celular, que se compartilha cada vez mais o lazer multimídia. Na pesquisa “O cotidiano dos internautas”, 55% dos brasileiros ouvidos disseram ter assistido a TV ou vídeo por demanda na última semana quando estavam fora de casa – e por praticidade, o celular é a tela preferida neste consumo. Para investigar sobre o tema, Túlio Custódio, sociólogo e curador da Inesplorato, fala do consumo de vídeo no celular e a relação mais ampla entre internet e televisão. Tudo isso com a ajuda de Gabriela Trigueiro, Gerente de Redes Sociais em Portfolio & Performance da Globo. Vem com a gente! E para conhecer a pesquisa completa, acesse http://gente.com.br/
16:41 03/05/2022
Gente Investiga #25 | Educação e tecnologia
Podcast Gente Investiga discute o papel da tecnologia no fortalecimento da educação no Brasil Durante a pandemia, a tecnologia se mostrou como forte aliada no processo de continuidade da aprendizagem. Com o auxílio da digitalização, o ensino remoto passou a ser uma estratégia pedagógica para driblar os desafios da educação durante o período pandêmico. De acordo com o Mapa Integrado de Conectividade na Educação, ferramenta que oferece dados sobre a conectividade de escolas espalhadas por todo o país, enquanto em São Paulo 91% das escolas estaduais têm internet para aprendizagem, na Bahia, o número cai para 10%. Além disso, de acordo com o UNICEF, um em cada três alunos encontrou problemas ao tentar assistir às aulas online nesse período. Para debater sobre os benefícios da tecnologia na educação e entender o acesso à tecnologia no Brasil hoje, o sociólogo Túlio Custódio conversa com Lúcia Dellagnelo, diretora presidente do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), no novo episódio do podcast Gente Investiga, uma produção da Plataforma Gente, da Globo. Lúcia acredita que, através da tecnologia, a educação pode ser levada com a mesma qualidade para todos os estudantes, independentemente de onde eles estejam localizados. “A tecnologia permite que uma criança que more no interior da Amazônia tenha acesso a conteúdo e experiências de aprendizagem das crianças que estão em qualquer centro urbano com uma boa estrutura educacional”, destaca. Apesar disso, a diretora pontua as dificuldades para que essa tecnologia chegue a todas as partes do Brasil, considerando a falta de estrutura básica nas escolas do país. “Muitas dessas escolas estão localizadas em áreas que não há viabilidade econômica, por exemplo, grandes operadoras de internet, provedores de internet. Precisa ter algumas mudanças de mentalidade, de metodologias, de gestão, para que realmente essa promessa da tecnologia aconteça na educação brasileira”, afirma. No papo, Lúcia aproveita para destacar as contribuições do Movimento LED – Luz na Educação, no Brasil. “Para mim, a principal contribuição do prêmio do Movimento LED é jogar luz na ideia que para que a inovação educacional aconteça é preciso um ecossistema com atores, às vezes, muito diferentes, como um empreendedor, como o próprio estudante, o professor, o gestor de secretaria. A inovação pode vir de qualquer lugar”, conclui. Lançado em 2021, o Movimento LED é uma iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho que tem o propósito de iluminar práticas inovadoras na educação brasileira e de reconhecer quem está revolucionando o cenário do setor. Acompanhe mais detalhes sobre o projeto através do link https://redeglobo.globo.com/movimento-led-luz-na-educacao/ Para se aprofundar no tema através de pesquisas sobre educação, acesse: https://gente.globo.com/ Vem com a gente!
