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Milton Nascimento

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Biografia

Desde o Festival Internacional da Canção de 1967 quando classificou três musicas de sua autoria (Maria Minha Fé, Travessia e Morro Velho) que Milton Nascimento desponta no cenário mundial como um dos mais importantes músicos brasileiros de todos os tempos. Mas o ponto inicial de sua carreira aconteceu mesmo em 1962, quando ele se juntou ao amigo Wagner Tiso para fundar o conjunto de baile W's Boys. O grupo, com sede em Alfenas (MG), era um dos mais requisitados do sul de Minas. Ainda em 1962, Milton participou de outros grupos, principalmente após sua mudança para Belo Horizonte, onde permaneceu até 1966, quando foi para São Paulo disputar o Festival Nacional da Música Popular (TV Excelsior). Neste festival, Milton ganhou o prêmio de melhor intérprete com "Cidade Vazia", música de Baden Powell e Lula Freire. Milton ainda ficou em São Paulo até 1967, quando se mudou definitivamente para o Rio após a consagração de Travessia no Festival Internacional. Além do começo da carreira em 1962, e do "Festival Travessia" em 1967, outra data importante na carreira de Milton é o lançamento do disco Clube da Esquina, um dos maiores sucessos de sua discografia. Milton também acumula na bagagem cinco prêmios Grammy, uma centena de títulos e homenagens, turnês bem sucedidas na Ásia, Europa, África e América, além de mais de quinze milhões de discos vendidos na carreira. De acordo com a jornalista e biógrafa Maria Dolores, "em pouco tempo, Milton Nascimento se transformou em "cidadão do mundo". Em Paris, o então presidente François Miterrand adiou a reabertura do Museu do Louvre para poder assistir ao show de Milton no Park de La Villete. Em Los Angeles, teve seu nome registrado no Royce Hall, onde Einstein apresentou sua Teoria da Relatividade. Recebeu a chave das cidades de Nova York e Miami; foi feito Cavalheiro das Artes e das Letras da República Francesa. O sucesso nos palcos dos mais de vinte países onde Milton sempre cantou o Brasil é a legitimação de seu talento. Talento que já colocou seu nome diversas vezes nas listas dos melhores das publicações "Down Beat" e "Billboard"". Com o lançamento do álbum "Uma Travessia" em 2010, o artista completou 39 discos gravados. Sem contar ainda centenas de participações em projetos de amigos, parceiros, músicos e cantores do mundo inteiro que diariamente procuram Milton para um trabalho em estúdio. A lista de pessoas com quem já gravou (e por quem foi gravado) não tem limites: Wayne Shorter, Mercedes Sosa, Sarah Vaughan, Peter Gabriel, James Taylor, Joe Anderson, Paul Simon, Duran Duran, Pat Metheny, Bjork, Esperanza Spalding, Jason Mraz. Certa vez, Tom Jobim declarou que gostaria de ver todas as musicas de sua autoria gravadas por Milton. E a lista de admiradores também é grande. "Nunca vi ninguém que tivesse por ele um sentimento amargo. Discreto, Milton foi se fazendo famoso sem nunca colocar a carapuça de rei", disse Dorival Caymmi num depoimento. Na opinião de Paul Simon, "suas melodias são extraordinárias, únicas. Milton Nascimento é provavelmente o maior compositor brasileiro pós Jobim/Gilberto". O parceiro Chico Buarque costuma sintetizar a relação entre eles numa frase curta e direta: "Bituca manda em mim". Sobre Milton, Herbie Hancock diz que "ele é um compositor brilhante, com uma das vozes mais incríveis que eu já ouvi. Suas melodias têm uma simplicidade, que vão direto ao centro do seu coração". Caetano Veloso escreveu que "a palavra inventivo não o define tão bem como a palavra original, e ele é, sozinho, um movimento." Elis Regina costumava dizer que "se Deus cantasse seria com a voz de Milton". E até o ator Antônio Banderas já pediu para conhecer Milton Nascimento, o encontro aconteceu em maio de 2011, durante um almoço em Copacabana, na última passagem do astro pelo Brasil. O cantor britânico Joe Cocker, que esteve no Rio de Janeiro para um show no dia 1 de abril de 2012 também pediu um encontro com Milton. E na contramão do sucesso que obteve internacionalmente como instrumentista, compositor e cantor, Milton também tem uma presença marcante em outras áreas, seja na militância social, no cinema ou no teatro. O Rain Forest, uma espécie de "Nobel sem política", já concedeu sua principal premiação a Milton pela luta ao lado da Aliança dos Povos da Floresta, organização que reúne índios, ribeirinhos e seringueiros da Floresta Amazônica. Milton também tem papel importante junto a Anistia Internacional, a Fondatión France Liberté e atua com frequência em ações do Greenpeace. No cinema, já participou - tanto como ator quanto diretor musical - em filmes de Werner Herzog, Ruy Guerra, Paulo Cezar Saraceni, Nelson Pereira dos Santos, Silvio Tendler e Cacá Diegues. Convidado por grupos como Corpo, Ponto de Partida e pelo premiado diretor nova iorquino David Parson, Milton Nascimento tem uma extensa lista de trabalhos realizados para a dança e o teatro. Nos meses de junho e julho de 2011, aconteceu a última viagem aos Estados Unidos (e Canadá) de Milton e sua Banda 4, formada por Wilson Lopes (guitarra), Lincoln Cheib (bateria), Kiko Continentino (piano) e Gastão Villeroy (baixo). A série de oito shows recebeu elogios em todos os lugares. Antes mesmo antes de chegar à Califórnia para um show no dia 1 de julho de 2011, o jornal da Universidade de Stanford publicou um texto dizendo que "Milton é maior do que os Beatles". O Huffington Post - que enviou uma jornalista ao Canadá - o chamou de "bruxo", por causa do "transe" que causou na plateia de cinco mil pessoas em sua apresentação durante o Festival de Jazz de Montreal 2011, que reuniu nomes como Paco de Lucia, Chick Corea, Robert Plant, Prince e Tony Bennet. Apenas para se ter uma ideia do que representa a figura de Milton Nascimento no mundo, após um concerto no badalado Lincoln Center, em Nova York, no dia 24 de junho de 2011, o crítico Jon Pareles, do jornal The New York Times escreveu a seguinte frase: "Milton Nascimento, tesouro nacional". Atualmente, o artista continua na estrada, aumentando cada vez mais o seu significativo número de milhas nas viagens com sua banda: Porto Alegre, Recife, Tokyo, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Seattle, San Francisco, Paranapiacaba, Araxá, Nova York e Embú das Artes. Milton nunca se preocupou com a distância, muito menos com o tamanho do lugar. Assim, como nunca se cansa de repetir: "Vou onde me chamam".