19:03 05/04/2022
Gente Investiga #24 | Doação e empatia em uma sociedade fragmentada
Apesar de ser conhecido como um país solidário e acolhedor, o ecossistema de doações ainda é um espaço pouco explorado pelos brasileiros. Durante a pandemia, o cenário de práticas filantrópicas no Brasil sofreu algumas mudanças, desencadeando uma rede intensa de apoio nos primeiros meses da emergência sanitária causada pela Covid-19. Segundo dados da Associação Brasileira de Captadores de Recursos, entre 31 de março e 31 de julho de 2020 foram doados 7,16 bilhões de reais. Para falar sobre o papel do brasileiro nesse universo e entender o lugar dos doadores no espaço de reconstrução social pós-pandemia, no novo episódio do podcast Gente Investiga, o sócio e curador de conhecimento da Inesplorato, Tulio Custódio, entrevista Rafael Marques, supervisor executivo da área de Valor Social da Globo e responsável pela implementação e gestão de projetos ligados à cultura de doação, como Criança Esperança e Para Quem Doar. O Criança Esperança já arrecadou mais de R$ 420 milhões de reais e já beneficiou mais de quatro milhões de crianças, adolescentes e jovens em todo país, em seus 36 anos de existência. Já o canal Para Quem Doar - que reúne diversas iniciativas para conectar pessoas que desejam ajudar instituições que precisam de apoio - já publicou mais 200 campanhas, ao longo de seus quase dois anos de atuação. Em sua iniciativa mais recente, a plataforma reuniu organizações e locais que estão apoiando as famílias atingidas pelas chuvas que devastaram a cidade de Petrópolis nas últimas semanas, na região serrana do Rio de Janeiro. Rafael conta que de fato existe uma cultura solidária no Brasil, mas essa faceta generosa aparece com mais força em momentos críticos. “Quando a gente olha para as situações de calamidade pública, por exemplo agora na pandemia ou situações de desastres naturais, você vê que o brasileiro responde rápido. Ele tem uma identificação muito rápida e é muito generoso nesses momentos. Você ajuda muito mais por uma decisão emotiva. E nesses episódios de calamidade isso é muito escancarado”, afirma. O executivo também aproveita para destacar os desafios do país em desenvolver hábitos de doações mais maduros, e comenta sobre as travas que precisam ser superadas para o real encontro dos brasileiros com a solidariedade. “Fazer o brasileiro entender que aquela doação dele, aquele hábito de doar, na verdade, é um investimento que ele está fazendo na sociedade.”, conclui. Ouça com a gente! Gente é a plataforma de pesquisas e insights da Globo. Seu propósito é compartilhar conhecimento baseado em pautas contemporâneas da sociedade, no comportamento do consumidor e nos hábitos dos brasileiros. O conteúdo é aberto a todos e pode ser acessado em https://gente.globo.com/
18:44 08/03/2022
Gente Investiga #23 | Vozes femininas no esporte
O lugar da mulher é onde ela quiser e muitas optaram por estar em ambientes que sempre foram bem masculinos, como é o caso do jornalismo esportivo. O mais novo episódio do podcast Gente Investiga debate o tema e discute se esse ‘clube do bolinha’ abriu espaço de fato para o sexo feminino. E para conversar, Túlio Custódio recebeu Karine Alves, apresentadora do Troca de Passes, do SporTV, e do bloco paulista do Esporte Espetacular, na TV Globo. Karine começou a trabalhar com esportes em Porto Alegre, na RBS, a afiliada gaúcha da TV Globo, e tem uma visão bem realista. “Eu queria ter uma resposta bacana: Nossa, isso ficou no passado, não existe mais. Mas é uma mentira. Ainda encaramos todos os dias o machismo, que está enraizado e velado. Presenciei coisas erradas com mulheres e vi muitas puxadas de tapete. Pensei até em sair do jornalismo esportivo.”, explica a apresentadora. Karine seguiu na área por questões sociais. “Acho que o esporte representa muito bem, principalmente o futebol, o retrato do Brasil. Estou aqui por escolha minha, pois poderia fazer outras coisas. Como cantar”, pondera Karine. Sobre legado, a apresentadora aposta que vale mostrar para todas que sim, elas podem conquistar ambientes antes masculinos. E espera que as mulheres entendam que há espaço para todo mundo. “Eu trabalho pelas próximas, e não apenas por mim. E hoje em dia as mulheres já estão mais parceiras das próprias mulheres. Acho que a maioria já se deu conta de que precisamos nos apoiar”. Ouça o papo completo com a gente. Explore mais pesquisas, comportamentos e tendências sobre esportes em http://gente.com.br/
16:57 01/02/2022
Gente investiga #22 | O brasileiro, a fé e a religião
Uma coisa a gente sabe: o povo brasileiro é um povo de fé. 99% dos brasileiros declaram ter fé, ainda que 10% não tenham religião. Os dados são da pesquisa “Diversidade Cristã”, que traz um panorama sobre a fé, a religiosidade e a religião e suas formas de expressão na cultura brasileira. Apesar de consolidada, essa relação está em constante transformação. Túlio Custódio e Marcella de Oliveira, especialista em pesquisa e conhecimento na Globo, abordam as principais mudanças relacionadas ao tema do episódio “O brasileiro, a fé e a religião” do Gente Investiga. De acordo com a tradição histórica, o Brasil é um país de religião católica. Porém, o cenário atual vê um crescimento da religião evangélica, que pode ser explicada por fenômenos sociais, políticos e culturais que agregam uma comunidade unida pela mesma crença, e principalmente pelo reforço de questões identitárias. “A gente está em um momento muito específico de todo mundo buscando a própria identidade, as discussões hoje em dia são sempre pautadas em discussão de gênero, de raça, sua própria liberdade de expressão…E a gente não vê isso tanto em outras religiões quanto vê na evangélica”, diz Marcella. A relevância da fé e a religião no período da pandemia também foi um dos temas abordados na conversa. Segundo Marcella, essa é uma das marcas do povo brasileiro, já que o Brasil sempre foi um país fortemente influenciado por suas religiões e sincretismo. O diálogo e promoção da diversidade devem ser estimulados para que este elemento tão presente na identidade do brasileiro prevaleça respeitando sempre as diferenças. Vem ouvir com a gente! Descubra mais sobre religião nas pesquisas e nos estudos publicados em http://gente.com.br/
20:02 21/12/2021
Gente Investiga #21 | Cenário musical na era dos vídeos curtos
Quinze minutos de fama ou apenas quinze segundos de música? Os aplicativos de vídeos curtos transformaram a maneira como os artistas lançam seus trabalhos. No episódio “Cenário musical na era dos vídeos curtos” do podcast Gente Investiga, Túlio Custódio e Rennan Valverde, analista de produto digital do Multishow, debatem essa tendência e como o engajamento nesses aplicativos são essenciais para a indústria musical. O podcast aborda o poder de “viralização” desses conteúdos, e os diversos fatores que tornaram os aplicativos em grandes catalisadores de artistas. “Até no Prêmio Multishow, as indicações agora refletem um pouco isso também. Então, a gente vê um caminho muito inverso, são os vídeos curtos ditando um pouco das tendências da música, e das paradas de sucesso, o que é bem assustador, mas também incrível, o mercado da música se renovando cada vez mais”, conta Rennan. A criatividade do público brasileiro e a capacidade de transformar tudo em meme também foi um dos pontos destacados por ele. “O impacto cultural é muito real, e percebendo isso, as plataformas de streaming começam a criar subgêneros e playlists baseadas nesse consumo, então, se você entra hoje no Spotify antes de entrar no TikTok, você vê que tem um gênero chamado Viral Hits, que você clica e 1 milhão de playlists baseadas nesse novo formato lá, aí você consegue entender a influência e abrangência que esse novo formato tem atingido”, finaliza Rennan. Vem com a gente =) Tem mais insights sobre música em gente.com.br. Acesse!
17:31 23/11/2021
Gente Investiga #20 | Turismo em família
Muitos são os reflexos da pandemia e da vida ser levada para dentro de casa. De acordo a pesquisa “Jovens na Pandemia”, realizada pela Faculdade de Medicina da USP e apresentada na Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19, 25% das crianças e adolescentes tiveram ansiedade e depressão durante a pandemia e 100% delas precisaram lidar com uma enorme avalanche de mudanças e incertezas. A dinâmica familiar foi alterada e os pais passaram a ter muito mais tempo em casa com seus filhos. E agora, com a vacinação aumentando pelo país e as aulas sendo retomadas de forma presencial, há um início de luz no final do túnel e as famílias estão começando a projetar um futuro, sem perder tudo que conquistaram nesse tempo todo de isolamento. E como gerenciar os sonhos dos pequenos quando o assunto é turismo e as primeiras viagens pós-pandemia? Para debater esse tema, o novo episódio do Gente Investiga, apresentado por Túlio Custódio, convidou Hélio Velez, analista de inteligência de negócios do núcleo de entretenimento e infantil dos canais Globo, e Glauber Prado, analista de inteligência de mercado da Globo. “Tudo que foi conquistado no período da quarentena e ainda vivendo na pandemia, nem os pais nem as crianças querem perder. Todos sabem os lados negativos, os desafios que tivemos em conciliar a vida profissional, pessoal. Mas ninguém quer mais perder o convívio e a vacina entra como uma expansão desse convívio, de podermos estar perto de familiares mais distantes, amigos, com os professores na escola, com colegas de trabalho. Então tudo que foi conquistado de aprendizado e de conexões pessoais, as pessoas estão com esse desejo de extrapolar a casa, então não só de liberdade, mas também de conexão”, aponta Hélio. E na indústria do turismo, é a voz da criança que vai ter mais peso - 77% das crianças querem viajar para se divertir, e essa vontade ela já é refletida na busca e também na demanda dos pais. Claro que toda essa busca foi alterada levando em consideração a saúde como aspecto principal. “Nós realizamos uma pesquisa e a preferência das pessoas era por viagens de carro e em família, principalmente entre as pessoas que já moram junto. Mas à medida que há um afrouxamento das medidas, a liberação de algumas fronteiras e a demanda por viagens mais longas, entendemos que exista também, de forma natural, uma recuperação das viagens de avião”, aponta Glauber. O podcast é um desdobramento do estudo "Os brasileiros querem viajar com suas famílias e em segurança" feito pelo canal Gloob, em parceria com a área de Inteligência de Mercado da Globo, em junho deste ano. Veja em gente.com.br Vem com a gente!
13:25 17/08/2021
Gente Investiga #19 | O brasileiro e a pandemia
Medo, insegurança, fé e esperança. Esse é o mix de sentimentos que acompanha a sociedade frente às incertezas da pandemia. Somando a isso, um outro problema de saúde pública surge junto com a Covid-19: a saúde mental O novo episódio do podcast Gente Investiga vai debater a consequência da pandemia na rotina, no momento presente, de todos os brasileiros. Para tentar dimensionar esses impactos diante tantas quebras simultâneas, Túlio Custódio recebe Giani Scarin, head da área de consumer insights da Globo. “No início havia um pouco de medo, de dúvidas do que ia acontecer, mas ainda sim vimos as pessoas com um sentimento mais positivo. Depois começamos a ver o crescimento da incerteza e um medo mais aflorado. Logo aparecem as grandes diferenças na sociedade e o quanto cada grupo vivenciou essa pandemia de formas diferentes”, recorda Giani. E desses grupos é possível citar as mulheres e a comunidade LGBTQI+. Ambos sofreram, e ainda sofrem, com os duros impactos do isolamento e a pressão social e mental durante todo esse período. “Não temos muitos elementos para explicar, mas talvez a hipótese seja essa convivência doméstica muito intensa e o fato de não poderem contar com algumas redes de proteção”, explica Giani. Mesmo com a campanha de vacinação surgindo como uma luz no final do túnel, a saúde mental dos brasileiros ainda é um ponto sensível e se tornou um outro problema de saúde pública, além da Covid-19. De acordo com a pesquisa “Tracking Sintonia com a Sociedade” quase 70% dos participantes relataram que sofreram impactos psicológicos durante a pandemia. “O Brasil já era um país que tinha um dos maiores consumos de drogas psicotrópicas e desde março de 2020 isso se acelerou muito. Sete em cada dez pessoas reportaram que tiveram alguma mudança no humor, no sono, na qualidade de vida e na irritabilidade. E no momento que acabar a pandemia todo mundo se sentirá liberado, mas não sabemos o quão saudáveis estaremos lá. E o mais importante, o quanto estaremos habilitados a manter uma vida normal ou transformar, reformar a nossa vida, reconstruir talvez a nossa vida”. Vem com a gente! gente.com.br
16:34 13/07/2021
Gente Investiga #18 | Crianças na pandemia
Como esse período de exceção em que estamos vivendo está impactando a vida e o desenvolvimento das crianças? No novo episódio de Gente Investiga, "Crianças na Pandemia", o sociólogo Túlio Custódio comanda o papo com a psicóloga Carolina Martins, que aborda temas que mostram como a infância vivida nos moldes atuais pode impactar o entendimento dos pequenos sobre sua participação no mundo. Os envolvidos falam ainda sobre frustração, segurança alimentar, equilíbrio emocional para lidar com o luto e internet. Para conferir o conteúdo na íntegra acesse aqui. Um dos pontos abordados no podcast é a importância de reconhecer a voz das crianças a fim que elas se sintam parte ativa da comunidade. Especialmente neste momento de isolamento e com tantas restrições, é preciso saber desenvolver diariamente ferramentas para lidar com novas rotinas, o noticiário e tudo o que o envolve. Para Túlio, “a gente aprende muitas coisas durante a infância: que existimos, que o mundo existe e que existem outras pessoas. Mas o cenário atual veio para obrigar adultos e crianças a repensarem absolutamente tudo”, diz ele, que complementa, “a pandemia não determina nada sobre o futuro, mas sim sobre o presente. E a infância é a época da vida em que a criança mais absorve conceitos para começar a construir sua identidade. A pergunta é: quais são os pontos centrais para uma infância potente?”, diz. Já de acordo com Carolina, é importante que os pequenos imaginem e possam criar seu próprio mundo. Além disso, deve-se questionar se eles estão se sentindo seguros, uma vez que é necessário que tenham sentimento de pertencimento para poder se desenvolver. “As crianças precisam ouvir histórias para saber de onde elas vêm e para construir um futuro, se sentir parte dele. É preciso que elas tenham suas vozes reconhecidas para que queiram transformar. Essa é a potência”, finaliza. Vem ouvir o papo com a gente. Ouça outros programas em gente.com.br
13:43 08/06/2021
Gente Investiga #17 | Tendências e desafios da educação
Quase nada está claro no Brasil de 2021, mas de uma coisa a gente sabe: investir em educação é o caminho para transformar o país. Essa ideia já é até um clichê. E investir como? Qual a maneira mais esperta e eficiente de garantir que os estudantes possam, de fato, escrever um futuro mais justo para o país? Para ajudar a responder estas questões no novo episódio de Gente Investiga, Túlio Custódio conta com Carolina Campos, fundadora do Projeto Vozes pela Educação e que há mais de 15 anos atua na área, para investigar quais mudanças no sistema educacional podem ser revolucionárias para o futuro do Brasil. Vem com a gente.
16:49 11/05/2021

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